BIG STORY |
Novo remédio quase dobra o tempo de vida de pacientes com câncer |
 | (Imagem: EMedicine Health) |
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A maioria dos profissionais de saúde sabe: o diagnóstico de câncer de pâncreas é certamente um dos piores que existem. |
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Em um estudo conduzido com 500 pacientes com câncer de pâncreas metastático, a sobrevida média dos pacientes que receberam o medicamento foi quase duas vezes maior que a do grupo tratado com quimioterapia. |
O diferencial do daraxonrasib está no alvo que ele atinge: uma proteína específica chamada RAS. |
Para se ter uma ideia, mais de 90% dos cânceres de pâncreas apresentam mutações nesse grupo de proteínas, que desempenham um papel central no crescimento tumoral. |
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O novo medicamento foi projetado para bloquear diferentes variantes da RAS, o que amplia seu potencial de atuação, atacando diretamente um dos principais motores da doença. |
Diferentemente da quimioterapia convencional, que age de forma generalizada tentando destruir células em divisão rápida, o daraxonrasib é uma terapia-alvo. Ou seja, foi projetado para atingir um alvo molecular específico nas células cancerosas, poupando ao máximo as células saudáveis. |
Em relação aos resultados concretos: |
Os pacientes tratados com daraxonrasib viveram, em média, 13,2 meses — contra 6,7 meses no grupo que recebeu quimioterapia convencional. O tratamento também foi bem tolerado, sem efeitos adversos inesperados além dos já conhecidos nas terapias oncológicas convencionais.
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E agora? |
A empresa responsável planeja solicitar aprovação acelerada da FDA — o equivalente à Anvisa nos Estados Unidos — ainda este ano. |
Se aprovado, o daraxonrasib pode se tornar o primeiro medicamento de uma nova classe terapêutica para esse tipo de câncer. |
Ainda está longe de ser uma cura, mas para um câncer onde cada mês importa, dobrar o tempo de vida é, sem dúvidas, um resultado excelente. |
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APRESENTADO POR FACULDADE SÍRIO-LIBANÊS |
A síndrome do "vi no WhatsApp" |
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Já sentiu aquele frio na espinha quando um paciente chega com uma tese mirabolante que viu no TikTok ou em um grupo do WhatsApp? |
“Vírus se espalha pelo Brasil”, “Sintomas raros de uma doença que ninguém fala”, “Se você sentir esses sintomas, sinto dizer-lhe…” |
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RESEARCH |
Ferramenta de IA antecipa risco de insuficiência cardíaca em 5 anos |
 | (Imagem: Axios) |
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Pesquisadores da Universidade de Oxford desenvolveram uma ferramenta de inteligência artificial capaz de prever o risco de insuficiência cardíaca com pelo menos cinco anos de antecedência. |
A ferramenta utilizada? Tomografias de rotina. O sistema identifica alterações na textura da gordura ao redor do coração e mudanças que indicam que o músculo cardíaco está comprometido. |
Essas alterações frequentemente são invisíveis ao olho humano em exames de imagem convencionais. |
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A partir das informações, a IA gera um escore de risco absoluto para cada paciente, sem necessidade de intervenção humana. |
Os números do estudo |
A ferramenta foi treinada e validada em mais de 70 mil indivíduos de nove hospitais do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) — o equivalente ao SUS brasileiro —, acompanhados por uma década após a realização das tomografias. |
O grupo de maior risco identificado pela IA tinha 20 vezes mais chances de desenvolver insuficiência cardíaca do que o grupo de menor risco. Na prática, o primeiro grupo apresentava uma chance de 25% de desenvolver a condição em até 5 anos. A precisão geral do algoritmo foi de 86%.
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Quanto ao futuro… |
O principal problema enfrentado pelos sistemas de saúde é que o diagnóstico costuma chegar tarde, apenas quando o paciente já está hospitalizado e com um prognóstico irreversível. |
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Além disso, os pesquisadores trabalham para adaptar o sistema a qualquer tomografia de tórax, e não apenas as cardíacas. No entanto, isso é conversa para uma próxima edição. |
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APRESENTADO POR VACINAR |
Prevenir doenças é a decisão que mais impacta a produtividade de uma empresa |
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Segundo um estudo da PMC, até 75% dos funcionários já faltaram ao trabalho quando tiveram gripe ou doenças semelhantes. Esse dado revela um risco real para a saúde dos colaboradores e a produtividade das organizações. |
Pensando nisso, a Vacinar, clínica líder em vacinação corporativa com 28 anos de experiência, oferece protocolos de imunização personalizados para cada negócio. O serviço inclui logística simplificada, vacinação dentro da empresa e relatórios de acompanhamento, ajudando gestores a tomarem decisões mais estratégicas sobre a saúde do time. Solicite uma proposta e proteja sua equipe clicando aqui. |
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BELIEVE IT OR NOT |
Cientista brasileiro é uma das 100 pessoas mais influentes do mundo |
 | (Imagem: Time) |
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🇧🇷 Orgulho nacional! A revista Time incluiu o cientista Luciano Moreira na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2026, pelo desenvolvimento de um método nacional de combate à dengue. |
Pesquisador da Fiocruz e CEO da Wolbito do Brasil, Moreira dedicou mais de uma década de sua vida ao estudo da bactéria natural Wolbachia. |
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O objetivo é introduzi-la nos mosquitos Aedes aegypti para bloquear a transmissão de vírus como os da dengue, zika e chikungunya. |
Mas como isso funcionaria exatamente? |
A Wolbachia é uma bactéria naturalmente presente em cerca de 60% dos insetos do mundo, mas ausente no Aedes aegypti. |
Quando introduzida nos ovos do mosquito em laboratório, ela passa a ocupar espaço e recursos dentro das células do inseto, competindo diretamente com os vírus, o que dificulta a replicação viral. |
Além disso, a bactéria estimula o sistema imune do mosquito, tornando o ambiente interno ainda mais hostil aos patógenos. |
🩺 O resultado é simplesmente espetacular: um mosquito que pica as pessoas, mas não transmite a doença. |
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Quando falamos em números… |
Em Niterói, primeira cidade brasileira a receber o método em larga escala, os casos de dengue caíram 89% nas áreas de liberação. |
Hoje, o método já está ativo em 16 municípios brasileiros, com respaldo do Ministério da Saúde, e a fábrica de Curitiba produz 100 milhões de ovos de Wolbitos por semana. |
Isso corresponde a “proteger” 14 milhões de pessoas todos os anos. Agora, a meta é alcançar mais de 140 milhões na próxima década. |
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