BIG STORY |
A Gen Z está ficando de fora de ensaios clínicos — e isso é um problema |
 | (Imagem: Rett Syndrome Research) |
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Você já se perguntou: como a ciência é feita? Como medicamentos são criados? Como diretrizes de tratamento são idealizadas? |
A verdade é que não existe uma regra única, além de tratar-se de um processo consideravelmente complexo. No entanto, na maioria das vezes, o desenvolvimento envolve uma hipótese que é posta à prova em testes com seres humanos — e é exatamente aí que mora o problema. |
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Em outras palavras… |
A ciência médica avança, mas sem ouvir a parcela da população nascida entre os anos de 1997 e 2012. |
Segundo a pesquisa, esse público representa apenas 4,4% dos participantes de pesquisas clínicas. Contudo, representa 8% da população total. |
 | (Imagem: Waffle Studios) |
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A lacuna não é pequena. Entre 2021 e 2024, pouco mais de 32 mil jovens entre 18 e 24 anos participaram de estudos médicos. |
Curiosamente, idosos com mais de 85 anos, que representam apenas 2% da população, participaram na mesma proporção. |
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Por que isso importa? |
Por volta de 45% dos jovens nessa faixa etária já convivem com alguma condição crônica, seja física ou mental. |
Isso significa que quase metade dos jovens convive com condições como diabetes, asma, depressão ou obesidade, mas ainda assim estão sub-representados nos testes clínicos.
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Como o metabolismo e o funcionamento do organismo variam significativamente nessa etapa da vida, os tratamentos podem ter efeitos diferentes em comparação com adultos mais velhos. |
🩺 Sem a participação adequada de jovens nas pesquisas, corre-se o risco de desenvolver terapias que não atendem plenamente às necessidades desse grupo. |
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E agora? |
A comunidade científica como um todo concorda que é preciso pensar em novas estratégias para atrair a Gen Z para as pesquisas. Afinal, participar de estudos não exige estar doente. |
Em muitos casos, são comparados dados de quem tem uma condição com os de quem não tem — e isso contribui para diagnósticos mais precisos e tratamentos personalizados. |
Fato é: se a geração Z quiser um sistema de saúde que os entenda, ela precisa fazer parte da conversa. |
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GAME DO ESTAGIÁRIO |
Quantos ossos tem o corpo humano adulto, em média? |
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RESEARCH |
Eu deveria conhecer melhor as minhas fezes? |
 | (Imagem: AOL) |
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👀 Tendência que veio para ficar? Com promessas de autoconhecimento, longevidade e soluções para doenças crônicas, os testes de microbioma intestinal viraram febre no mercado de wellness. |
Esses kits prometem revelar o “universo bacteriano” presente no seu intestino — e, com isso, orientar decisões sobre dieta, suplementos e estilo de vida. |
Como funcionam os testes? |
O usuário coleta uma amostra de fezes, envia para o laboratório e recebe um relatório sobre quais bactérias estão presentes no intestino e como isso se compara a um suposto “perfil ideal”. |
A partir disso, algumas empresas recomendam mudanças alimentares, uso de probióticos ou outros suplementos. |
🩺 O problema? A maioria dos testes não são aprovados para uso clínico e cada empresa define seus próprios critérios — o que dificulta a confiabilidade dos resultados. |
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Além disso, há críticas sobre possíveis conflitos de interesse. Afinal, algumas empresas vendem os testes e, simultaneamente, indicam suplementos próprios como solução. |
🧱 Um campo promissor… ainda em construção |
Pesquisas recentes apontam que a microbiota intestinal desempenha papéis essenciais em processos como a digestão, o equilíbrio do sistema imunológico e até mesmo a regulação emocional. |
Embora as hipóteses sejam biologicamente plausíveis, faltam padronizações nos métodos de coleta, critérios de referência e formas confiáveis de interpretar os dados obtidos. |
Apesar do potencial, a maioria dos gastroenterologistas avalia que esses testes ainda estão além do que a prática clínica atual consegue aplicar com segurança. |
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APRESENTADO POR EINSTEIN PREPARA |
Residências Médicas registram recorde de inscritos |
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A corrida por uma vaga na Residência nunca foi tão acirrada. Em 2025, mais de 138 mil candidatos se inscreveram no Exame Nacional de Residência, um aumento de 56 % em relação ao ano anterior. |
Pensando em quem quer conquistar uma das vagas mais disputadas do país, o Einstein Prepara lançou um curso completo, aberto a estudantes de todas as instituições, com a credibilidade do melhor hospital da América Latina*. |
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*Fonte: Ranking Newsweek, 2025. |
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CASE DE SUCESSO |
FDA aprova pílula para tratamento das ondas de calor durante a menopausa |
 | (Imagem: The Wall Street Journal) |
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💊 Adeus, fogachos? Pela primeira vez, mulheres na menopausa terão acesso a um tratamento aprovado que não depende de hormônios, após o elinzanetant ser autorizado pela FDA nos EUA para aliviar ondas de calor e suores noturnos. |
Sobre o problema 🩺 Os fogachos são ondas repentinas de calor e suor causadas por alterações hormonais que afetam o controle da temperatura corporal durante a menopausa. Eles ocorrem pela redução do estrogênio. Essa redução, por si só, desregula o centro termorregulador do cérebro. Estima-se que entre 60% e 80% das mulheres no mundo apresentem esses sintomas, variando conforme fatores genéticos e culturais. |
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A solução |
O elinzanetant atua bloqueando dois receptores cerebrais — o de neurocinina-1 e o de neurocinina-3 —, que se tornam hiperativos quando há queda nos níveis de estrogênio. |
Essa hiperatividade envia sinais confusos ao hipotálamo, região que regula a temperatura corporal. |
Ao inibir esses receptores, o medicamento ajuda o cérebro a restabelecer o equilíbrio térmico, reduzindo a frequência e a intensidade das ondas de calor. |
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Além disso, o elinzanetant também modula vias neurológicas relacionadas ao sono e ao humor. Por esse motivo, estudos mostraram melhora não apenas nos fogachos, mas também na qualidade de vida geral das mulheres tratadas. |
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