BIG STORY |
90% dos adultos apresentam risco elevado de desenvolver síndrome cardiovascular-renal-metabólica |
 | (Imagem: Mississipi Anestesia Professionals) |
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Imagine uma síndrome que une coração, rins e metabolismo ameaça quase toda a população adulta dos Estados Unidos — e, mesmo assim, quase ninguém ouviu falar dela. |
É o caso da CKM, a sigla para a recém-definida “síndrome cardiovascular-renal-metabólica”. |
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O alerta foi feito pela American Heart Association — com base em uma pesquisa divulgada em agosto de 2025 —, que constatou que 9 em cada 10 adultos têm pelo menos um fator de risco para desenvolver CKM, mas desconhecem a condição. |
Afinal, o que é a CKM? |
Trata-se de um conceito novo que conecta doenças que costumavam ser tratadas de forma isolada: diabetes tipo 2, hipertensão, obesidade, disfunções renais e doenças cardiovasculares. |
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O objetivo dessa nova nomenclatura é reforçar que essas doenças têm raízes comuns e impactos combinados. Ou seja, tratá-las de forma separada pode ser um erro estratégico. |
De modo geral, quando uma pessoa é diagnosticada com a condição, geralmente ela é classificada em um dos 4 estágios a seguir: |
 | (Imagem: American Heart Association) |
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No estágio 4, a combinação desses elementos aumenta consideravelmente a chance de infarto, AVC e insuficiência cardíaca. Ao todo, considera-se que os principais fatores de risco sejam: |
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Quando esses fatores agem em conjunto, os danos são potencializados — especialmente para órgãos essenciais como o coração e o cérebro. |
Como prevenir? |
Tudo começa com mudanças consistentes no estilo de vida que reduzem o impacto dos fatores de risco. |
Controlar o peso corporal, por meio de uma alimentação equilibrada e atividade física regular, melhora a sensibilidade à insulina e reduz a inflamação crônica. Manter a pressão arterial abaixo de 120/80 mmHg e o colesterol em níveis saudáveis protege os vasos sanguíneos e rins de sofrerem eventuais danos. Monitorar periodicamente a função renal e os níveis de glicose permite detectar alterações precoces, quando ainda são reversíveis.
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Por fim, gostaríamos que cada um que está lendo esse texto se perguntasse: eu já medi algum desses fatores de risco? |
Caso a resposta seja negativa, talvez seja hora de avaliá-los com um médico. Estas são informações básicas que todos deveriam saber a partir de certa idade. |
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RESEARCH |
Vacina para a Covid-19 aumenta sobrevida de pacientes com câncer |
 | (Imagem: Ephraim Mc Dowell Health) |
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“Pacientes com câncer avançado que receberam uma vacina contra a COVID-19 próximos ao início da imunoterapia viveram significativamente mais.” |
Pelo menos essa é a tese de um novo estudo conduzido por cientistas da Universidade da Flórida, apresentado no Congresso Europeu de Oncologia Médica, em Berlim. |
O que está por trás disso? |
Segundo os pesquisadores, o imunizante pode ter funcionado como uma espécie de “faísca inespecífica”, reativando o sistema imunológico e potencializando sua resposta contra o câncer. |
🩺 Em vez de mirar um alvo tumoral específico, a vacina teria despertado uma reação ampla, semelhante à que ocorre diante de infecções virais. |
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Nos pacientes que receberam a vacina, a mediana de sobrevida aumentou de 20,6 para 37,3 meses — um salto significativo. |
Esse benefício foi ainda mais evidente em indivíduos que, segundo a biologia tumoral, tinham baixa probabilidade de responder bem à imunoterapia. |
E agora? |
A equipe acredita que o próximo passo é desenvolver uma vacina “universal” com esse mesmo potencial imunológico, mas sem depender do coronavírus. |
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Ainda assim, vale reforçar: as conclusões vêm de um estudo observacional. Ou seja, não é possível afirmar com 100% de certeza que existiu uma relação causal entre a vacina e o efeito observado. Para comprovar isso, mais pesquisas serão necessárias. |
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GAME DO ESTAGIÁRIO |
Em média, qual é a soma do comprimento de todos os vasos sanguíneos de um ser humano? |
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APRESENTADO POR VOA |
Qual é a IA que mais de 60 mil médicos estão usando? |
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HEALTHTECH |
Implante de retina permite que pessoas cegas voltem a ler |
 | (Imagem: Dra Geraldine) |
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Uma promessa que parecia distante agora começa a ganhar forma em centros de pesquisa médica na Europa. |
Um implante eletrônico foi capaz de restaurar parcialmente a visão em pacientes com cegueira causada pela Degeneração Macular relacionada à Idade (DMRI). |
Sobre a condição 🩺 A DMRI é uma doença que danifica a mácula — parte central da retina responsável pela visão detalhada — que surge principalmente em idosos e é causada por envelhecimento celular, inflamação e acúmulo de depósitos chamados drusas. Com o tempo, leva à perda da visão central, dificultando tarefas como ler, dirigir, reconhecer rostos — e é uma das principais causas de perda visual no mundo. |
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Como funciona |
O implante, batizado de PRIMA, mede apenas 2 milímetros e tem a espessura de um fio de cabelo. Ele é inserido sob a retina, substituindo as células fotossensíveis perdidas pela doença, mas aproveitando as conexões neurais ainda ativas no olho. |
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Na prática, ele funciona em conjunto com óculos especiais que capturam imagens e as projetam como luz infravermelha sobre o implante, estimulando artificialmente os neurônios da retina. |
Quanto aos resultados, o estudo, publicado no New England Journal of Medicine, acompanhou um total de 38 pacientes. |
Um ano após o implante, 80% deles apresentaram melhora clinicamente significativa — ou seja, voltaram a enxergar letras e palavras. |
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