BIG STORY |
Você nunca mais vai olhar para a Mona Lisa da mesma maneira |
 | (Imagem: Wikipedia) |
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Reza a lenda que, se você vai a Paris e não vai ao Museu do Louvre para enfrentar uma fila quilométrica e ter a chance de ficar cara a cara com a Mona Lisa, você realmente não foi a Paris. risos. |
Brincadeiras à parte, dentre as milhões de pessoas que já presenciaram o quadro ao vivo e a cores, 99,9% nunca percebeu um detalhe sutil, mas que traduz boa parte da genialidade de Leonardo da Vinci: ele não estava apenas pintando. |
Enquanto todos debatiam sobre o sorriso, Da Vinci deixou ali o registro clínico de uma condição que nunca havia sido estudada. |
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Se ampliarmos a imagem nos olhos da Mona Lisa, podemos observar uma pequena mancha amarelada no canto interno da pálpebra esquerda. |
Para a maioria, esse é um detalhe irrelevante; Para profissionais da saúde, é um sinal clínico imediato: xantelasma.
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 | (Imagem: oculum pro oculo) |
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O que é o xantelasma? 🩺 |
O nome vem do grego: xanthos, que significa “amarelo”, e elasma, relacionado a “placa”. O xantelasma é caracterizado por placas macias e amareladas nas pálpebras. |
As lesões se formam a partir do depósito de gordura e colesterol abaixo da superfície da pele, devido a uma deficiência na oxidação lipídica que desencadeia um processo inflamatório local. |
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Estudos mostram que o colesterol alto está presente em cerca de metade dos pacientes com xantelasma. |
A condição pode estar associada à hipercolesterolemia familiar, doença hereditária caracterizada por níveis elevados de colesterol desde o nascimento, o que favorece o acúmulo de gordura nas artérias. |
🩺 Com o tempo, esse processo pode evoluir para aterosclerose precoce, aumentando significativamente o risco de infarto e AVC. |
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Em outras palavras, é possível que Lisa Gherardini — amplamente aceita pelos historiadores como a mulher retratada na Mona Lisa — convivesse com uma doença cardiovascular silenciosa. |
“Tá, mas o que isso muda na minha vida?” |
Muito além de ser um dado curioso sobre uma das pinturas mais emblemáticas da história, agora você sabe que, caso note uma pequena placa amarelada na pálpebra, é importante procurar um médico. É possível que algo mais esteja ocorrendo no seu organismo. |
Da Vinci, genial como sempre, percebeu esse sinal séculos antes de qualquer especialista. |
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GAME DO ESTAGIÁRIO |
Existe um caso documentado de uma pessoa com dois conjuntos de DNA — com células geneticamente distintas no mesmo corpo. Como se chama esse fenômeno? |
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RESEARCH |
Cientistas restauram memória em camundongos com spray nasal |
 | (Imagem: PBS) |
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Pesquisadores da Texas A&M University, nos Estados Unidos, desenvolveram um spray nasal capaz de reduzir a inflamação cerebral e restaurar funções de memória perdidas com o envelhecimento. |
Os testes foram feitos em camundongos, e os resultados animaram a comunidade científica. Mas antes de falarmos sobre eles, é importante primeiro contextualizar o que causa o declínio cognitivo com a idade.
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Com o passar dos anos, pequenas regiões do cérebro entram em estado de estresse crônico e inflamação persistente: um fenômeno chamado neuroinflamaging. |
As células imunológicas do cérebro — chamadas de micróglia — deixam de funcionar normalmente e passam a liberar substâncias inflamatórias de forma contínua, acumulando dano com o tempo. |
Esse ambiente hostil prejudica neurônios e conexões cerebrais e está diretamente associado ao surgimento de doenças neurodegenerativas como o Alzheimer. |
Como o spray funciona? 🩺 |
Ele entrega ao cérebro milhões de bolhas microscópicas, chamadas de vesículas extracelulares, produzidas a partir de células-tronco e carregadas com proteínas e instruções genéticas. |
Dentro dessas bolhas estão os microRNAs, fragmentos de código genético que reprogramam as células cerebrais, desligando os sinais que alimentam a inflamação. |
🩺 Com isso, as células imunológicas do cérebro voltam ao seu estado normal e as mitocôndrias, responsáveis por gerar energia celular, recuperam sua função. |
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De volta ao experimento… Os camundongos testados tinham 18 meses de idade — o equivalente a humanos entre o fim dos 50 e o fim dos 60 anos. |
Após o tratamento, os animais se saíram melhor do que o grupo de controle em testes de reconhecimento de objetos e memória espacial. Além disso, as análises do hipocampo, região cerebral essencial para a memória, confirmaram a redução da inflamação.
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Agora, os pesquisadores estão otimistas quanto à extrapolação para humanos. Ainda assim, serão necessários testes clínicos para confirmar a eficácia em humanos. |
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APRESENTADO POR FACULDADE SÍRIO-LIBANÊS |
Na hora da emergência, qual médico você escolheria? |
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Você tem dois profissionais à disposição: ambos são formados, com CRM ativo e residência concluída. A diferença é que apenas um deles domina os protocolos mais recentes e traz a segurança da vivência clínica, com experiência no ecossistema do Hospital Sírio-Libanês. |
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CASE DE SUCESSO |
Um brasileiro quer mudar o que os bebês comem nos EUA |
 | (Imagem: Pinterest) |
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Pela primeira vez em 30 anos, a FDA — equivalente à ANVISA no Brasil — abriu espaço para discutir a inovação no mercado de fórmulas infantis nos Estados Unidos… E há um mineiro no meio dessa conversa. |
Del Afonso, fundador da Harmony Baby Nutrition, participou ativamente da ”Operation Stork Speed”, iniciativa lançada em março de 2025 para modernizar a regulação do setor. |
Seu objetivo: criar fórmulas hipoalergênicas com até 90% de proximidade ao leite materno. |
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Mas existe um “problema”: na terra do Tio Sam, três empresas — Abbott, Mead Johnson e Perrigo — dominam 70% do mercado de fórmulas infantis. |
Para Del Afonso, esse oligopólio criou um ambiente de estagnação, em que não há concorrência real e pouco incentivo para inovar. |
A motivação para mudar esse cenário veio de casa |
Em 2018, sua a filha nasceu e, diferente do primeiro filho, a esposa não conseguiu amamentar: a bebê teve reação alérgica às fórmulas tradicionais de leite e começou a perder peso. |
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Eis que chega o primeiro produto da startup, a Melodi, uma fórmula para crianças acima de 12 meses que usa proteína de vaca hidrolisada, de fácil absorção, e com menos açúcar do que as fórmulas convencionais. |
A escolha por essa faixa etária foi estratégica: fórmulas para bebês de 0 a 12 meses exigem até dois anos de pesquisa e um investimento milionário para aprovação regulatória. |
🔮 Looking forward. O plano é lançar a Melodi no mercado americano ainda no segundo semestre de 2026, e depois expandir para as faixas mais novas. |
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