e anvisa restringe uso de polilaminina após 9 mortes
e anvisa restringe uso de polilaminina após 9 mortes
Por the news health · 26 de outubro de 2026
quando ninguém está vendo
bom dia. ser uma pessoa altruísta e equilibrada na frente dos outros é algo que a maioria tenta ser. mas quem é você quando ninguém está vendo? isso diz mais sobre você do que qualquer opinião de terceiros.
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Segunda-feira, 26/10/2026
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BIG STORY
França confirma primeiro caso humano do vírus Shamonda
O paciente, um homem na faixa dos 60 anos, estava gravemente imunossuprimido e morreu no início de outubro, em Lyon. Antes disso, apresentou sintomas neurológicos que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera associados à infecção.
Sobre o vírus 🧬
O Shamonda é um Orthobunyavirus, gênero de vírus de RNA transmitidos por insetos, da mesma “família” do Oropouche.
Seu material genético é dividido em três segmentos, que podem ser trocados entre vírus parecidos, num processo chamado rearranjo.
A transmissão ocorre pela picada de maruins (Culicoides), mosquitinhos minúsculos que se infectam ao sugar o sangue de animais doentes.
🩺 Isolado na Nigéria em 1965, o vírus circulava apenas na África e no Japão, até chegar à Europa em junho de 2026.
Desde então, o Shamonda já foi encontrado em rebanhos de 12 países europeus, incluindo França, Itália, Espanha e Portugal. Nos animais, a infecção pode causar:
Febre, diarreia e queda na produção de leite por até três semanas;
Abortos e malformações fetais, quando ocorre durante a gestação;
Em cavalos, o vírus foi achado no tecido cerebral de animais com doença neurológica;
A hipótese mais aceita é que o paciente foi picado por um maruim infectado no leste da França, onde o vírus circulava entre os rebanhos.
Com a imunidade comprometida, seu organismo provavelmente não conseguiu conter a infecção, permitindo um raro transbordamento zoonótico: o salto de um vírus animal para humanos.
E agora?
Segundo a OMS, trata-se de um caso isolado, com baixa chance de disseminação na população geral. Ainda assim, não há tratamento nem vacina, e o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) segue monitorando o caso.
Para especialistas, o grande sinal de alerta seria um segundo caso humano sem contato com animais ou insetos, indicando transmissão entre pessoas.
Esses são os “temperos” que deixam a sua conta de luz mais salgada
Depois que é gerada, a energia percorre grandes distâncias pelas linhas de transmissão e, por fim, chega à sua casa pelas redes de distribuição (postes, fios e transformadores). Mas não são só esses serviços que estão na sua conta. Encargos e tributos representam mais de 30% do valor pago.
E aqui vai um dado importante: se você paga R$ 100 na conta de luz, cerca de R$ 26 ficam com a distribuidora que leva a energia até a sua casa.
Dia quente, céu fechando, primeiras gotas no chão e, de repente, aquele cheiro de terra molhada toma conta da rua. De onde vem o famoso "cheiro de chuva"?
Dos mesmos criadores de “Doutor, eu vi no Google”… agora em cartaz:
Esta foi a mensagem da tia Maria depois de ver um vídeo de médico manipulado por IA divulgando um remédio para vender uma oferta enganosa.
Esse é só um exemplo de como a desinformação em saúde se manifesta. Para dimensionar o problema, o Observatório Lupa, com apoio da Afya, analisou os conteúdos publicados entre 2017 e junho de 2026: das 764 alegações sobre saúde, 667 (87,3%) eram falsas.
E tem mais: o WhatsApp esteve presente em 70,5% das 498 checagens que compõem a base da pesquisa.
Acertaram 36% quando tiveram acesso a livros e internet;
Acertaram 22% quando não consultaram nenhum material. Ou seja, a IA foi quase 4 vezes mais precisa.
Como funciona o sistema? Batizado de MAI-DxO, ele age como um painel de médicos virtuais. São vários agentes de inteligência artificial, cada um com uma função, que debatem entre si até chegar a um diagnóstico.
Diferentemente das provas de múltipla escolha, ele recebe apenas a queixa principal do paciente. A partir daí, decide quais perguntas fazer e quais exames pedir, como num consultório real. Além disso, o sistema foi programado para considerar o custo de cada exame, evitando pedidos desnecessários.
O estudo 📑
A pesquisa usou 304 casos publicados no New England Journal of Medicine, famosos pela complexidade. Também foram analisados 325 atendimentos reais de emergência, retirados de um banco de dados americano.
Na emergência, a diferença foi menor: 80% contra 47%. Outro ponto importante é que o sistema chegou ao diagnóstico gastando 3 vezes menos em exames.
E há uma novidade. A Microsoft vai testar o sistema no Beth Israel Deaconess Medical Center, em Boston, com pacientes de emergência que aceitarem participar.
Eles receberão o atendimento normal, e as recomendações da IA serão comparadas às dos médicos. Após o teste, a empresa espera reunir evidências suficientes para levar a ferramenta a mais hospitais.
Os óbitos ocorreram entre 119 aplicações feitas em uso compassivo, modalidade que libera tratamentos experimentais para pacientes graves e sem alternativas.
Sobre a substância
A polilaminina é uma versão modificada da laminina, proteína que funciona como um “andaime” para as células do corpo. Extraída da placenta humana, ela foi descoberta pela bióloga Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
🩺 Numa lesão medular, os axônios, prolongamentos dos neurônios que levam os sinais do cérebro ao corpo, são rompidos. A ideia é que a polilaminina, injetada diretamente na medula, estimule esses axônios a se regenerarem.
Por esse motivo, a substância virou símbolo de esperança para pessoas com paraplegia ou tetraplegia. No entanto, ela ainda não tem eficácia comprovada em estudos clínicos.
O que muda com o endurecimento das regras?
Agora, o uso compassivo só será liberado para pacientes que se encaixem nos mesmos critérios do estudo clínico:
Lesões ocorridas há, no máximo, 72 horas. Antes disso, a Anvisa autorizava casos com lesões de até três meses;
Lesões localizadas entre as vértebras T2 e T10, na região torácica da coluna.
Tatiana Sampaio classificou as novas regras como ilegais e cruéis. Já a instituição afirma que a restrição seguirá até que o estudo clínico traga evidências de segurança.