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BIG STORY |
Drogas recreativas aumentam risco de AVC |
 | (Imagem: Dr House) |
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Pesquisadores da Universidade de Cambridge concluíram que as drogas recreativas cannabis, cocaína e anfetaminas aumentam significativamente o risco de AVC. |
O estudo, publicado no International Journal of Stroke, apresenta evidências genéticas que indicam uma ligação causal — não apenas correlação. |
Sobre a condição 🩺 O acidente vascular cerebral (AVC) ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é interrompido ou reduzido, impedindo que as células nervosas recebam oxigênio e nutrientes essenciais. Isso pode acontecer por: → Obstrução de um vaso sanguíneo por um coágulo (AVC isquêmico). → Ruptura de um vaso, causando sangramento no cérebro (AVC hemorrágico). Sem atendimento rápido e adequado, essas alterações podem levar à morte de neurônios e causar déficits neurológicos permanentes. |
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O que dizem os números? |
Drogas como a cocaína aumentam o risco de AVC em 96%. As anfetaminas aumentam esse risco em 122%. A cannabis aumentou esse risco em 37%.
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Cada droga apresentou um padrão específico de risco. |
A cocaína foi mais associada à hemorragia cerebral e AVC cardioembólico, um tipo em que um coágulo se forma no coração e viaja para o cérebro, bloqueando o fluxo sanguíneo. |
A cannabis, por sua vez, esteve mais associada ao AVC de grandes artérias, onde placas ou coágulos obstruem vasos principais que irrigam o cérebro. |
As anfetaminas aumentam o risco geral de AVC, possivelmente por causarem picos súbitos e intensos de pressão arterial. |
🩺 Por fim, o uso excessivo de álcool foi associado ao aumento do risco de AVC cardioembólico e de grandes artérias. |
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A metodologia |
equipe do Departamento de Neurociências Clínicas da Universidade de Cambridge realizou, inicialmente, uma meta-análise de estudos que abrangeram mais de 100 milhões de pessoas. |
Na prática, esse modelo de estudo combina e analisa dados de diversas pesquisas independentes para identificar padrões e aumentar o poder estatístico das conclusões. |
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Agora, os pesquisadores sugerem que essas drogas aumentam o risco de AVC por causarem picos repentinos na pressão arterial, espasmos nos vasos sanguíneos e problemas no ritmo cardíaco. |
Mais do que nunca, as evidências apontam para a necessidade de campanhas educativas — especialmente entre jovens que se consideram de “baixo risco”. |
A mensagem é clara: o uso recreativo de drogas pode ter consequências cardiovasculares graves. |
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RESEARCH |
Multivitamínico diário pode desacelerar o envelhecimento biológico |
 | (Imagem: Shore Physicians Group) |
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Um novo estudo, publicado na revista Nature Medicine, defendeu a seguinte tese: ”tomar um multivitamínico diariamente por dois anos desacelerou o envelhecimento biológico em adultos em cerca de quatro meses, em comparação com aqueles que não o tomaram." |
O efeito foi mais pronunciado em pessoas que já apresentavam sinais de envelhecimento biológico acelerado — ou seja, cuja idade biológica calculada era superior à sua idade cronológica. |
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Como isso foi medido? |
Os cientistas analisaram amostras de sangue de 958 participantes saudáveis do estudo COSMOS, um ensaio clínico randomizado nos Estados Unidos, com idade média de 70 anos. |
Para calcular as idades biológicas, a equipe analisou cinco "relógios" epigenéticos nas amostras de sangue: |
Esses relógios são biomarcadores que medem a metilação do DNA, padrões de marcadores moleculares no DNA, em locais específicos do genoma. Os níveis de metilação aumentam ou diminuem em locais específicos de maneira relativamente previsível com a idade.
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Os pesquisadores descobriram que tomar um multivitamínico diário desacelerou significativamente os marcadores de envelhecimento em 2 dos 5 relógios — ambos podem ser usados para indicar risco de mortalidade. |
Ainda assim, vale lembrar que o estudo mediu apenas marcadores biológicos e não desfechos clínicos concretos, como doenças ou longevidade real. Afinal, o tempo de acompanhamento foi de 2 anos. |
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BELIEVE IT OR NOT |
1 em cada 3 americanos admite dificuldade em pagar por saúde |
 | (Imagem: Axios) |
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Aproximadamente 1 em cada 3 adultos americanos afirma ter feito concessões para pagar por cuidados de saúde no último ano, incluindo racionar, pular medicamentos ou pedir dinheiro emprestado. |
Já uma segunda pesquisa do grupo descobriu que quase 1 em cada 10 adultos adiou a aposentadoria devido aos custos de saúde. |
A primeira foi realizada de junho a agosto do ano passado e incluiu quase 20.000 adultos. A segunda ocorreu vários meses depois, de outubro a dezembro, e contou com mais de 5.600 adultos. |
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Os números não mentem: |
Pouco mais de um quarto dos entrevistados disse que atrasou tratamento cirúrgico ou médico, enquanto 14% adiaram a compra de uma casa nova. Cerca de um terço — equivalente a mais de 82 milhões de americanos — afirmou que precisou cortar pelo menos uma despesa diária para cobrir suas contas de saúde. Por fim, 11% dos adultos americanos — ou 29 milhões de pessoas — foram categorizados como "desesperados por custo" em 2024, comparado a 8% em 2021.
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🔮 A situação deve piorar nos próximos anos. Milhões de pessoas devem perder o seguro após o Legislativo aprovar mais de US$ 1 trilhão em cortes ao apoio federal para saúde. |
Além disso, o Congresso permitiu que os subsídios do Affordable Care Act — lei de 2010 que subsidiava planos de saúde para famílias de baixa e média renda — expirassem no final do ano passado. |
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