BIG STORY |
A calvície é a “bola da vez” na indústria farmacêutica |
 | Mike Doustdar, CEO da Novo (Imagem: Novo Nordisk) |
|
Após um imenso sucesso das canetas emagrecedoras, a gigante farmacêutica Novo Nordisk, que é a maior empresa do mundo do setor, tem na calvície a sua nova aposta — e o estagiário que vos escreve, que está ficando calvo aos 21, agradece, risos. |
E, antes de mais nada, é bom explicar como surge a calvície. |
Tudo começa com a di-hidrotestosterona (DHT) |
Ela é um hormônio produzido a partir da testosterona por uma enzima chamada 5-alfa-redutase. Em quem tem predisposição genética, os folículos capilares, estruturas que produzem os fios, são muito mais sensíveis a esse hormônio. |
Com o tempo, a DHT provoca a miniaturização desses folículos: eles encolhem e produzem fios mais finos, até pararem de crescer. |
🩺 Ou seja, a calvície precoce depende menos da quantidade de testosterona e mais dessa herança genética, que varia de pessoa para pessoa. |
|
|
Segundo a Academia Americana de Dermatologia, a calvície hereditária afeta cerca de 80 milhões de pessoas só nos Estados Unidos, com 50 milhões sendo homens e 30 milhões, mulheres. |
Hoje, o tratamento mais comum combina o minoxidil, uma loção que estimula o crescimento dos fios, com a finasterida. |
Tomada em comprimido, a finasterida bloqueia a 5-alfa-redutase e, assim, reduz a produção de DHT. No entanto, ela só é aprovada para homens. |
🩺 Por esse motivo, as mulheres ficam restritas ao minoxidil tópico e a remédios usados off-label, ou seja, fora da indicação oficial da bula. |
|
|
E agora? |
Parte das pesquisas atuais sobre tratamentos para queda de cabelo tem origem na endocrinologia, área da medicina focada em hormônios na qual a Novo Nordisk possui ampla experiência. |
Mas também há outro motivo por trás dessa investida. A empresa perdeu a liderança no segmento de medicamentos para obesidade para a Eli Lilly, dona do Mounjaro. |
Agora, busca tanto novas indicações para seus fármacos à base de GLP-1 quanto caminhos de crescimento totalmente novos, antes que as patentes do Ozempic e do Wegovy expirem nos EUA e na Europa, no início da próxima década.
|
Não é à toa que, além da calvície, as “apostas” da empresa para a próxima década também incluem temas como dependência química e menopausa. |
🔮 Looking forward. Na prática, ainda não existe nenhum remédio da companhia contra a calvície em teste. Mesmo assim, projetos voltados ao consumidor costumam ter desenvolvimento mais curto, e a Novo também não descarta comprar compostos de outras farmacêuticas que já estejam em fase mais avançada. |
|
|
APRESENTADO POR AFYA |
Qual das duas janelas é a sua vida depois de formado? |
|
A faculdade te prepara para a prática médica, mas não para lidar com gestão, contabilidade, marketing e processos administrativos. |
Por isso, mais de 37 mil médicos indicam o Afya iClinic: um software de gestão simples e completo para clínicas e consultórios. |
Para quem está começando a atuar na medicina, o programa Acelera Novos Negócios oferece o apoio necessário para colocar o consultório de pé: são 12 meses de iClinic gratuito para não te onerar nessa fase, além de descontos e benefícios com parceiros que você vai precisar: assessorias jurídica e contábil, marketing, equipamentos e mobiliário. |
|
|
👉️ Conheça o Acelera Novos Negócios e veja como o Afya iClinic pode te ajudar. |
|
TRENDING TOPICS |
O que você deveria ficar por dentro… |
🇧🇷 Está dando o que falar. Lula diz que vai acabar com as bets devido ao vício de milhões de brasileiros |
🧠 Traumatismo por “contragolpe”: Entenda a lesão cerebral sofrida por jovem após andar em montanha-russa |
👀 Vai pegar motorista que toma remédio? Como funciona o novo aparelho que será usado nas blitzes da Lei Seca? |
💛 Setembro Amarelo. Buscas online sobre saúde mental sobem mais de 31.000% nos últimos 45 dias |
🍟 Adaptação ao novo mercado. McDonald's está criando estratégias para atrair usuários de canetas emagrecedoras |
😞 Conduta deplorável. Médico expõe prontuário e ironiza peso de paciente no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo |
|
GAME DO ESTAGIÁRIO |
Você passou meia hora sentado de perna cruzada. Levanta, e o pé simplesmente não está ali. Aí vem o formigamento, como se mil agulhinhas estivessem espetando por dentro. O que faz o pé "dormir"? |
|
|
HEALTHCARE |
O sangue deixou de ser uma questão de uma só resposta |
 | (Imagem: Nguyễn Hiệp | Unsplash) |
|
Mudança histórica. O Corpo Governante das Testemunhas de Jeová anunciou que os fiéis poderão decidir individualmente sobre receber ou doar componentes do sangue. |
Agora, aceitar glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plasma ou plaquetas passa a ser uma "questão de consciência pessoal". Por outro lado, a transfusão de sangue total continua proibida. Segundo a organização, essa é uma questão religiosa, e não médica.
|
Sobre a transfusão 🩸 |
O sangue total é o sangue exatamente como sai da veia do doador, com todos os seus elementos misturados. |
Nos bancos de sangue, porém, ele costuma ser separado em hemocomponentes, ou seja, as partes que o formam: |
Hemácias (glóbulos vermelhos), que transportam oxigênio; Plaquetas, que ajudam na coagulação; Plasma, a parte líquida, rica em proteínas que controlam sangramentos; Leucócitos (glóbulos brancos), as células de defesa.
|
Isso permite que cada paciente receba apenas o que precisa. Hemácias em uma anemia grave, plaquetas durante uma quimioterapia, por exemplo. |
Na prática… 🩺 |
A grande maioria das transfusões nos hospitais é feita com hemocomponentes, e não com sangue total. Ou seja, a nova regra pode alcançar boa parte dos tratamentos que antes eram recusados pelos fiéis. |
Ainda assim, vale lembrar que a nova orientação apenas amplia o leque de escolhas. No fim do dia, ainda é essencial estabelecer uma boa comunicação com o paciente antes de cirurgias com risco de sangramento e entender suas escolhas. |
|
|
MEDBIZNESS |
Planos de saúde passam a cobrir DIU hormonal para endometriose |
 | (Imagem: Reproductive Health Supplies Coalition | Unsplash) |
|
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) tornou obrigatória a cobertura do DIU hormonal para pacientes com endometriose. |
A cobertura vale para casos em que há contraindicação ou não adesão aos anticoncepcionais orais combinados, a pílula que une estrogênio e um derivado da progesterona. |
Sobre a condição 🩺 |
Todo mês, o endométrio — camada que reveste o útero por dentro — engrossa para receber uma possível gravidez. Quando ela não acontece, esse tecido descama e é eliminado na menstruação. |
Na endometriose, um tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, em órgãos como ovários, trompas, bexiga e intestino. Ele continua respondendo aos hormônios do ciclo e também sangra, mas esse sangue não tem por onde sair. |
O resultado é uma inflamação crônica, que causa dor e pode formar aderências, cicatrizes que "colam" os órgãos entre si. Por esse motivo, a doença está associada a cólicas intensas e, em alguns casos, à infertilidade. |
|
|
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ela atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, ou 190 milhões no mundo. |
|
A regra entra em vigor em 1º de outubro. O maior obstáculo, porém, ainda vem antes do tratamento: o diagnóstico. Segundo o Ministério da Saúde, ele leva em média sete anos, e muitas cólicas incapacitantes ainda são vistas como normais. |
|