BIG STORY |
A saúde do mundo está ficando sem quem cuide dela |
 | (Imagem: Axios) |
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🩺 A conta não fecha. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que o mundo pode enfrentar um déficit de 11,1 milhões de profissionais de saúde até 2030. |
O dado está em um relatório sobre a força de trabalho na saúde, baseado em informações oficiais de mais de 100 países. |
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O motivo? Multifatorial. Mas, se pudéssemos resumir em uma palavra, ela seria “envelhecimento”. |
A população e os próprios profissionais de saúde estão envelhecendo ao mesmo tempo. Na prática, isso gera uma espécie de “pressão dupla”. |
Os sistemas precisam repor quem se aposenta e, ao mesmo tempo, atender uma demanda maior de pacientes idosos, que costumam ter mais doenças crônicas. |
Os países de alta renda, incluindo boa parte da Europa, devem ser os mais afetados. Por lá, 1 em cada 3 médicos deve se aposentar nos próximos dez anos; Já quando pensamos no contexto global, 1 em cada 4 médicos no mundo já tem mais de 55 anos e pode se aposentar na próxima década.
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Um possível “efeito dominó” |
Segundo o relatório, 67 países não terão profissionais suficientes para manter o padrão de atendimento atual até 2030. |
Só para preservar a proporção atual entre trabalhadores da saúde e população, seriam necessários mais 832 mil profissionais. |
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O problema é: de onde eles viriam? Para cobrir essa lacuna, os países ricos podem recorrer cada vez mais a profissionais estrangeiros, o que tende a esvaziar os sistemas de saúde das nações mais pobres. |
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Mas nem tudo é notícia ruim. Entre 2006 e 2025, a densidade global de médicos, enfermeiros, dentistas e farmacêuticos passou de 44,8 para 67,9 por 10 mil habitantes, um aumento de 52%. |
🩺 Hoje, são mais de 70 milhões de trabalhadores de saúde e assistência no mundo. |
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No entanto, o problema é mais complexo e não se resolve apenas formando mais gente. É preciso formar adequadamente, criar condições para que esses profissionais permaneçam na área e sejam distribuídos onde fazem mais falta. |
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HEALTHCARE |
A batalha contra o autismo chegou ao calendário de vacinas |
 | (Imagem: Igor Omilaev | Unsplash) |
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💉 Está dando o que falar. Em pronunciamento no Salão Oval, Donald Trump anunciou que seu governo pretende exigir a divisão de certas vacinas infantis em cinco doses separadas, aplicadas em intervalos de seis meses. |
A medida dá sequência a uma ordem executiva que reduziu o calendário americano de 18 para 11 imunizantes. Segundo o presidente, a mudança traria uma "redução massiva" nos casos de autismo. |
O que o governo alega? O argumento central é o da "sobrecarga", em que muitas vacinas de uma vez sobrecarregariam as defesas da criança. |
Na leitura da Casa Branca, cada dose entregaria menos antígenos, as partes do vírus ou da bactéria que ativam a defesa. Com o intervalo de seis meses, o organismo da criança teria tempo para responder a um estímulo por vez. |
O texto também estimula o desenvolvimento de adjuvantes sem alumínio, substâncias que amplificam a resposta imune gerada pela vacina. |
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No entanto, a ciência discorda |
A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) classificou a ordem executiva como um desserviço à saúde pública internacional. Entre os riscos apontados estão: |
Prolongar o período em que a criança fica desprotegida; Aumentar as chances de abandono do esquema vacinal; Elevar o número de suscetíveis e favorecer surtos.
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Além disso, as sociedades médicas leem a medida como criação de barreiras sem qualquer ganho de segurança. |
Da nossa parte, a mensagem que gostaríamos de deixar é: vacinas não causam autismo. O risco de não tomá-las supera, muitas vezes, o risco de eventuais efeitos colaterais. |
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BELIEVE IT OR NOT |
E se a caneta emagrecedora pudesse poupar seus músculos? |
 | (Imagem: Haberdoedas | Unsplash) |
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A FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou o Isembyld (apitegromabe), primeiro tratamento da história a atuar diretamente sobre o músculo em pacientes com atrofia muscular espinhal (AME). |
Por que isso importa? Trata-se de uma doença genética rara que compromete os neurônios responsáveis pelo movimento, causando fraqueza progressiva. |
Na AME, uma falha no gene SMN1 reduz uma proteína essencial para os neurônios motores, as células que levam o comando do cérebro até o músculo. |
Sem esse sinal, o músculo atrofia e a força se perde de forma progressiva, o que compromete andar, sentar e até respirar.
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Os tratamentos já disponíveis agem sobre o SMN2, um gene reserva, para repor parte da proteína que falta, mas não alcançam o músculo já enfraquecido. |
🩺 O apitegromabe bloqueia a miostatina, freio natural do crescimento muscular, permitindo que a fibra ganhe massa e responda melhor aos sinais que ainda chegam. |
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E foi aí que surgiu uma ideia surpreendente 💡 |
Por que não testar isso em usuários de canetas emagrecedoras, que perdem muita massa muscular ao longo do tratamento? |
Em um ensaio de fase 2 publicado na Nature Medicine, médicos acompanharam 102 adultos com sobrepeso ou obesidade em uso de tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro. Parte deles também recebeu o apitegromabe, enquanto o restante apenas o emagrecedor. |
O resultado: após 24 semanas, o grupo combinado preservou cerca de 55% mais massa magra do que quem usou apenas a caneta. |
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Agora, a tendência é que um estudo de fase 3 se inicie antes de qualquer pedido de aprovação para obesidade. |
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