e jejum para exames de sangue pode estar com os dias contados
e jejum para exames de sangue pode estar com os dias contados
Por the news health · 23 de outubro de 2026
domingo está logo aí…
bom dia. depois de amanhã, vamos decidir quem vai governar o país pelos próximos 4 anos. sua decisão envolve muitos aspectos, e um deles é a saúde. analise o que o seu candidato propõe. talvez você se surpreenda — ou se decepcione.
🤖 OpenAI compra empresa para acelerar criação de medicamentos. 🔥 O que está em alta no universo da saúde. 🦠 1 em cada 6 infecções bacterianas já resiste aos antibióticos. 🩸 Estudo questiona a necessidade de jejum para exames de rotina. 📹️ Os melhores conteúdos que vimos na internet.
Sexta-feira, 23/10/2026
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BIG STORY
E se a IA ajudasse um remédio a chegar mais cedo às farmácias?
(Imagem: 8VC | Divulgação)
A OpenAI, uma das maiores empresas de inteligência do mundo, anunciou a aquisição da Orchestra Bio, plataforma que coordena o processo de desenvolvimento de novos medicamentos.
Um dos principais motivos por trás da compra é que, hoje, o tempo médio para criar um medicamento do zero está entre 10 e 15 anos, desde a identificação do alvo terapêutico até a aprovação regulatória. Portanto, a ideia é trazer mais agilidade sem abrir mão da segurança.
Agora, a equipe e a tecnologia da Orchestra passarão a integrar a Rosalind, divisão de IA da OpenAI voltada para ciências da vida lançada em abril deste ano — e que leva o nome de Rosalind Franklin, a química britânica cujo trabalho foi decisivo para a descoberta da estrutura do DNA. A divisão tem duas pernas:
O GPT-Rosalind é o modelo que ajuda cientistas a raciocinar sobre questões de biologia e química;
Já o Rosalind Workbench conecta esse modelo a bases de dados e ferramentas científicas, para analisar resultados e planejar experimentos.
Além disso, o acesso não é aberto. As organizações que utilizam a tecnologia precisam passar por um processo de qualificação e revisão de segurança.
O que a Orchestra acrescenta?
A plataforma atua na camada operacional do desenvolvimento de fármacos, e não na descoberta científica em si.
🩺 Seus agentes de IA monitoram ensaios clínicos, lotes de fabricação e cronogramas regulatórios dentro de um mesmo ambiente integrado.
Quando uma etapa falha, como um lote fora de especificação, o sistema mapeia quais atividades dependiam dela, reúne os dados necessários e compara as possíveis saídas. Segundo a OpenAI, a escolha final permanece com os cientistas e líderes de programa.
Looking forward. A gigante de inteligência artificial já mantém parcerias com Novo Nordisk e Moderna para aplicar essas ferramentas em pesquisa e desenvolvimento.
Na prática, é um movimento relevante de um setor que claramente quer entrar na indústria farmacêutica. Mas o teste real virá quando existir um medicamento que chegou antes ao paciente por causa disso.
As fake news de saúde aumentaram durante a pandemia, mas o problema é que a fábrica não fechou as portas depois disso. Só mudou o catálogo, risos.
Hoje, promessas de cura milagrosa, falsas declarações de médicos e até vídeos manipulados por inteligência artificial continuam colocando a saúde em risco.
Um levantamento do Observatório Lupa, com apoio da Afya, analisou quase dez anos de checagens sobre saúde e descobriu que 87,3% das 764 alegações analisadas eram falsas.
Faça o teste agora: tampe uma narina e respire. Depois tampe a outra. Muito provavelmente, um lado passa bem mais ar que o outro. E não, você não está resfriado. Por que isso acontece?
O dado vem da análise de um relatório com informações de mais de 100 países, e aponta um crescimento de 40% da resistência a combinações de bactéria e antibiótico monitoradas.
🦠 O principal culpado? Nós mesmos. Ao usar antibióticos sem necessidade ou de forma incorreta, eliminamos as bactérias sensíveis e deixamos sobreviver justamente as mais resistentes.
Isso acontece porque, ao se multiplicarem, algumas bactérias sofrem mutações genéticas aleatórias que as tornam capazes de escapar do remédio.
Esse processo se chama pressão seletiva: sem concorrência, as sobreviventes se multiplicam livremente e passam a dominar a infecção.
Entrando um pouco mais no relatório…
O primeiro ponto diz respeito a uma diferença geográfica de gravidade. No Sudeste Asiático e no Mediterrâneo Oriental, 1 em cada 3 infecções foi resistente; na África, 1 em cada 5.
A maior ameaça vem da E. coli e da K. pneumoniae, bactérias que podem causar sepse, uma infecção generalizada grave.
Mais de 40% e 55% dessas bactérias, respectivamente, já resistem às cefalosporinas de terceira geração, que são tratamentos de primeira escolha.
Além disso, os carbapenêmicos, antibióticos reservados para casos graves, estão perdendo eficácia e forçando o uso de remédios de última linha.
Resumindo: a má notícia é que as bactérias estão avançando mais rápido que os antibióticos. A boa notícia é que boa parte da solução está nas nossas mãos: usar esses remédios só quando necessário e do jeito certo.
Jejum para exames de sangue pode estar com os dias contados
(Imagem: Sasun Bughdaryan | Unsplash)
Sabe aquele momento em que você está em uma festa de família, te oferecem um pedaço generoso do seu bolo favorito, mas a sua resposta é: “infelizmente, não posso, tenho exame amanhã.” Pois é. Certamente foi um sentimento de tristeza e raiva pelo qual muitos de nós passamos. risos.
O trabalho usou dados do hospital universitário Ilsan Paik, coletados entre 2021 e 2023. Os pacientes foram divididos em três grupos:
Menos de 8 horas de jejum;
Entre 8 e 12 horas de jejum;
Mais de 12 horas de jejum.
O grande diferencial foi comparar o mesmo paciente em visitas diferentes, com tempos de jejum distintos. Isso reduz o peso de características individuais, como idade, dieta e doenças prévias.
O que foi descoberto?
A maioria dos exames de rotina — como hemograma, função renal e colesterol total — variou dentro da margem de erro aceitável. Já com menos de 8 horas sem comer, a glicose ficou 10,8% mais alta e os triglicerídeos, gordura do sangue, 20,1%.
Duas enzimas também se alteraram: a GGT, usada para avaliar o fígado, subiu 14,8%, e a lipase, produzida pelo pâncreas, 36,4%. Além disso, jejuar mais de 12 horas não trouxe nenhuma vantagem em relação ao intervalo de 8 a 12 horas.
Mas calma. O estudo não é um passe livre para pular ou encurtar o jejum por conta própria. Trata-se de uma pesquisa observacional, feita em um único hospital, que ainda precisa ser confirmada em outras populações. Se isso acontecer, as orientações podem mudar no futuro.