BIG STORY |
Um crime ocorreu… e os suspeitos são gêmeos idênticos |
 | (Imagem: The Independent) |
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Não, não estamos falando do filme Lendas do Crime (foto acima), baseado na história de Reggie Kray e Ron Kray, irmãos gêmeos idênticos que, na década de 1960, se tornaram notórios gângsters. |
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Acontece que, no mês passado, uma investigação levantou a seguinte questão: certos testes de DNA conseguem revelar qual dos gêmeos é o culpado, já que os exames convencionais não chegaram a uma conclusão? |
O motivo: os homens são gêmeos monozigóticos, resultado de um único óvulo que se divide em dois após ser fertilizado, o que significa que eles têm o mesmo DNA. |
Mas… três novas técnicas podem resolver essa questão. |
A primeira é o sequenciamento completo do genoma, que pode identificar diferenças causadas por mutações ocorridas após a divisão do óvulo. Essas mudanças são raras, mas existem. |
🩺 Um estudo de 2014 identificou cinco mudanças genéticas em um par de gêmeos adultos. Em casos raros, a técnica ajudou tribunais a distinguir entre gêmeos. |
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A segunda envolve uma análise de DNA mitocondrial (mtDNA). Comparado ao DNA nuclear, ele sofre mutações com mais frequência, o que torna mais provável haver diferenças entre gêmeos. |
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Já a mais promissora envolve a detecção de mudanças epigenéticas. A técnica analisa a metilação: a adição de grupos químicos (metil) ao DNA que funcionam como “interruptores”, ligando ou desligando genes sem alterar a sequência genética em si. |
Essas marcas epigenéticas são influenciadas por fatores ambientais e comportamentais, como dieta, tabagismo, álcool e estresse, acumulando-se de maneira distinta em cada gêmeo. |
No ano passado, cientistas sul-coreanos identificaram cinco locais específicos de metilação que variam entre gêmeos e conseguiram diferenciar 50 de 54 pares de recém-nascidos. Quando repetiram o experimento em adultos, conseguiram diferenciar 105 de 118 pares de gêmeos.
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Voltando ao caso da França… |
Por enquanto, não há informações sobre a aplicação dessas técnicas avançadas foi realizada no caso dos irmãos gêmeos. |
Embora as tecnologias existam e demonstrem eficácia em estudos científicos, ainda enfrentam desafios práticos de custo e tempo nas áreas de ciência forense. |
À medida que se tornam mais acessíveis, podem finalmente resolver esses raros — porém complexos — dilemas da justiça criminal. |
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RESEARCH |
Cientistas identificam sinal de alerta anos antes do câncer de pâncreas |
 | (Imagem: Daily Mail) |
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Possível avanço? Cientistas identificaram um “sinal de alerta precoce” celular para um tipo específico de câncer de pâncreas, que surge anos antes dos sintomas. |
Pesquisadores identificaram que células pré-cancerígenas no pâncreas formam pequenos grupos, ou “vizinhanças”, dentro do tecido. |
O estudo, publicado na revista Gastroenterology, oferece insights importantes que podem levar a métodos de detecção mais precoces, quando o tratamento é mais eficaz. |
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Sobre a condição 🩺 |
O adenocarcinoma ductal pancreático (PDAC) permanece entre as malignidades mais letais, com taxa de sobrevida em cinco anos inferior a 12%. |
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Embora o PDAC represente aproximadamente 3% de todos os cânceres, projeta-se que se tornará a segunda principal causa de morte relacionada ao câncer nos Estados Unidos até 2030. |
Um dos problemas centrais da condição é justamente a localização anatômica do pâncreas: ele fica profundamente dentro do corpo, atrás do estômago. |
🩺 Isso faz com que tumores cresçam silenciosamente, sem serem detectados em exames físicos convencionais. |
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Devido ao tamanho relativamente pequeno do órgão, profissionais de saúde frequentemente não conseguem detectar tumores pancreáticos em exames físicos de rotina. |
Na prática, esse conjunto de fatores cria barreiras para a intervenção precoce, fazendo com que a maioria dos pacientes seja diagnosticada apenas quando a doença já está em estágio avançado. |
Com essa descoberta, abre-se caminho para o desenvolvimento de novos testes de rastreamento capazes de identificar essas “vizinhanças” celulares suspeitas anos antes da formação do tumor. |
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WOMEN HEALTH |
Mulheres ganham menos e lideram casos de burnout |
 | (Imagem: Belly and Love Women’s care) |
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Segundo dados do IBGE e do Dieese, mulheres recebem 21% menos que homens na mesma função e concentram cerca de 60% dos diagnósticos de Síndrome de Burnout no país. |
O cenário ocorre em meio ao recorde de 546 mil afastamentos por transtornos mentais registrados no Brasil. |
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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Síndrome de Burnout é caracterizada por esgotamento físico, emocional e mental causado por estresse crônico no trabalho. |
Frequentemente, mulheres são mais suscetíveis devido à chamada jornada tripla: trabalho formal, doméstico e cuidado familiar. |
Com o tempo, a pressão acumulada, sem períodos adequados de recuperação, pode causar um colapso progressivo da capacidade de lidar com demandas, resultando no burnout. |
Ainda existe a questão da maternidade |
Dados de uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) indicam que 48% das mulheres perdem o emprego até dois anos após o parto. |
O motivo: a maternidade ainda é tratada como “custo” por parte das empresas, o que leva profissionais a silenciarem demandas relacionadas à saúde e ao equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. |
Além disso, questões relacionadas ao ciclo menstrual, por exemplo, ainda não costumam integrar programas corporativos de saúde. |
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Como resolver isso? Não há resposta simples; contudo, a solução pode envolver alguns pontos: |
Programas de acolhimento no pré-parto e no pós-parto. Políticas de flexibilidade para períodos de maior vulnerabilidade física; Ações efetivas de combate ao racismo corporativo.
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O sofrimento relacionado ao trabalho não deveria ser naturalizado. E, quando os números mostram que ele afeta desproporcionalmente um grupo específico, vale a pena prestar atenção. |
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