BIG STORY |
Mais testosterona, melhor desempenho? |
 | (Imagem: Today Show | CBS) |
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O secretário de Defesa dos Estados Unidos anunciou que militares americanos passarão por exames anuais de testosterona a partir dos 30 anos. |
Quem for diagnosticado com níveis baixos poderá receber a oferta de terapia de reposição hormonal. A adesão será voluntária, e militares com menos de 30 anos também podem pedir para realizar o exame.
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Por que isso importa? A testosterona é o principal hormônio sexual masculino, produzida predominantemente nos testículos. Ela regula massa muscular, densidade óssea, produção de esperma, libido e até humor e disposição. |
Os níveis caem naturalmente com a idade, em geral, a partir dos 30 anos. Esse declínio gradual é fisiológico e, na maioria dos homens, não causa sintoma nenhum. |
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E é aí que começa a polêmica… |
As principais sociedades internacionais de endocrinologia recomendam reposição apenas para o hipogonadismo sintomático e confirmado. |
Ou seja, quando o homem tem sintomas claros — queda de libido, fadiga, perda de massa muscular, disfunção erétil — e dosagens baixas comprovadas em pelo menos duas manhãs diferentes. |
Não basta um número baixo no exame, e as mesmas diretrizes recomendam, explicitamente, não rastrear testosterona em quem não tem sintomas. |
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Em quem tem hipogonadismo confirmado, a reposição melhora libido, disposição e massa muscular. |
Já em homens sem indicação, o hormônio externo desliga a produção natural dos testículos, reduzindo o tamanho testicular e a contagem de espermatozoides, às vezes de forma permanente. |
Somam-se ainda o aumento da viscosidade do sangue, acne, apneia do sono e maior risco cardiovascular em quem já é predisposto. |
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Resumindo… |
Trata-se de um dilema dos grandes. Por um lado, o argumento é de desempenho e saúde. Rastrear um déficit hormonal real pode, sim, beneficiar quem tem sintomas. |
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Na prática, o desfecho vai depender de quem interpreta o resultado. Testosterona é tratamento sério, não suplemento de performance. |
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APRESENTADO POR MSD |
A sociedade civil pode opinar e ajudar a decidir os caminhos da saúde |
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Quando pensamos em inovação médica, imaginamos laboratórios e cientistas. Mas já parou pra pensar como um tratamento chega, de fato, a quem precisa? |
No Brasil, essa ponte é a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC).¹ A comissão avalia a eficácia, segurança e viabilidade de novas tecnologias em saúde com base em evidências científicas e nas contribuições da sociedade, via consultas públicas.¹˒² |
Nesse momento, médicos, profissionais da saúde, pacientes e sociedade civil podem compartilhar opiniões, experiências e informações técnico-científicas sobre os temas avaliados, ajudando a CONITEC a decidir.² |
👉 Saiba mais sobre as consultas públicas da CONITEC e a incorporação de tecnologias no SUS. |
*Consulte as referências aqui |
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GAME DO ESTAGIÁRIO |
Todo mundo aprende na escola que o corpo humano adulto tem 206 ossos. Mas um recém-nascido tem um número bem diferente. Com aproximadamente quantos ossos um bebê vem ao mundo? |
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HEALTHCARE |
Surto de Ebola acelera na África |
 | (Imagem: Financial Times | Getty Images) |
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“Ritmo recorde”. Essas foram as palavras usadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para descrever a evolução da atual epidemia de Ebola no continente africano. |
Embora não seja o maior surto já registrado em número de mortes, epidemiologistas destacam que é o de disseminação mais rápida da história. |
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Sobre a doença 🦠 |
O Ebola é uma febre hemorrágica viral grave, transmitida pelo contato com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados. |
Os sintomas evoluem de sinais parecidos com os de uma gripe forte para sangramentos e falência de órgãos. |
O principal problema desta vez tem nome: a variante Bundibugyo. Diferente da variante Zaire, ela ainda não tem vacina nem tratamento aprovados. |
🩺 Por isso, o cuidado depende de suporte precoce, como hidratação intensiva e controle dos sintomas. Ainda assim, a doença mata cerca de 4 em cada 10 casos confirmados. |
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O surto atual está concentrado na província de Ituri, uma região rica em minerais e marcada por conflitos armados, o que dificulta o trabalho das equipes de saúde. |
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Agora, a OMS afirma que testes de campo com dois medicamentos experimentais, uma vacina e uma estratégia de profilaxia, vêm mostrando resultados promissores. |
Ainda assim, a Cruz Vermelha alerta que o surto pode não ter atingido o pico e se estender por até um ano. |
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APRESENTADO POR ENSINO EINSTEIN |
Em 72h, você pode estar ao lado desses líderes |
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Em três dias, centenas das maiores lideranças da saúde latino-americana vão se reunir para discutir o olhar para o paciente e as conexões que transformam o cuidado. |
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De 28 a 30 de julho, troque experiências, crie pontes e volte com repertório que não se encontra em artigo nenhum. 👉 Garanta a sua vaga aqui. |
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BELIEVE IT OR NOT |
O laboratório criou uma nova versão humana? |
 | (Imagem: Amazon) |
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Calma, não é um remake da famosa novela brasileira O Clone, de 2001. risos. Estamos falando do empresário americano Bryan Johnson, de 48 anos, que anunciou nas redes sociais que criou um "clone" de si mesmo em laboratório. |
E as aspas na palavra “clone” não são por acaso. Isso porque o apelidado "Baby Bryan" não é um bebê nem um embrião. É um conjunto de células do próprio sangue, reprogramadas e mantidas em uma placa de Petri. |
Sobre a técnica 🧬 |
O processo usa os chamados fatores de Yamanaka, um grupo de proteínas capaz de "reiniciar" células adultas do corpo. |
Na prática, essas células voltam a um estágio parecido com o das células-tronco embrionárias. Ou seja, ganham de novo a capacidade de virar vários tipos de tecido. |
🩺 Inclusive, a técnica rendeu ao pesquisador japonês Shinya Yamanaka o Prêmio Nobel de Medicina de 2012, dividido com o britânico John Gurdon. |
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Então, se não é um clone, para que serve? |
Segundo Johnson, o material poderia servir de base para uma série de objetivos: |
Desacelerar o envelhecimento; Testar terapias personalizadas; Cultivar órgãos para transplante; Torná-lo doador do próprio sangue.
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No entanto, só os dois últimos itens têm pesquisa consolidada por trás. Reverter o envelhecimento com células reprogramadas segue sem evidência científica em humanos. |
Em resumo, reprogramar células é uma aposta real e promissora da medicina regenerativa, com ensaios clínicos já em andamento para Parkinson e doenças da visão. |
No entanto, o que Johnson anunciou não saiu de um artigo científico sério, mas de um post nas redes sociais — e essa diferença muda tudo. |
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