BIG STORY |
Endometriose: por que diagnóstico ainda demora até 10 anos? |
 | (Imagem: Life Line Clinic) |
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Na semana passada, tivemos o Dia Internacional de Luta contra a Endometriose, doença que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva — aproximadamente 190 milhões de pessoas no mundo. |
🇧🇷 No Brasil, segundo a OMS, mais de sete milhões de mulheres convivem com a doença — e nem todas sabem a possuem. |
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Ainda assim, a conscientização do público está melhorando, especialmente após famosas como Anitta, Larissa Manoela e Patrícia Poeta revelarem que foram diagnosticadas com a condição. |
Contextualizando… 🩺 |
A endometriose é uma doença inflamatória crônica na qual um tecido semelhante ao endométrio, que normalmente reveste o interior do útero, cresce fora dele, em locais como ovários, trompas e cavidade pélvica. |
Essas células continuam a responder aos hormônios do ciclo menstrual, podendo causar sangramento, inflamação, dor pélvica intensa e, em alguns casos, infertilidade. |
Com o tempo, a inflamação recorrente pode causar cicatrizes e aderências entre órgãos da pelve. |
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Os sintomas mais comuns são cólicas menstruais fortes, dor durante relações sexuais e alterações intestinais ou urinárias no período menstrual. |
O diagnóstico geralmente exige avaliação clínica, exames de imagem e, às vezes, cirurgia para confirmação. |
O intervalo entre o início dos sintomas e a confirmação pode variar de sete a dez anos, um tempo que piora significativamente a qualidade de vida e aumenta as chances de complicações. Anitta, por exemplo, passou nove anos com dores fortes sem saber a causa — assim como ela relata no vídeo abaixo. |
 | Anitta revela diagnóstico de endometriose e fala sobre crises de dor | Fantástico | TV Globo |
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Tá, mas qual é o motivo pelo qual o diagnóstico demora tanto? |
Ainda existe uma normalização da dor menstrual. Muitas mulheres escutam por anos que cólica é normal, o que as faz demorar para procurar ajuda. |
Além disso, o ultrassom transvaginal de rotina muitas vezes não identifica a doença, pois não é direcionado para essa investigação específica. |
O Brasil também conta com poucos profissionais capacitados para diagnosticar endometriose, e muitas mulheres enfrentam longas filas para consultas iniciais com especialistas. |
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A verdade é que cólicas menstruais incapacitantes não são normais — e não devem ser toleradas como parte inevitável de "ser mulher". |
Quando a dor interfere na rotina, no trabalho, nos relacionamentos ou na saúde emocional, deve ser investigada com seriedade. |
Se você se identificou com os sintomas, procure um especialista. Endometriose não é frescura nem exagero — e você não precisa suportar isso sozinha. |
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RESEARCH |
Minirrobôs dissolvem pedras nos rins sem cirurgia |
 | (Imagem: The News Studios) |
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🤖 Sim, você leu certo. Cientistas da Universidade de Waterloo, no Canadá, desenvolveram minirrobôs capazes de dissolver pedras nos rins dentro do próprio trato urinário. |
Para se ter uma ideia, nos testes laboratoriais, eles conseguiram reduzir 30% da massa dos cálculos renais em cinco dias. |
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Como funcionam? |
Os dispositivos têm cerca de 1 milímetro de espessura e 12 milímetros de comprimento, tamanho suficiente para circular pelo trato urinário. São feitos de um material semelhante a um hidrogel — parecido com gelatina — e carregam a enzima responsável pela reação química. |
O processo funciona da seguinte maneira: |
Os robôs são introduzidos por um pequeno cateter na bexiga e guiados por campos magnéticos externos. No interior do dispositivo, há também um microscópico ímã que permite movê-lo com campos magnéticos externos. Chegando ao destino, o robô libera a enzima urease, que altera o pH da urina ao redor do cálculo e deflagra a dissolução química da pedra de ácido úrico. Após o procedimento, o dispositivo pode ser eliminado naturalmente pela urina ou recolhido com um ímã externo.
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🔮 O futuro. Apesar do potencial, a tecnologia ainda está em fase inicial. Os testes foram feitos apenas em urina sintética e em modelos artificiais do trato urinário produzidos por impressoras 3D. |
Antes de chegar a pacientes, será preciso resolver como garantir que os robôs possam ser visualizados e guiados com precisão dentro do corpo. |
Além disso, é necessário testar o comportamento deles com fluxo real de urina e avaliar possíveis reações inflamatórias ou imunológicas. |
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APRESENTADO POR TNS |
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 | (GIF: the news) |
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BELIEVE IT OR NOT |
Engenheiro usa ChatGPT para criar vacina e salvar sua cadela |
 | (Imagem: The News Studios) |
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🐶 Acredite se quiser. Ao descobrir que sua cadela Rosie tinha um câncer terminal, o australiano Paul Conyngham utilizou algoritmos de inteligência artificial para criar a primeira vacina de mRNA personalizada para um cão. |
Sem formação em biologia, mas com 17 anos de experiência em análise de dados, ele utilizou o ChatGPT para traçar um plano de ação. |
O chatbot sugeriu o caminho da imunoterapia e o direcionou para o Centro Ramaciotti de Genômica da Universidade de New South Wales (UNSW), na Austrália. |
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Como funcionou? |
Em busca de alternativas, ele decidiu sequenciar o DNA saudável e o DNA do tumor da cadela, procedimento que custou cerca de 3 mil dólares. A partir daí, Conyngham usou ChatGPT e AlphaFold, do Google DeepMind, para: |
Interpretar dados genéticos e identificar potenciais alvos de medicamentos; Sequenciamento de DNA — comparação do DNA saudável de Rosie com o DNA do tumor para identificar mutações; Identificar proteínas modificadas por mutações.
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Com base nessas informações — e com o apoio de um centro de pesquisa do país — foi desenvolvida uma vacina personalizada de mRNA. |
O que é mRNA? 🩺 O RNA mensageiro (mRNA) é uma molécula que funciona como "manual de instruções" temporário para as células produzirem proteínas específicas. Na prática, é o intermediário entre o DNA (que guarda a informação genética permanente) e as proteínas que executam funções no corpo. |
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Vacinas de mRNA, como as da COVID-19, fornecem instruções às células para produzir proteínas que o sistema imunológico reconhece como ameaças, treinando-o para combatê-las. |
No caso de Rosie, o mRNA foi programado para ensinar o sistema imunológico dela a reconhecer e atacar proteínas mutadas específicas das células cancerosas. |
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