BIG STORY |
Afastamentos por burnout crescem mais de 800% em 4 anos |
 | (Imagem: Pinterest) |
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🧠 Números que assustam. Dados do Ministério da Previdência Social revelam que os afastamentos por burnout no Brasil cresceram 823% entre 2021 e 2025. |
Em 2021, foram concedidos 823 benefícios por incapacidade temporária causados por esgotamento profissional. Em 2025, esse número saltou para 7.595 — quase nove vezes mais em um período de apenas quatro anos.
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As denúncias relacionadas à saúde mental no trabalho, registradas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), também dispararam — de 190 para 1.022 no mesmo período. |
O que explica o fenômeno? |
Se tivéssemos uma resposta definitiva, estaríamos mentindo. Mas existem algumas hipóteses. Só que, antes de mais nada, é importante entender a condição. |
🩺 O burnout é uma síndrome ocupacional reconhecida pela Organização Mundial da Saúde, causada pela exposição prolongada ao estresse crônico no trabalho. |
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No cérebro, isso desregula o eixo do cortisol, o principal hormônio do estresse, comprometendo funções como memória, concentração e regulação emocional. |
O resultado é um esgotamento físico e mental que não desaparece com descanso, diferente do cansaço comum após um dia difícil. |
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É uma condição acumulativa e silenciosa, que costuma chegar devagar até o momento em que o corpo simplesmente decide parar. |
🩺 Entre as possíveis explicações para o aumento dos afastamentos por burnout estão jornadas excessivas, metas inalcançáveis, falta de autonomia, assédio moral e ambientes tóxicos — todos combustíveis do esgotamento. |
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Além disso, o modelo híbrido e o home office, ao dificultarem a desconexão do trabalho, intensificaram ainda mais o quadro. |
A hiperconectividade digital apagou a fronteira entre trabalho e descanso, com notificações, e-mails e cobranças invadindo o tempo que o organismo precisaria para se recuperar. |
Some tudo isso a uma cultura que ainda glorifica a produtividade acima do bem-estar, e você tem a fórmula perfeita para adoecer em silêncio. |
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GAME DO ESTAGIÁRIO |
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RESEARCH |
Homem volta a produzir esperma com tecido testicular congelado na infância |
 | (Imagem: Science Alert) |
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Pesquisadores do Hôpital Universitaire de Bruxelles realizaram, pela primeira vez na história, o transplante bem-sucedido de tecido testicular criopreservado da infância. |
Ainda bebê, o paciente foi diagnosticado com anemia falciforme, uma doença sanguínea hereditária que exige quimioterapia para ser tratada. |
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Antes de iniciar o tratamento, aos 10 anos, um dos seus testículos foi removido e congelado para uso futuro. |
Quatorze anos depois, em 2022, ele retornou à clínica com o desejo de ter filhos… mas havia um problema: nenhum espermatozoide viável foi encontrado no testículo remanescente. |
A solução veio do material guardado 🩺 |
Em 2025, como parte de um ensaio clínico, o paciente recebeu oito enxertos do tecido testicular congelado na infância: quatro dentro do testículo e quatro no escroto. |
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Por que isso importa? A quimioterapia e a radioterapia salvam milhões de crianças ao redor do mundo. O problema é que esses tratamentos também comprometem a fertilidade futura. |
🩺 Para se ter uma ideia, cerca de um terço dos homens tratados na infância não produz espermatozoides na vida adulta. |
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Antes da puberdade, o congelamento convencional de esperma não é possível, pois o corpo ainda não produz versões maduras. |
No entanto, os testículos já contêm as chamadas células-tronco espermatogoniais, com potencial de se tornarem espermatozoides no futuro — e foi exatamente isso que os pesquisadores de Bruxelas aproveitaram. |
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APRESENTADO POR MSD |
Uma tarefa simples limitada pelo HAP: |
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Para muitos, o cansaço ao subir degraus é associado ao sedentarismo. Mas, para quem convive com a Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), essa tarefa simples revela a gravidade de uma doença rara e progressiva. ¹,² |
Ao afetar os vasos do pulmão, a HAP sobrecarrega o coração a níveis extremos, transformando o fôlego em um recurso escasso. Por ser silenciosa e ter sintomas comuns, o diagnóstico precoce é o que muda o jogo. A MSD segue ampliando a conversa sobre essa condição. ¹,² |
👉 Entenda a gravidade e os sinais da HAP. |
Confira todas as referências. |
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BELIEVE IT OR NOT |
Por que ficamos irritados quando estamos com fome? |
 | (Imagem: Friends) |
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Você já ficou impaciente, irritado ou até agressivo um pouco antes de almoçar? Isso acontece frequentemente com o editor-chefe. E quando o estagiário fez besteira então… Sai de baixo. risos. |
Brincadeiras à parte, esse fenômeno é chamado de hangry, fusão de hungry (faminto) e angry (bravo), em inglês.
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Agora, um novo estudo, publicado na revista The Lancet eBioMedicine, trouxe uma descoberta importante: essa resposta biológica depende da consciência de que se está com fome. |
Sobre o fenômeno |
Quando ficamos sem comer, os níveis de glicose no sangue caem e o cérebro, que depende dela como combustível, entra em estado de alerta. |
Em resposta, o organismo libera hormônios como cortisol e adrenalina, os mesmos envolvidos em situações de estresse. |
🩺 Consequentemente, esses hormônios reduzem a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções, o que resulta em menos paciência e mais irritação. |
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Mas isso varia de acordo com a pessoa. O estudo apresenta um conceito central chamado de “interocepção”, que é a capacidade do sistema nervoso de sentir e interpretar os sinais internos do próprio corpo. |
A pesquisa demonstrou que pessoas com maior precisão interoceptiva, ou seja, que “escutam” melhor o próprio corpo, apresentam menor oscilação emocional.
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O risco, portanto, está na desconexão: quem não identifica a fome como origem do desconforto tende a atribuir o mal-estar a causas externas. |
Como prevenir? |
A chave, segundo os especialistas ouvidos no estudo, é a estabilidade glicêmica — e alguns hábitos simples ajudam muito: |
Evite carboidratos isolados: combine sempre com proteína, fibra e gordura de boa qualidade; Fique atento aos sinais difusos de fome: cansaço, dificuldade de concentração e irritação indicam que o cérebro está operando com baixa energia.
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Por fim, pratique a atenção plena nas refeições. Comer sem tela e mastigar devagar melhora a forma como o cérebro interpreta os sinais metabólicos. |
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