BIG STORY |
Quatro em cada dez casos de câncer são evitáveis |
 | (Imagem: Axios) |
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Uma nova pesquisa da Organização Mundial da Saúde revelou que quase 4 em cada 10 casos de câncer registrados em 2022 estavam ligados a fatores evitáveis — ou seja, 7,1 milhões de diagnósticos poderiam ter sido evitados. |
O estudo foi publicado na revista Nature Medicine e analisou 36 tipos de câncer em 185 países. |
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Por definição, o estudo considerou exposições ou práticas cotidianas modificáveis como “fatores evitáveis” para o surgimento da doença. Alguns exemplos: |
Uso de tabaco e poluição atmosférica; Consumo de álcool; Falta de vacinação; Obesidade e sedentarismo; Exposição à radiação ultravioleta.
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Na prática, são aspectos que podem ser alterados por políticas públicas, mudanças de estilo de vida ou acesso ampliado a vacinas e exames. |
🩺 Dentre todos os fatores listados, dois foram elencados como os principais: tabagismo e infecções. No entanto, “o primeiro lugar” varia de acordo com o país. |
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 | (Imagem: OMS) |
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Um exemplo claro é a alta incidência de câncer de colo do útero em países da América Latina e da África Subsaariana. |
🩺 Mesmo com vacinas eficazes contra o HPV, a doença ainda mata mais de 30 mil mulheres por ano só na região latino-americana. |
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Outro dado que chama atenção é que o câncer de pulmão, fortemente ligado ao tabaco e à poluição, afeta homens e mulheres de forma diferente. |
Embora os fatores de risco sejam semelhantes, o número de casos entre os homens (1,3 milhão) é quase três vezes maior do que entre as mulheres (477 mil). |
 | (Imagem: Waffle Studios) |
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Em outras palavras: embora os fatores estejam identificados, a vulnerabilidade ao câncer permanece profundamente desigual. |
O que tirar disso? |
Mudar hábitos salva vidas — e quanto antes, melhor. A prevenção começa com escolhas individuais. No entanto, ela depende de políticas sérias que garantam vacinas, ambientes limpos e acesso ao diagnóstico precoce. |
A pergunta que fica é: vamos transformar esses dados em ação ou continuar ignorando o que pode ser evitado? |
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GAME DO ESTAGIÁRIO |
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RESEARCH |
Startup de Stanford desenvolve pulseira que monitora o ciclo menstrual |
 | (Imagem: Clair) |
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A saúde hormonal feminina está prestes a ganhar um novo aliado: a startup Clair está desenvolvendo um dispositivo vestível que promete revolucionar o monitoramento contínuo de hormônios de forma não invasiva, prática e privada. |
O objetivo é ambicioso, mas necessário: oferecer às mulheres um recurso confiável para entender variações hormonais que impactam não só a fertilidade, mas também o humor, o metabolismo, a energia e o bem-estar. |
A ideia surgiu em 2024, quando Jenny Duan e Abhinav Agarwal se conheceram e começaram a desenhar o projeto. Nos meses seguintes, o que era um esboço tornou-se produto. |
Como funciona o acessório da Clair? |
A pulseira utiliza sensores de biofluidos que detectam pequenas moléculas hormonais presentes no suor, como estrogênio e progesterona. |
Esses sinais químicos são convertidos em dados digitais e analisados diretamente no aplicativo do celular, sem necessidade de coletar sangue. |
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Com isso, a usuária recebe alertas e interpretações personalizadas sobre seu equilíbrio hormonal, tudo de forma contínua, discreta e indolor. |
🔮 Looking forward: os próximos passos incluem testes clínicos em parceria com a Stanford Medicine e o processo de aprovação junto à FDA, que é o equivalente à ANVISA nos Estados Unidos. |
A meta é transformar a pulseira em uma ferramenta médica confiável, acessível e validada cientificamente. |
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APRESENTADO POR FACULDADE SÍRIO-LIBANÊS |
Seu cérebro aperta o “esvaziar lixeira” pra 90% do que você aprende |
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Estudos de neurociência mostram que, sem aplicação prática, retemos apenas 10% de uma nova informação após 30 dias. |
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É por isso que a Faculdade Sírio-Libanês prioriza aulas práticas e visitas técnicas no seu próprio hospital. E pra dar um empurrãozinho nesse começo de ano, os cursos de pós-graduação estão com 30% OFF na Semana da Saúde. |
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CASE DE SUCESSO |
O fim do chumbo na gasolina funcionou — e a prova está no nosso cabelo |
 | (Imagem: physicians.org) |
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Sim, você leu certo. Cientistas da Universidade de Utah analisaram amostras de cabelo de moradores do estado desde 1916 e constataram um dado marcante: |
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O estudo — publicado na revista PNAS — analisou cabelos antigos e recentes de moradores de Utah, incluindo fios guardados por famílias. |
Por que isso importa? |
O chumbo é um neurotóxico que atravessa barreiras do organismo e interfere no funcionamento das células nervosas. |
Em crianças, mesmo exposições mínimas podem reduzir o QI, causar dificuldades de aprendizado e provocar distúrbios de comportamento. Em adultos, afeta o coração e os rins, acelera o envelhecimento hormonal e, mais grave, não existe nível seguro — os danos são acumulativos e podem durar uma vida inteira.
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Os EUA estavam imersos em chumbo: era encontrado no ar, na água, nas tintas, nas tubulações e, principalmente, nos escapamentos dos carros. |
O metal era adicionado à gasolina para melhorar o desempenho dos motores, mas seus efeitos tóxicos — especialmente no cérebro infantil — foram ignorados por décadas. |
Os números comprovam a melhora: antes das regulações, os níveis ultrapassavam 100 partes por milhão (ppm). Hoje, estão abaixo de 1 ppm — uma mudança com reflexo direto na saúde pública. |
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