BIG STORY |
Tatiana Sampaio: a brasileira do momento |
 | (Imagem: Marie Claire) |
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Genialidade, coragem e perseverança. São essas três das muitas palavras que descrevem a brilhante trajetória de Tatiana Sampaio ao longo de quase três décadas. |
Bióloga e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ela coordena o Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular no Instituto de Ciências Biomédicas. |
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Desde 1998, dedica sua carreira a entender como proteínas podem reconstruir conexões nervosas perdidas. |
Discreta, persistente e movida por uma inquietação científica, Tatiana escolheu enfrentar um dos maiores desafios da medicina: a lesão medular. |
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Produzida a partir da placenta humana, a molécula funciona como uma espécie de “andaime biológico”, favorecendo a formação de novas conexões nervosas em áreas lesionadas. |
🩺 Na prática, em um campo onde a regra sempre foi adaptação, e não reversão, a cientista ousou propor regeneração. |
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Os resultados chamaram atenção 👀 |
Nos estudos iniciais, oito pacientes paraplégicos e tetraplégicos receberam a aplicação experimental da substância. |
O resultado: seis apresentaram recuperação de movimentos, incluindo um que estava paralisado do ombro para baixo que voltou a andar sozinho. Veja o vídeo abaixo. |
 | Homem tetraplégico volta a andar após medicamento brasileiro |
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A descoberta gerou R$ 3 milhões em royalties para a UFRJ, o maior valor já recebido pela instituição. |
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Maaas… nem tudo são flores. Cortes orçamentários cortes severos no orçamento da UFRJ em 2015 e 2016 impediram o pagamento das taxas internacionais da patente, fazendo com que o Brasil perdesse os direitos globais sobre a tecnologia. |
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🔮 Looking forward. Em janeiro, a Anvisa autorizou o início da fase clínica para avaliar a segurança do tratamento em cinco voluntários. |
A expectativa é confirmar se a aplicação direta da proteína na lesão estimula a reorganização das conexões nervosas. |
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GAME DO ESTAGIÁRIO |
Qual dessas situações realmente já aconteceu na medicina? |
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BRAZIL HEALTH |
Brasil registra novos casos de Mpox |
 | (Imagem: CNN Brasil) |
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A confirmação de um novo caso de Mpox em Porto Alegre, somada aos 43 registros em São Paulo apenas em janeiro, reforça que o vírus segue em circulação no país. |
Segundo as autoridades, os casos estão sob monitoramento e o cenário não é de emergência sanitária. Contudo, alertam que também não é momento de descuido. |
Sobre a condição |
A Mpox é uma infecção viral causada pelo vírus MPXV, pertencente à família dos Orthopoxvirus — o mesmo grupo da antiga varíola humana. |
A transmissão ocorre por contato direto com lesões de pele, secreções ou fluidos corporais; a exposição respiratória prolongada também pode representar risco, embora seja mais rara. |
Na prática, interações íntimas e contato pele a pele são os cenários mais associados à infecção. Contatos rápidos e casuais tendem a oferecer risco menor. |
🩺 A doença provoca febre, dores no corpo, dores de cabeça, aumento dos gânglios linfáticos e lesões que evoluem de manchas para bolhas com pus e, posteriormente, crostas. |
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Essas lesões podem ser confundidas com herpes ou catapora, o que torna o diagnóstico clínico desafiador em alguns casos. |
Carnaval pode impactar os números? |
A resposta curta: talvez. Acontece que eventos com grandes aglomerações aumentam o potencial de transmissão de doenças que exigem proximidade física. |
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Ainda assim, isolamento até a cicatrização completa das lesões continua sendo a principal estratégia para interromper a transmissão. |
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APRESENTADO POR FACULDADE SÍRIO-LIBANÊS |
Você já decidiu o que vai fazer neste semestre? |
Talvez este seja o semestre em que você finalmente tira do papel aquela pós que vem adiando há um tempo. Não porque faltou vontade antes, mas porque a rotina na saúde é corrida, os atendimentos se acumulam e o tempo para pensar na própria carreira quase nunca aparece. |
Ainda assim, evoluir profissionalmente segue sendo importante. E o primeiro semestre é justamente o momento em que essa decisão ainda cabe na agenda. |
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Para quem quer avançar agora, esta é a última oportunidade de iniciar uma Pós-Graduação ainda neste semestre. A Faculdade Sírio-Libanês oferece cursos como Gestão em Saúde e Experiência do Paciente, abertos a qualquer profissional da área. Você pode aproveitar sua última chance aqui. |
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BELIEVE IT OR NOT |
Açaí na infância pode proteger contra ansiedade e depressão? |
 | (Imagem: Amazônia Vox) |
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Qual é a relação que um alimento típico brasileiro como o açaí pode ter com a ansiedade e a depressão? Essa é a pergunta que cientistas, como Taiana Simas, estão tentando responder em um novo estudo. |
Publicado na revista internacional Food Research International, o artigo reuniu mais de doze pesquisadores da UFPA. O foco foi avaliar o potencial preventivo dos compostos do alimento. |
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Como os testes foram feitos |
Ratos adolescentes receberam suco clarificado de açaí em dose equivalente ao consumo diário de meio litro da fruta. Depois, passaram por uma bateria de testes comportamentais clássicos. |
Foram aplicados modelos como campo aberto, labirinto em cruz elevada e teste do nado forçado, utilizados para medir ansiedade, exploração e comportamento tipo depressivo.
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Em todas as avaliações, os animais que ingeriram açaí apresentaram menos sinais de ansiedade e depressão. Além disso, análises bioquímicas mostraram maior equilíbrio antioxidante no sistema nervoso. |
O que acontece no cérebro? |
Os compostos bioativos do açaí aumentaram enzimas protetoras em áreas como córtex pré-frontal e hipocampo ventral, regiões ligadas ao controle emocional e à resposta ao estresse. |
🩺 Houve também redução de danos oxidativos na amígdala, estrutura associada ao medo, sem alterações diretas nos neurotransmissores, como a serotonina. |
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Mas vamos com calma. Os resultados ainda são pré-clínicos e não significam que o açaí substitua isoladamente o acompanhamento médico ou tratamento psicológico. |
Porém, indicam que compostos bioativos presentes na alimentação podem atuar como estratégia complementar de prevenção desde fases vulneráveis do desenvolvimento. |
Se confirmados em humanos, esses achados reforçam uma ideia poderosa: talvez parte da resposta para a saúde mental está, literalmente, no prato. |
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