BIG STORY |
ISTs batem recorde histórico na Europa |
 | (Imagem: The New York TImes) |
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Dados divulgados pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) apontam um aumento preocupante nas infecções sexualmente transmissíveis de origem bacteriana na Europa. |
Segundo o órgão, essas infecções atingiram os níveis mais altos registrados em mais de uma década no continente. |
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Por que isso está acontecendo? Os especialistas apontam três fatores principais, com o primeiro — e o mais importante — sendo a redução no uso de preservativos. Também se destacam: |
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Além disso, muitos casos passam despercebidos porque as infecções frequentemente não causam sintomas visíveis, o que favorece a transmissão sem que a pessoa saiba que está infectada. |
🩺 Isso cria um ciclo difícil de interromper sem testagem regular e educação sexual eficaz. |
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Por dentro dos números 📊 |
Os casos de gonorreia chegaram a 106.331, o que representa um aumento de 303% desde 2015. |
Já a sífilis mais do que dobrou no mesmo período, somando 45.577 notificações; Além disso, a clamídia segue sendo a IST mais comum, com 213.443 casos registrados no período.
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Mas há uma preocupação específica. O ECDC destacou um aumento alarmante nos casos de sífilis congênita — aquela transmitida da mãe ao bebê durante a gestação. |
A condição ocorre quando a bactéria Treponema pallidum atravessa a placenta e infecta o feto ainda no útero. |
🩺 Sem tratamento, pode causar aborto espontâneo, morte fetal ou sequelas graves no recém-nascido, como surdez, cegueira e malformações ósseas. |
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O dado mais impactante é que a doença é completamente evitável. Basta diagnosticar e tratar a mãe durante o pré-natal. |
O que vem pela frente? |
A OMS fixou como meta a eliminação da sífilis congênita até 2030, mas, pelo ritmo atual, o caminho ainda é longo. |
Dez anos consecutivos de crescimento nas ISTs não são coincidência, mas reflexo de falhas acumuladas em prevenção, educação sexual e acesso à testagem. |
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GAME DO ESTAGIÁRIO |
Qual dessas afirmações é verdadeira? |
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HEALTHTECH |
Pintinhos nascem de ovo artificial e podem ressuscitar espécie extinta |
 | (Imagem: Colossal Biosciences) |
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🦕 Estamos mais próximos de um Jurassic Park da vida real? Brincadeiras à parte, a empresa de biotecnologia Colossal Biosciences anunciou o nascimento dos primeiros pintinhos gerados em um ovo artificial. |
Na prática, isso abre espaço para algo que, até pouco tempo atrás, pareceria ficção científica: trazer de volta à vida espécies extintas. |
Como funciona o ovo artificial? 🥚 |
O sistema desenvolvido pela Colossal Biosciences substitui a casca natural do ovo por uma membrana de silicone bioengenheirada, capaz de manter todas as condições necessárias para que o embrião se desenvolva até o nascimento. |
Pesquisadores tentavam criar algo parecido desde os anos 1980, mas sempre esbarravam no mesmo problema: os embriões precisavam de oxigênio puro em excesso, o que acabava causando danos ao DNA. |
🩺 A solução veio com uma estrutura que permite a entrada de oxigênio de forma semelhante à casca natural, usando apenas o ar do ambiente, sem necessidade de suplementação com oxigênio puro. |
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Os objetivos da tecnologia |
O principal alvo da Colossal é a moa gigante, ave da Nova Zelândia extinta há quase 600 anos, pouco depois da chegada dos primeiros humanos à região. |
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Na visão dos pesquisadores, o ovo artificial representa uma nova forma de reescrever o destino de espécies que a humanidade ajudou a apagar. |
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RESEARCH |
Neutrófilos podem ter uma relação inesperada com a esquizofrenia |
 | (Imagem: Salud Savia) |
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Pesquisadores da Universidade de Stanford identificaram que os neutrófilos — células de defesa do sangue — produzem uma proteína que ninguém sabia que fabricavam, o que pode mudar profundamente a forma como entendemos a esquizofrenia. |
Sobre a condição 🩺 A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico crônico causado por desequilíbrios em neurotransmissores como dopamina e glutamato, que afetam a comunicação entre neurônios em regiões-chave do cérebro. Na prática, isso se traduz em alucinações, delírios e deterioração progressiva das funções cognitivas — como memória, raciocínio e tomada de decisão. Sua hereditariedade é de aproximadamente 80%, o que coloca a genética no centro da equação. |
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No centro do mistério… |
Uma proteína chamada C4A, produzida principalmente no fígado e já conhecida por integrar o sistema imunológico, responsável por combater infecções. |
O que os pesquisadores descobriram é que os neutrófilos também a fabricam, e em quantidades muito maiores em pacientes esquizofrênicos do que em pessoas saudáveis. |
🩺 No cérebro, a C4A está ligada à eliminação excessiva de sinapses, que são as conexões entre neurônios que sustentam o pensamento e a memória. |
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O que isso muda? Como os neutrófilos circulam no sangue e não no cérebro, novos medicamentos que bloqueiem sua ativação não precisariam atravessar a barreira hematoencefálica. |
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Alterações nessas células também poderiam funcionar como marcadores diagnósticos precoces, identificando precocemente o risco da doença. |
Trata-se do primeiro elo concreto entre o sistema imunológico periférico e a esquizofrenia — e pode ser o começo de uma nova era no tratamento da doença. |
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