BIG STORY |
O que está por trás da “febre” dos peptídeos? |
 | (Imagem: Nature) |
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| ❝ | | | Não sejas o primeiro a experimentar o novo, nem o último a descartar o antigo. |
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Apesar de a frase ser atribuída ao poeta britânico Alexander Pope, Sir William Osler, um dos maiores médicos da história, ficou conhecido por citá-la inúmeras vezes. |
A verdade é que o fenômeno das promessas milagrosas na medicina não é novo. Ele sempre existiu — e provavelmente sempre irá existir. |
O motivo é mais psicológico do que científico: a maioria das pessoas quer ouvir o que quer ouvir, e poucas escolhem esperar pelas melhores evidências disponíveis. |
E isso nos leva à atual febre dos peptídeos |
Eles prometem eliminar rugas, acelerar o ganho de massa muscular, destravar o metabolismo e até ajudar a curar lesões. |
Os peptídeos viraram o assunto do momento nas redes sociais, e isso, por si só, é algo positivo. O problema está na quantidade de (des)informação. |
Contextualizando… Peptídeos são moléculas formadas pelos mesmos blocos que constroem as proteínas: os aminoácidos. A diferença está no tamanho — peptídeos são cadeias mais curtas, geralmente com menos de 50 aminoácidos. Eles estão naturalmente presentes no corpo humano e desempenham funções essenciais, atuando como hormônios, neurotransmissores e até agentes antimicrobianos. A própria insulina é um exemplo de hormônio peptídico, assim como medicamentos como Ozempic e Mounjaro, que imitam hormônios intestinais envolvidos no controle do apetite e da glicemia. |
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Por esse motivo, a pergunta não deveria ser se peptídeos funcionam ou não, mas sim: “de que tipo de peptídeo estamos falando?” |
Quando influenciadores falam sobre o tema nas redes sociais, raramente estão se referindo a substâncias aprovadas para uso médico. Os nomes que circulam são outros: |
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A promessa é de regeneração de tecidos, ganho de massa muscular, emagrecimento e até reversão do envelhecimento. Mas, na prática, muitos desses compostos são vendidos com o rótulo de “apenas para uso em pesquisa”, ou seja, não são aprovados para consumo humano. |
Até o momento, alguns testes em cobaias chamam atenção e apresentam resultados positivos. No entanto, os efeitos ainda não foram confirmados em humanos. |
Portanto, não confie sua saúde a algo que ainda não foi validado por agências regulatórias sérias, como a FDA ou a Anvisa. |
O mundo já está cheio de quem quer lucrar com o desconhecimento alheio. Se informe — e não seja uma vítima. |
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RESEARCH |
Cientistas de Stanford revertem artrite em camundongos |
 | (Imagem: Pinterest) |
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Pesquisadores da Universidade de Stanford descobriram um novo tratamento capaz de regenerar cartilagem perdida pelo envelhecimento — e, em camundongos, até mesmo prevenir o desenvolvimento de artrite após lesões no joelho. |
Sobre a condição 🩺 A osteoartrite é o tipo mais comum de artrite e atualmente afeta 1 em cada 5 adultos ao redor do mundo. Ela ocorre quando a cartilagem das articulações se desgasta progressivamente, causando dor, rigidez e inchaço. Hoje, não existem medicamentos aprovados capazes de frear, interromper ou reverter esse processo. |
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A descoberta 🧬 |
Os cientistas identificaram uma proteína chamada 15-PGDH, que se torna mais abundante com o envelhecimento e prejudica a regeneração de tecidos. |
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Ao bloquear essa proteína em camundongos idosos, os pesquisadores observaram algo inesperado: a cartilagem desgastada voltou a crescer, recuperando espessura e função semelhantes às de uma cartilagem saudável. |
🔮 O futuro. A equipe testou o tratamento em amostras de cartilagem retiradas de pacientes durante cirurgias de substituição do joelho e, após apenas uma semana, o tecido começou a produzir nova cartilagem saudável. |
Além disso, uma versão oral do composto já está em testes clínicos para enfraquecimento muscular relacionado à idade. Ainda é cedo, mas a possibilidade de regenerar articulações sem cirurgia já anima os pesquisadores. |
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APRESENTADO POR ENSINO EINSTEIN |
Até 2030, o Brasil terá mais idosos que crianças |
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Como o profissional de saúde pode se preparar para esse cenário? Para responder a esse e vários outros desafios, o 11º Fórum Latino-Americano de Qualidade e Segurança na Saúde reúne grandes líderes para debater longevidade, IA e valor na saúde. |
Parceria entre o Ensino Einstein e o Institute for Healthcare Improvement (IHI), o encontro deste ano foca no "olhar para o paciente" para cocriar modelos de saúde mais inclusivos, seguros e integrados. |
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BELIEVE IT OR NOT |
USP registra incidente radioativo com tecnécio-99 |
 | (Imagem: gov.br) |
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Sim, você leu certo. Dois trabalhadores tiveram contato com tecnécio-99 durante a manutenção de um equipamento do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares da USP. |
O incidente ocorreu durante a retirada de sensores biológicos de uma autoclave, usada na produção de radiofármacos e em exames de imagem. |
Sobre a substância ☢️ O tecnécio-99 é um metal radioativo produzido principalmente como subproduto da operação de reatores nucleares. Sua variante de vida curta, o tecnécio-99m, é injetada em pacientes e funciona como um marcador: câmeras especiais captam sua radiação e formam imagens do interior do corpo. Por esse motivo, é o isótopo médico mais usado no mundo em exames diagnósticos por imagem. |
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O risco está ligado à capacidade da radiação de danificar o DNA das células. |
Em exposições baixas e controladas, como em exames médicos, esse dano é mínimo e reparado naturalmente pelo organismo. Já a contaminação interna, quando partículas radioativas são inaladas ou ingeridas, é mais grave: a radiação passa a agir continuamente, de dentro para fora, aumentando o risco de mutações celulares a longo prazo.
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No caso dos dois trabalhadores do IPEN, os exames de corpo inteiro descartaram contaminação interna. As contagens detectadas foram baixas e a exposição ficou restrita à área controlada do Centro de Radiofarmácia. |
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