BIG STORY |
Mais de 260 mil pesquisas sobre câncer apresentam sinais de fraude |
 | (Imagem: Axios) |
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Sejamos sinceros, você, o editor-chefe e muitas pessoas provavelmente já escutaram a seguinte frase: “é verdade sim, eu li um artigo científico sobre isso!”. |
A verdade é que, embora há artigos científicos cujo intuito é, de fato, somar à ciência, existem outros cujo propósito é o de exclusivamente “enriquecer currículos”, muitas vezes trazendo informações não fundamentadas. |
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Na prática, isso equivale a aproximadamente 10% de todos os trabalhos indexados no PubMed sobre a doença. A teoria mais aceita é de que eles sejam produto das “fábricas de artigo”. |
Tá, mas o que são essas "fábricas de artigos"? |
Tratam-se de empresas que produzem manuscritos científicos fraudulentos e os submetem a periódicos acadêmicos como se fossem pesquisas legítimas. |
Para “desmascarar” os artigos fraudulentos, pesquisadores treinaram um modelo de inteligência artificial baseado em 4.404 artigos. |
50% havia sido retratada, ou seja, oficialmente invalidada por erro ou fraude. 50% era composta por publicações legítimas.
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O modelo alcançou 91% de acurácia na identificação de características típicas de textos fraudulentos, demonstrando alto poder de detecção. |
Depois disso, a ferramenta foi aplicada a 2,6 milhões de estudos sobre câncer listados no PubMed, sinalizando 261.245 com padrões suspeitos. |
A China concentrou 36% dos textos com características questionáveis, considerando a afiliação do primeiro autor. Na sequência, aparecem Irã (20%) e Arábia Saudita (16%), enquanto o Brasil surge com 4% do total identificado. |
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 | (Imagem: The News Studios) |
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E o problema pode ser maior. Segundo os autores, fábricas de artigos vêm aprimorando suas técnicas e já conseguem publicar em periódicos acadêmicos conceituados. |
🩺 Ou seja, não se trata mais apenas de periódicos predatórios ou de baixa qualidade — o risco agora é contaminar parte da literatura considerada confiável. |
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Isso é preocupante porque pesquisadores, médicos e até formuladores de políticas públicas podem tomar decisões com base nesses dados. |
O que tirar disso? |
Uma das principais lições que levamos é de que nem todo artigo científico é sério e que não devemos confiar em algo apenas por estar na “literatura científica”. |
Afinal, pudemos observar que boa parte da literatura científica é fraudulenta e intencionada negativamente. |
Mais do que nunca, é importante desenvolver pensamento crítico, verificar fontes, observar se o periódico é confiável e entender que a ciência séria exige método, transparência e revisão. |
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GAME DO ESTAGIÁRIO |
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Uma pausa na sua leitura de hoje: |
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RESEARCH |
Uso de álcool e drogas pelos pais pode influenciar saúde dos filhos? |
 | (Imagem: Axios) |
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Segundo um estudo brasileiro com 4.280 adolescentes e seus responsáveis, a resposta é “sim”, influencia os filhos. Contudo, não define totalmente o comportamento deles. |
Publicado na revista científica Addictive Behaviors, o trabalho reforça que as atitudes parentais continuam sendo fator central na prevenção ao uso de substâncias. |
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Os pesquisadores analisaram quatro estilos parentais: |
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Os adolescentes, por sua vez, foram classificados como abstêmios, consumidores apenas de álcool ou usuários de duas ou mais substâncias. |
Quanto aos resultados… |
Os dados revelam que, se os pais bebem, a chance de os filhos consumirem álcool chega a 24%, enquanto o uso de duas ou mais drogas atinge 6%. |
🩺 Se os responsáveis utilizam várias substâncias — como cigarro, vape ou maconha — o risco sobe para 17% e 28%, respectivamente. |
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Os estilos permissivo e negligente não mostraram efeito protetor significativo, o que reforça a importância de regras claras e presença ativa. |
Na prática, a mensagem transmitida pelos autores do estudo é: o exemplo importa, mas o vínculo, o diálogo e os limites consistentes podem romper ciclos intergeracionais de consumo. |
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APRESENTADO POR FACULDADE SÍRIO-LIBANÊS |
O que é mais importante na área da saúde: teoria ou prática? |
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É por isso que a Faculdade Sírio-Libanês integra teoria e prática há anos, com aulas com o corpo clínico do hospital, aulas práticas e visitas técnicas no hospital. |
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WORLD HEALTH |
McDonald’s testa cardápio para quem usa canetas emagrecedoras |
 | (Imagem: Trip Advisor) |
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O Méqui começou a testar adaptações no cardápio para atender consumidores que utilizam medicamentos análogos do GLP-1, como Ozempic e Mounjaro. |
Durante teleconferência de resultados, o CEO Chris Kempczinski afirmou que a adesão às canetas emagrecedoras deve continuar crescendo. |
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Sobre a mudança |
Os medicamentos reduzem o apetite e retardam o esvaziamento do estômago, mecanismo que aumenta a saciedade e diminui o consumo calórico ao longo do dia. |
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Segundo executivos, o cardápio já conta com opções ricas em proteína, como o Snack Wrap, sanduíche de tortilla com linguiça e tiras de frango McCrispy. |
No entanto, a empresa observa menor consumo de snacks e refrigerantes, o que impacta diretamente categorias historicamente fortes no fast food. |
O que vem por aí? |
Embora detalhes não tenham sido divulgados, especialistas do setor começaram a especular possíveis ajustes estruturais nos produtos. |
Mike Haracz, ex-chef corporativo do McDonald’s nos EUA, acredita que a estratégia deve destacar menos carboidratos e mais proteínas. Entre as possibilidades especuladas, estão: |
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