BIG STORY |
O sarampo pode voltar a ser um problema global? |
 | (Imagem: Pinterest) |
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Pois é, infelizmente, o sarampo voltou. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que quase 11 milhões de pessoas vão contrair o vírus em 2026, com a maior parte dos casos na África e na Ásia. |
Os fatores variam de país para país, mas a causa de fundo é sempre a mesma: a queda nas taxas de vacinação. |
Em quem não está vacinado, a infecção pode evoluir para quadros de surdez, cegueira e até mesmo morte. |
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Antes de mais nada, uma dose de contexto 🦠 |
O sarampo é uma doença causada por um vírus de RNA do gênero Morbillivirus, transmitido pelo ar em aerossóis que ficam suspensos por até duas horas. |
Para a tristeza de todos, é uma das infecções mais contagiosas que existem: cada doente contamina, em média, de 12 a 18 pessoas suscetíveis. |
Após 10 a 14 dias de incubação, surgem febre alta, tosse, coriza e conjuntivite, seguidas de manchas brancas na boca e de uma erupção vermelha que desce do rosto para o corpo.
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O vírus ataca células de defesa e pode causar pneumonia, encefalite e "amnésia imunológica", apagando a memória contra outros germes. |
🩺 Outro fato ruim é que não há tratamento específico. No entanto, a proteção que vem da vacina tríplice viral, com duas doses, tem cerca de 97% de eficácia. |
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A vacina é aplicada aos 12 e aos 15 meses, mas adultos com esquema incompleto também podem atualizar a caderneta. Em áreas com circulação do vírus, bebês de 6 a 11 meses recebem a dose zero, sem substituir as doses de rotina. |
Voltando à situação mundial atual… 🌍 |
Epidemias têm avançado em países em conflito, como 🇸🇩 Sudão, 🇾🇪 Iêmen e 🇨🇩 República Democrática do Congo, mas também em países como os 🇺🇸 Estados Unidos — que têm, em 2026, o pior ano de casos de sarampo desde 1991. As 🌎 Américas, inclusive, perderam o status de região livre da doença. |
Para interromper a transmissão, é preciso que ao menos 95% da população tenha tomado as duas doses da vacina. |
No entanto, a cobertura global está em 84% na primeira dose e apenas 76% na segunda; No 🇧🇷 Brasil, a situação é um pouco melhor: 92,9% na primeira dose da tríplice viral, mas apenas 78,3% na segunda.
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RESEARCH |
Taxistas são imunes ao Alzheimer? |
 | (Imagem: Lexi Anderson | Unsplash) |
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Infelizmente, não. Mas segundo um estudo publicado no British Medical Journal — que analisou quase 9 milhões de certidões de óbito nos Estados Unidos — dentre 443 profissões comparadas, a menor proporção de mortes por Alzheimer foi averiguada em dois grupos: taxistas e motoristas de ambulância. |
O padrão, entretanto, não se repetiu em outras profissões detrás do volante. Entre motoristas de ônibus, a proporção foi de 3,11%; entre pilotos de avião, 4,57%. |
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O motivo? Eis a questão |
Depois do ajuste por idade, sexo, raça e escolaridade, cerca de 1 em cada 100 taxistas morreu da doença, contra 1 em cada 60 no total analisado. |
A hipótese testada era específica: profissões que exigem navegação em tempo real teriam menos mortes pela doença. Ônibus e avião seguem rotas predefinidas, o que não é o caso de táxis e ambulâncias. |
Segundo Vishal Patel, autor principal e médico do Brigham and Women's Hospital, a mesma região cerebral que monta os mapas espaciais é atingida pelo Alzheimer. |
Uma possível explicação vem do hipocampo, que é a área que arquiva memórias e organiza os mapas mentais que você usa para se localizar — além de ser também uma das primeiras regiões destruídas pela doença. |
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No entanto, vale ressaltar que o estudo foi transversal, ou seja, ele identificou uma associação forte e uma hipótese, mas não comprova causalidade. |
Tanto que uma das possibilidades levantadas foi a seguinte: quem começa a apresentar sintomas cognitivos provavelmente deixa a direção antes, o que poderia distorcer o resultado. |
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Por fim, se há mesmo uma relação de causa, ainda não é possível dizer. Fato é que exercitar o cérebro com atividades cognitivamente demandantes nunca será uma má ideia. |
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WORLD HEALTH |
Uma comissária, 12.600 horas de voo e uma decisão inédita |
 | (Imagem: Jacky Watt | Unsplash) |
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Um tribunal francês reconheceu o câncer de mama de uma ex-comissária da Air France como uma "doença ocupacional". |
Sophie Lainault, de 59 anos, trabalhou na companhia entre 1989 e 2019. Foram mais de 12.600 horas de voo no total. Dessas horas, 6.500 foram noturnas. O tribunal considerou que: |
O trabalho à noite desregula o ciclo circadiano e suprime a melatonina, hormônio ligado ao controle do crescimento celular; Soma-se a isso a radiação ionizante de origem cósmica, que aumenta com a altitude e é capaz de quebrar o DNA das células; E o terceiro fator é o fumo passivo, uma vez que fumar a bordo era permitido até 2000.
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Os juízes registraram ainda que nenhum fator genético ou de estilo de vida explicaria a doença. |
O argumento contrário |
A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, ligada à OMS, classifica o trabalho noturno como provavelmente cancerígeno. É uma categoria que indica evidência limitada em humanos. |
As doses de radiação recebidas por tripulantes também costumam ficar dentro dos limites legais. |
Além disso, o câncer de mama não consta na lista oficial de doenças ocupacionais na França. Diante desses fatos, gostaríamos de saber: |
Você concorda com a decisão do tribunal? |
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