BIG STORY |
Infartos, AVCs e insuficiência cardíaca podem ser mais previsíveis do que você imagina |
 | (Imagem: UCLA Health) |
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Por incrível que pareça, a maioria dos infartos não chega sem avisar. Na maior parte das vezes, o corpo envia sinais claros — e ignorá-los pode ter consequências graves. |
Esta é a tese de um novo estudo de longo prazo realizado com mais de 9,3 milhões de sul-coreanos e 6.800 americanos, acompanhados por cerca de duas décadas. |
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A principal descoberta? Mais de 99% das pessoas que sofreram infarto, AVC ou insuficiência cardíaca apresentavam ao menos um dos quatro principais fatores de risco cardiovascular. |
Quais são eles? |
Em primeiro lugar, está a elevação dos níveis de pressão arterial. Segundo o estudo, valores acima de 120 x 80 mmHg já configuram um risco aumentado para a ocorrência de eventos cardiovasculares. |
🩺 Esse processo compromete a circulação e aumenta o risco de obstruções, rompimentos e sobrecarga das estruturas do sistema cardiovascular. |
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 | (Fonte: Global Burden of Disease) |
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Outro fator de risco importante é o colesterol total igual ou superior a 200 mg/dL. |
Com o tempo, o excesso de gordura no sangue leva à formação de placas nas artérias, que podem romper e gerar coágulos, bloqueando completamente o fluxo sanguíneo para o coração ou o cérebro — processo conhecido como aterosclerose. |
O terceiro fator é a glicose de jejum igual ou superior a 100 mg/dL ou o diagnóstico de diabetes mellitus. |
A glicose elevada danifica as paredes dos vasos sanguíneos e estimula processos inflamatórios, acelerando o desenvolvimento das placas ateroscleróticas. Além disso, prejudica a função das artérias e aumenta o risco de obstruções, que podem culminar em um evento cardiovascular.
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Por fim — mas não menos importante — está o tabagismo. O simples ato de não fumar já reduz drasticamente o risco de doenças cardíacas. |
🩺 As substâncias tóxicas do cigarro lesam o endotélio, a camada interna que reveste os vasos sanguíneos, facilitando a deposição de gordura. |
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Além disso, o fumo aumenta a coagulação e reduz o oxigênio no sangue, criando um ambiente propício para infartos e outras complicações. |
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APRESENTADO POR VOA |
A escuta virou artigo raro nas consultas médicas? |
 | (Imagem: Forbes) |
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Uma pesquisa realizada recentemente revelou um dado preocupante: 92,2% dos pacientes brasileiros já saíram de uma consulta sem se sentirem plenamente escutados. |
Os entrevistados apontaram como principais lacunas: |
Falta de explicações claras sobre diagnóstico e tratamento (49,4%) Precisão clínica e segurança nas orientações (45,4%) Empatia e escuta atenta durante o atendimento (39,8%)
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O problema não é falta de empatia, é sobrecarga. Entre ouvir, digitar e registrar cada detalhe, o médico precisa dividir a atenção. Um estudo citado pela Forbes mostra que, em média, 16 minutos por consulta são gastos apenas com prontuários eletrônicos. |
Pensando nisso, a Voa criou uma assistente de IA que escuta a consulta, transcreve o diálogo e gera o registro completo, reduzindo em até 80% o tempo de digitação e devolvendo até 10 minutos por atendimento. Você pode testar de graça aqui. |
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RESEARCH |
Nanotecnologia abre caminho inédito para a reversão do Alzheimer |
 | Imagem: (Institute for Bioengineering of Catalonia) |
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Um feito inédito reacendeu a esperança contra uma das doenças neurodegenerativas mais devastadoras do mundo: o Alzheimer. |
Cientistas do Instituto de Bioengenharia da Catalunha conseguiram reverter sintomas da doença em modelos animais, utilizando nanotecnologia para reparar o próprio cérebro. |
Contextualizando… 🩺 |
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente a memória, o pensamento e o comportamento. |
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Com o tempo, essas alterações levam à morte de células cerebrais e à perda de funções cognitivas essenciais. |
A inovação |
Para tentar reverter esses danos, os cientistas desenvolveram nanopartículas supramoleculares — estruturas minúsculas capazes de atuar diretamente nos vasos sanguíneos do cérebro. |
🧠 Essas partículas restauraram a barreira hematoencefálica, uma espécie de “filtro biológico” que protege o cérebro, mas que costuma estar danificado em pessoas com Alzheimer. |
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Ao recuperar essa barreira, as nanopartículas impediram a entrada de proteínas tóxicas e ajudaram a eliminar os depósitos de amiloide-β. |
O tratamento foi testado em ratos e conseguiu melhorar não apenas a estrutura cerebral, mas também as funções cognitivas. |
⚠️ Maaaas… calma nessa hora. Os testes ainda não foram realizados em humanos. Ou seja, até que os efeitos sejam confirmados em pacientes reais, ainda há um longo caminho pela frente. |
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HEALTHTECH |
Crianças que usam redes sociais têm pior desempenho cognitivo |
 | (Imagem: Axios) |
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Se você é pai ou mãe, certamente já se perguntou: devo limitar o acesso do meu filho às telas? E, pelo que as evidências apontam, a resposta é sim. |
Ao menos é isso que defende um novo estudo publicado na revista JAMA Pediatrics, que submeteu pré-adolescentes a uma série de testes de leitura, memória e vocabulário. |
A pesquisa analisou dados do ABCD Study, um dos maiores acompanhamentos longitudinais de desenvolvimento cerebral em adolescentes dos Estados Unidos. |
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Foram mais de 6 mil crianças, com idades entre 9 e 13 anos, acompanhadas em testes cognitivos aplicados ao longo de vários anos. Para diferenciar os resultados, o grupo de pesquisadores dividiu os jovens em três categorias: |
Os que usaram pouco ou nada de redes sociais; Os que começaram com uso leve e chegaram a cerca de 1 hora por dia; E os que passaram a usar mais de 3 horas por dia (6% da amostra) até os 13 anos.
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O estudo revelou que crianças com uso moderado — cerca de 1 hora diária aos 13 anos — tiveram desempenho de 1 a 2 pontos abaixo nos testes de leitura, memória e vocabulário. |
Aquelas com uso intenso (3 horas ou mais por dia) ficaram de 4 a 5 pontos abaixo. |
Em comparação, as crianças que usaram pouco ou nada apresentaram o melhor desempenho geral. |
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Um olhar neurológico 🧠 |
O uso excessivo de redes sociais pode interferir na consolidação da memória, na atenção sustentada e na capacidade de leitura, pois a estimulação constante e fragmentada das plataformas digitais dificulta a concentração e o processamento profundo das informações. |
Com o tempo, essas alterações podem afetar trajetórias neurais associadas à aprendizagem e ao desempenho escolar. |
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