BIG STORY |
Genes podem prever quanto você vai emagrecer com Ozempic e Mounjaro |
 | (Imagem: Axios) |
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💉Surpreendente. Um novo estudo publicado na revista Nature revelou que variantes genéticas podem influenciar diretamente a quantidade de peso perdida com as “canetas emagrecedoras”. |
A pesquisa foi conduzida pela 23andMe, empresa de genética com um dos maiores bancos de DNA do mundo, e analisou dados de 27.885 pessoas que usaram os medicamentos. |
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Os pesquisadores identificaram que pessoas com uma variante no gene GLP-1R perderam, em média, até 1,5 kg a mais do que aquelas sem essa mutação. |
Esse gene codifica os receptores de GLP-1 no organismo — o mesmo alvo dos medicamentos como Ozempic e Wegovy. Ou seja, quem tem essa variante responde melhor ao tratamento. |
Dependendo da ascendência do indivíduo, ela pode ser mais ou menos comum. Por exemplo: |
Estima-se que a variante esteja presente em 40% dos indivíduos com ascendência europeia. Em afrodescendentes, essa prevalência é de aproximadamente 7%.
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Já outra variante, no gene GIPR, foi associada a maior probabilidade de efeitos colaterais — como náuseas e vômitos — especificamente com o Mounjaro e o Zepbound. |
Por que isso importa? |
Hoje, médicos estimam que cerca de 10% a 15% dos pacientes perdem menos de 5% do peso corporal com esses medicamentos. |
Na prática, esses resultados podem ser frustrantes para quem paga milhares de reais do próprio bolso pelo tratamento completo. |
🩺 No futuro, um teste genético poderia orientar qual medicamento escolher — e, claro, o que esperar dele. |
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Mas é preciso ir com calma. Apesar dos resultados animadores, os próprios autores da pesquisa reconhecem que ainda é cedo para usar esses testes na prática clínica. |
Os efeitos identificados são modestos, e fatores genéticos explicam apenas parte da variação entre os pacientes. |
Em outras palavras, trata-se de “um passo importante para entender a variabilidade”, mas as evidências, por ora, ainda não são suficientes para guiar decisões rotineiras. |
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RESEARCH |
“Anvisa dos EUA” quer usar IA para acelerar estudos clínicos |
 | (Imagem: Axios) |
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A FDA, agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, anunciou uma iniciativa para usar inteligência artificial no monitoramento de ensaios clínicos em tempo real. |
Além de melhorar a qualidade e precisão da análise em si, isso pode ser um divisor de águas para um dos principais obstáculos da inovação em saúde: o tempo. |
Contextualizando… Atualmente, um novo medicamento leva, em média, entre 10 e 12 anos para chegar ao mercado. Parte significativa desse tempo é simplesmente burocracia: Dados coletados nos centros de pesquisa são enviados aos fabricantes; Esses fabricantes os analisam e depois submetem os dados à FDA, um processo lento, em etapas, com longas pausas entre as fases.
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Segundo a própria agência, a expectativa é de que a inteligência artificial possa reduzir em até 40% o tempo total de desenvolvimento dos fármacos. |
Tá, mas como vai funcionar? |
A FDA já iniciou dois estudos piloto com monitoramento em tempo real: um com um medicamento da AstraZeneca para linfoma; outro da Amgen para carcinoma pulmonar. |
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Se o projeto confirmar os resultados, pacientes que hoje esperam anos por um novo tratamento podem passar a esperar muito menos. Ainda assim, o desafio segue sendo fazer isso sem que nenhum critério de segurança seja sacrificado no caminho. |
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APRESENTADO POR MSD |
O que é a HAP? |
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Quando se fala em hipertensão, o pensamento vai direto ao sal e ao manguito no braço. Mas a Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) é uma condição diferente. Essa condição é caracterizada por alterações nas artérias pulmonares, comprometendo o fluxo sanguíneo.¹ |
O resultado? O coração precisa fazer uma força desproporcional para bombear o sangue, causando falta de ar, fadiga, dispneia entre outros sintomas.¹,² |
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Como os sintomas costumam ser inespecíficos, o diagnóstico precoce e preciso é fundamental para garantir o tratamento mais adequado a cada paciente. ¹ |
A MSD segue ampliando a conversa sobre essa condição. 👉 Saiba mais sobre a HAP aqui. |
Referências utilizadas |
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BRAZIL HEALTH |
Quase mil médicos sofreram agressão no Rio de Janeiro desde 2018 |
 | (Imagem: Pinterest) |
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Segundo o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), entre 2018 e 2025, foram registrados 987 casos de agressão contra médicos no exercício profissional no estado. |
Desse total, 717 ocorreram em unidades públicas e 270 em unidades privadas. Com 459 registros, as agressões verbais lideram as estatísticas, seguidas por assédio moral (208) e agressão física (89). |
O levantamento também revelou que a maioria das vítimas é composta por médicas. |
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O que está por trás disso? |
Segundo o presidente do Cremerj, os dados evidenciam uma realidade que não pode mais ser ignorada: profissionais na linha de frente, cuidando da população, mas sem condições mínimas de segurança para exercer sua função. |
🩺 A violência é, na maioria das vezes, fruto de uma frustração mal direcionada, pois a população responsabiliza o profissional pelas falhas estruturais do próprio sistema de saúde. |
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No entanto, o cenário não é exclusivo do Rio de Janeiro. O Conselho Federal de Medicina (CFM) registrou um aumento de 68% na violência contra médicos em todo o Brasil na última década. |
O levantamento apontou que 2024 foi o pior ano da série histórica, com mais de 4.500 boletins de ocorrência por agressões. |
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