BIG STORY |
Inteligência artificial e ciência nunca estiveram tão próximas |
 | (Imagem: Anthropic) |
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A Anthropic, empresa criadora do chatbot Claude, montou discretamente um laboratório de biologia na região de São Francisco com a meta de usar a IA para encontrar tratamentos para doenças raras, que a empresa considera negligenciadas pela indústria farmacêutica. |
Trata-se de um “laboratório úmido” (wet lab), com experimentos físicos em células e proteínas, além das simulações computacionais (in silico). O modelo é híbrido: |
Uma parte dos ensaios ocorre nas próprias instalações; A outra parte fica com parceiros externos, como em outras biotecnológicas.
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O diferencial é a automação laboratorial: o Claude deve comandar unidades robóticas que executam experimentos com mínima intervenção humana. |
Pensando nisso… |
A empresa lançou o Model Hardware Standard, um padrão que permite à inteligência artificial operar equipamentos de laboratório. |
🩺 A supervisão humana é considerada essencial, e o trabalho se limita, por enquanto, à fase pré-clínica, anterior aos testes em humanos. |
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Segundo o Head of Life Sciences da Anthropic, a IA pode acelerar o desenvolvimento de terapias para condições consideradas intratáveis por medicamentos. |
Um exemplo são os anticorpos biespecíficos e triespecíficos, que são moléculas capazes de se ligar a dois ou três alvos ao mesmo tempo em uma proteína ou célula. |
Uma motivação inusitada |
Para o CEO Dario Amodei, a pauta é pessoal. O pai dele morreu de uma doença que ganhou cura poucos anos depois. |
E não é só isso. Nos últimos 2 anos, a empresa vem ampliando sua presença na área significativamente. Alguns destaques: |
Comprou a startup Coefficient Bio por cerca de US$ 400 milhões em ações; Levou o CEO da Novartis para o conselho da empresa; Já fornece ferramentas para farmacêuticas como Genentech, Bristol Myers Squibb e Novo Nordisk.
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As doenças-alvo e o estágio das pesquisas ainda não foram divulgados. Além disso, a empresa afirma que, por enquanto, não vai conduzir testes em humanos. |
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HEALTHCARE |
A residência ganhou uma possível injeção de R$ 800 milhões |
 | (Imagem: Agência Brasil EBC) |
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💰️ Reajuste à vista. O Ministério da Saúde anunciou que vai reservar mais de R$ 800 milhões no Orçamento de 2027 para reajustar bolsas de residentes em saúde. |
A medida faz parte de uma política para ampliar a formação de profissionais para o Sistema Único de Saúde (SUS). |
Contextualizando 🩺 A residência é uma etapa de formação prática e especializada, feita após a graduação. Na prática, o profissional aprende atendendo pacientes diretamente nos serviços de saúde, sob supervisão. Existem dois grandes formatos: a residência médica e a residência multiprofissional, voltada a enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas e outras profissões da saúde. A aposta é usar a formação como ferramenta para levar profissionais a regiões e especialidades com carência histórica. |
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Mas, embora o anúncio tenha sido visto como positivo, o percentual do reajuste ainda não foi divulgado. O ministro Alexandre Padilha já havia confirmado o aumento, mas sem definir valores ou prazos. |
Para se ter uma ideia, hoje, a bolsa de residência médica, por exemplo, é de R$ 4.106,09 — e não tem um reajuste desde 2022.
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No Senado, dois projetos de lei propõem elevar a bolsa para R$ 7.500 e R$ 8.105, com correção anual. |
Ainda assim, mesmo que aprovadas as medidas, vale lembrar que elas ainda dependeriam da aprovação do Orçamento de 2027 pelo Congresso. |
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BELIEVE IT OR NOT |
As canetas emagrecedoras entraram no radar da visão |
 | (Imagem: Miles Burke | Unsplash) |
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Mas, ao que parece, não foi no bom sentido. Isso porque a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está investigando 13 notificações de perda de visão em pacientes que usavam canetas emagrecedoras. |
Segundo o que foi relatado, os casos são de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (NAION), uma lesão rara que pode deixar sequelas permanentes. |
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Sobre a condição 👀 |
A NAION ocorre quando falta sangue no nervo óptico, que é o "cabo" que leva as imagens do olho até o cérebro. |
Sem oxigênio, parte das fibras nervosas morre, em um processo semelhante a um infarto, só que no olho. |
Na prática, o paciente percebe uma perda de visão súbita e sem dor, geralmente em um olho só e ao acordar. |
🩺 Hipertensão, diabetes e apneia do sono aumentam o risco, e o dano costuma ser permanente, sem tratamento eficaz até hoje. |
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O que já se sabe 🔍 |
Por enquanto, a Anvisa trata os casos como suspeitos. Segundo a agência, a presença do remédio e da doença na mesma notificação não comprova relação de causa. |
No entanto, o tema não é novo. Em 2025, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) classificou a NAION como efeito colateral muito raro da semaglutida. Ou seja, a condição pode afetar até 1 em cada 10 mil usuários. |
Riscos x benefícios. Na medicina, a decisão de usar um remédio parte da premissa de que os benefícios precisam superar os riscos. Para a maioria dos pacientes, o controle do diabetes e da obesidade ainda pesa mais que um efeito tão raro. |
Por esse motivo, quem usa esses medicamentos não deve interromper o tratamento por conta própria. |
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