BIG STORY |
Imunoterapia desenvolvida no Brasil elimina o câncer em 72% dos pacientes |
 | (Imagem: Hospital Albert Einstein) |
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🇧🇷 Avanço histórico. Um novo estudo realizado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, com apoio do Ministério da Saúde, alcançou um feito inédito: |
Desenvolver e aplicar com sucesso, no Brasil, a terapia celular CAR-T, considerada uma das estratégias mais promissoras e sofisticadas contra o câncer. |
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Como funciona? |
A CAR-T é uma terapia celular avançada que modifica geneticamente células T do próprio paciente para combater o câncer. |
Essas células T são extraídas do sangue, reprogramadas em laboratório para reconhecer uma proteína específica nas células tumorais e, depois, reinfundidas no corpo. |
🩺 Assim, elas passam a identificar e destruir apenas as células doentes, poupando tecidos saudáveis. |
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A técnica é altamente eficaz em cânceres do sangue, como leucemias e linfomas, especialmente quando outras terapias falham. |
 | O que é a terapia celular CAR-T? | Websérie CAR-T |
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O problema? |
O alto custo e a dependência de importação. Atualmente, um tratamento pode ultrapassar R$ 2 milhões, inviabilizando sua adoção no sistema público de saúde. |
Além disso, a logística internacional gera atrasos que podem comprometer a eficácia. No entanto, o Brasil enxergou nesse “problema” uma solução. |
Entre 2023 e 2024, o Hospital Albert Einstein produziu e aplicou CAR-T em 11 pacientes, com idades entre 9 e 69 anos, todos diagnosticados com leucemias ou linfomas agressivos: |
Leucemia Linfoblástica Aguda de células B (LLA-B) Linfoma Não Hodgkin (LNH) Leucemia Linfóide Crônica (LLC)
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Com produção local, chamada de manufatura acadêmica, o tratamento foi fabricado diretamente no hospital, com tempo médio de 22 dias entre coleta e aplicação. |
Esse modelo, além de reduzir custos, elimina os riscos de transporte e armazenamento prolongado. |
Resultados e perspectivas |
A resposta positiva foi observada em 81% dos pacientes, e 72% atingiram remissão completa, ou seja, desapareceram todos os sinais detectáveis da doença. |
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O objetivo é garantir que, no médio prazo, a terapia não seja privilégio, mas parte do arsenal terapêutico público do Sistema Único de Saúde (SUS). |
Agora, a equipe já trabalha na segunda fase da pesquisa, prevista para 2026 ou 2027, com foco na ampliação para novos tipos de câncer. |
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RESEARCH |
Um exame de sangue pode revelar sua chance de morrer na próxima década? |
 | (Imagem: Axios) |
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Pode parecer ficção científica, mas, aparentemente, a realidade está mais próxima do que se imagina. |
Por décadas, pesquisadores buscaram marcadores que antecipassem o risco de morte. No entanto, a precisão era limitada, baseada em fatores como idade, IMC e histórico de tabagismo. |
Agora, um novo estudo sugere que a resposta pode estar em algo que já circula pelo nosso corpo: as proteínas sanguíneas. |
Pesquisadores analisaram o sangue de 38 mil adultos, com idades entre 39 e 70 anos, participantes do UK Biobank, um dos maiores bancos de dados de saúde do mundo. Foram examinadas quase 3 mil proteínas por pessoa, correlacionando os níveis dessas substâncias com mortes ocorridas nos cinco e nos dez anos seguintes.
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Após ajustar fatores de risco já conhecidos, como idade e estilo de vida, o estudo identificou centenas de proteínas associadas ao risco geral de morte. |
Os “painéis de proteínas” que preveem risco |
Com base na análise, os cientistas criaram dois conjuntos de proteínas com maior poder preditivo. |
🩺 Um painel com dez proteínas indicava risco de morte em dez anos, enquanto outro, com seis proteínas, mostrou-se eficaz para estimar o risco em cinco anos. |
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Antes de chegar à prática clínica, os painéis proteicos precisam ser testados em populações variadas — com diferentes idades, etnias e condições de saúde. |
Se confirmadas, essas descobertas poderão adicionar uma nova camada à medicina preventiva: não para substituir, mas para ampliar o olhar clínico sobre cada paciente. |
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 | (Imagem: GIPHY/Reprodução) |
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WORLD HEALTH |
A Dinamarca se tornou a maior doadora de esperma do mundo |
 | (Imagem: Matador Network) |
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Você sabe de onde vem o esperma que alimenta o mercado global de reprodução assistida? Bem, a resposta é mais complexa do que parece. |
Embora qualquer homem biologicamente fértil produza milhões de espermatozoides, apenas uma minoria atende aos critérios rigorosos para se tornar doador. |
No Reino Unido, por exemplo, menos de 5% dos candidatos são aceitos. É preciso ter alta contagem espermática, boa motilidade, morfologia adequada e capacidade de sobreviver ao congelamento. |
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Além disso, há triagens para infecções e mutações genéticas. Isso significa que até mesmo pais de vários filhos podem ser considerados inelegíveis. |
Por que a Dinamarca se destaca? 🇩🇰 |
Com uma cultura mais aberta em relação à doação — somada a políticas de incentivo e a uma logística eficiente —, o país nórdico se tornou um dos maiores exportadores mundiais de esperma. |
Para se ter uma ideia, um frasco de 0,5 ml pode custar até € 1.000 (R$ 6.340), dependendo do perfil do doador.
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Nos catálogos dos bancos de esperma, a escolha do doador não é muito diferente da de um aplicativo de namoro: mulheres interessadas podem ouvir sua voz, conhecer sua profissão, altura, peso, hobbies e traços de personalidade. |
E o que os dados mostram? Segundo a Cryos (o maior banco mundial de esperma), 60% das solicitações vêm de mulheres solteiras, com alto nível educacional e na faixa dos 30 anos. |
Na prática, doadores altos, poliglotas ou com talentos artísticos se tornam verdadeiros “campeões de demanda”, com dezenas — ou até centenas — de descendentes espalhados pelo mundo.
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Cada país determina quantas famílias podem utilizar o esperma de um único homem. Algumas legislações limitam pelo número de filhos; outras, pelo número de mães. |
E você: acha certo que as pessoas possam escolher um doador de esperma do mesmo modo que selecionam alguém no Tinder? |
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