BIG STORY |
O segredo que ficou guardado em 68 caixas |
 | (Imagem: Veja Saúde) |
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“Eles sabiam”. Na última semana, essa frase foi repetida milhares de vezes em Nova York. O motivo é que a prefeitura da cidade decidiu liberar mais de 170 mil páginas de registros inéditos sobre a qualidade do ar após os ataques de 11 de setembro de 2001. |
O material estava em 68 caixas guardadas em um escritório municipal, encontradas no ano passado. |
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Os documentos mostram que autoridades municipais já sabiam que o ar ao redor do Ground Zero, nome dado ao terreno onde ficavam as torres, era insalubre, mesmo garantindo o contrário ao público. |
Entre eles estão dados de contaminação coletados nos dias seguintes aos ataques e relatórios de qualidade do ar; Há também mensagens internas em que funcionários temem a responsabilização legal da cidade pela exposição.
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O que aconteceu? |
O desabamento das torres pulverizou concreto e vidro, criando uma nuvem de material particulado, partículas finas o bastante para chegar ao fundo do pulmão. |
🩺 Essa poeira era altamente alcalina, com pH próximo ao de produtos de limpeza pesados, além de carregar sílica, amianto, fibra de vidro e metais pesados. |
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Inalada por semanas, ela inflamava sem parar a mucosa das vias aéreas e do esôfago. O resultado aparece no programa federal de saúde criado para essas vítimas: |
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E agora? |
A cidade reservou US$ 34 milhões para colocar os documentos em um portal público, depois de anos de pressão dos socorristas e de uma ação movida pelo grupo 9/11 Health Watch. |
Segundo o fundo de compensação às vítimas, as mortes por doenças ligadas à exposição já superaram as 2.977 pessoas que morreram no dia dos atentados. |
E, como muitos cânceres levam décadas para aparecer, os diagnósticos seguem surgindo. Ou seja, 25 anos depois, o 11 de Setembro ainda não acabou. |
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RESEARCH |
Carne processada entra no radar do câncer |
 | (Imagem: Pinterest) |
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Um novo estudo internacional com mais de 450 mil pessoas associou o consumo frequente de carne processada a maior risco de câncer de estômago e de esôfago. |
A pesquisa acompanhou os participantes por mais de 14 anos e foi publicada no International Journal of Cancer. |
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Tá, mas o que uma coisa tem a ver com a outra? Carnes processadas levam nitritos e nitratos, conservantes que barram bactérias e mantêm a cor rosada. |
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O preparo em altas temperaturas gera outros compostos com efeito parecido, e o excesso de sal irrita essa mesma camada de forma crônica. |
🩺 Célula inflamada e DNA danificado por anos seguidos é justamente o terreno em que um tumor costuma começar. |
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De acordo com os resultados da pesquisa, cada 30 gramas a mais de carne processada por dia foi associado a 9% mais risco de câncer gástrico. |
Para o adenocarcinoma de esôfago, que é um tumor que nasce nas células produtoras de muco, o aumento a cada 30 gramas foi de 13%. A associação apareceu mais forte no tipo intestinal, subtipo mais comum de câncer gástrico e o mais ligado a fatores ambientais.
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Por fim, o consumo de carne vermelha não processada não mostrou relação relevante com os tumores. |
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APRESENTADO POR AFYA |
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BELIEVE IT OR NOT |
Dois em cada três estudantes de medicina têm sintomas de depressão |
 | (Imagem: WHYY) |
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Quem cuida de quem irá cuidar? Essa foi a pergunta central levantada por uma nova pesquisa publicada na Brazilian Journal of Psychiatry. |
O levantamento ouviu 1.026 alunos de 74 faculdades públicas e privadas brasileiras, do primeiro ao sexto ano. |
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Usando questionários de rastreio que medem a intensidade dos sintomas, os pesquisadores encontraram números bem acima do esperado. |
Ao todo, 66% dos estudantes apresentaram sintomas de depressão de moderada a grave; 50,5% relataram ansiedade no mesmo nível; Para fins de comparação, as médias globais entre estudantes de medicina que apresentam sintomas de depressão e de ansiedade durante a formação médica são de 27,2% e 33,8%, respectivamente.
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O que mais pesa 🔍 |
O estressor mais citado foi a falta de tempo, seguido por desempenho acadêmico, relacionamentos e dificuldades de aprendizagem. |
🩺 Cotistas e bolsistas relataram a pior percepção de saúde mental, algo que os autores associam a pressões socioeconômicas e de adaptação. |
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Por outro lado, o mesmo estudo apontou “fatores protetores”. Dentre os que mais se destacaram, estavam: |
Colaboração entre colegas; Clima acadêmico positivo; Boa relação com os professores e programas de mentoria.
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Caso você seja estudante, de 1 a 5, como avalia a sua saúde mental na faculdade de medicina? (1 é a pior nota, 5 é a melhor.) |
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