BIG STORY |
O problema das bets ficou grande demais? |
 | (Imagem: Niek Doup | Unsplash) |
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É o que parece. E, se você acompanhou a Copa do Mundo no último mês, é bem provável que alguém conhecido ou do seu grupo de amigos tenha perdido uma boa cifra com apostas. |
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O serviço é sigiloso, tem caráter orientativo e vale também para familiares de quem desenvolveu o vício. Quem atende são profissionais de saúde, predominantemente psicólogos e enfermeiros. |
O acesso é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital, que exige uma conta gov.br. Basta clicar em "Miniapps", selecionar a opção "Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Quem Aposta" e realizar um autoteste. |
As consultas psicológicas acontecem por videochamada, duram cerca de 50 minutos e ocorrem, de preferência, uma vez por semana. |
🩺 O profissional pode indicar um ciclo inicial de até 10 sessões, seguido de uma reavaliação. A partir dessa reavaliação, o paciente pode receber alta, iniciar um novo ciclo de teleconsultas ou ser encaminhado para atendimento presencial. |
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Por que isso é relevante? |
O vício em apostas age sobre o sistema de recompensa do cérebro, o mesmo circuito ativado por drogas, liberando dopamina a cada jogada. |
O detalhe é que a recompensa é imprevisível, e o cérebro responde com mais dopamina à expectativa do que ao prêmio. Com a repetição, esse circuito se dessensibiliza e passa a exigir apostas maiores para produzir o mesmo prazer. |
🩺 Em paralelo, o córtex pré-frontal, área do autocontrole, perde força, e parar deixa de ser uma escolha simples. |
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Para reconhecer alguém que está com uma relação problemática com apostas, o Ministério da Saúde elenca alguns comportamentos: |
Alterações no sono, na alimentação ou no humor; Ansiedade e irritabilidade quando a pessoa não está jogando.
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Na prática, o vício não afeta apenas o bolso, mas se comporta como outras dependências, com impacto direto no corpo e na mente. |
Portanto, se você se identificou com algo que foi dito no texto — ou conhece alguém que se identificaria — a hora certa de pedir ajuda é agora. |
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APRESENTADO POR ENSINO EINSTEIN |
O que você aprende hoje, já aplica amanhã |
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O setor de saúde muda toda semana com novos protocolos, evidências e tecnologias. Para acompanhar tudo isso, é preciso encontrar um jeito prático e acessível de se manter atualizado. |
Os Cursos de Atualização em Saúde Einstein são assim: ministrados por especialistas e profissionais do próprio Einstein, reconhecido como o 16º melhor hospital do mundo e o 1º da América Latina (Newsweek, 2026). O que você aprende, já aplica no seu dia a dia. |
Você aprende com quem tem experiência e vivência real na assistência, e ainda escolhe o formato que combina com sua rotina: EAD, presencial ou híbrido. |
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Quer conhecer todas as opções? Confira aqui. |
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TRENDING TOPICS |
O que você deveria ficar por dentro… |
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GAME DO ESTAGIÁRIO |
Qual é o propósito evolutivo do arrepio que sentimos quando temos frio ou medo (piloereção)? |
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RESEARCH |
Parte da infertilidade pode vir de onde ninguém procurava |
 | (Imagem: Davide Valerio | Unsplash) |
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Um estudo publicado na The Lancet Obstetrics associou o desequilíbrio bacteriano no sêmen a chances substancialmente menores de o casal ter um bebê e a mais perdas gestacionais. |
Entre casais em tratamento de fertilização in vitro (FIV) ou ICSI, a taxa de nascidos vivos foi de 57% quando havia disbiose no sêmen, contra 85% quando não havia. |
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Entenda a condição 🩺 |
O sêmen tem seu próprio microbioma, ou seja, uma comunidade de bactérias que vive ali e, em condições normais, se mantém em equilíbrio. |
Quando essa comunidade sai do eixo, com bactérias indesejadas se sobrepondo às habituais, o quadro é chamado de disbiose. É o mesmo conceito já conhecido do intestino, agora aplicado ao trato reprodutivo masculino. |
🩺 O ponto mais relevante para a clínica é que o espermograma convencional não detecta esse desequilíbrio. Os resultados de um homem podem parecer completamente normais mesmo com a disbiose presente. |
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O que disse o estudo? |
Os pesquisadores acompanharam 353 mulheres e 191 parceiros, todos casais heterossexuais em tratamento de fertilidade ou com histórico de perdas gestacionais recorrentes. |
A equipe analisou as bactérias do intestino e da vagina das mulheres e do sêmen dos homens e, depois, acompanhou gestações e nascimentos ao longo do tempo. O que foi observado foi que: |
Cerca de um em cada quatro parceiros apresentava desequilíbrio bacteriano no sêmen; A perda gestacional também foi mais frequente nesse grupo, atingindo cerca de um em cada cinco casais a mais do que quando a disbiose não era detectada.
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No entanto, por se tratar de um estudo observacional, ainda não podemos afirmar que as bactérias, por si sós, são a causa da falha reprodutiva. |
Portanto, se for para encarar esse estudo, faça a seguinte pergunta: será que parte da infertilidade que hoje chamamos de inexplicada está, na verdade, escondida em um exame que ninguém pede? |
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Por enquanto, não existe teste validado nem tratamento estabelecido para a disbiose seminal. Mas a pergunta ficou boa demais para os pesquisadores deixarem passar. |
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APRESENTADO POR MSD |
A Consulta Pública para o tratamento de HAP está aberta, e a sua voz faz a diferença |
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Faltar o fôlego em tarefas rotineiras pode ser sinal de uma doença rara e grave: a Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP).¹,² Até o dia 17 de agosto, a CONITEC recebe contribuições sobre a incorporação de um novo tratamento para HAP no SUS.³ |
Qualquer pessoa pode participar compartilhando sua opinião sobre o tema, experiências de vida real ou informações técnico-científicas.⁴ Para contribuir, acesse o portal da CONITEC, faça login com sua conta Gov.br e envie seu relato.³ |
Confira todas as referências aqui. |
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BELIEVE IT OR NOT |
O intestino pode esconder a chave contra alergias? |
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Um ensaio clínico do Boston Children's Hospital mostrou que o transplante de microbiota fecal aumentou a tolerância ao amendoim em 6 de 15 adultos com alergia grave. |
Antes do tratamento, esses pacientes reagiam a 100 mg de amendoim ou menos, o equivalente a meio amendoim. Depois, passaram a tolerar entre 300 e 600 mg, algo entre 1,5 e 3 amendoins. |
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Sobre o procedimento 🦠 |
Apesar do apelido popular, o transplante de microbiota fecal (TMF) não envolve transferir fezes propriamente ditas. |
A proposta é repovoar o intestino do paciente com bactérias de um doador saudável, restaurando um equilíbrio capaz de influenciar o funcionamento do sistema imunológico. |
No estudo, cada participante engoliu 36 cápsulas congeladas ao longo de três horas. Os doadores (sem alergia alimentar) foram rigorosamente rastreados por um banco de fezes. |
Por que mexer no intestino? |
A hipótese vem de anos de pesquisa da mesma equipe. Em 2019, o grupo identificou que bebês sem alergia alimentar tinham bactérias intestinais diferentes das de bebês alérgicos. |
Quando essas bactérias foram transferidas para camundongos propensos à alergia, os animais deixaram de apresentar reações alérgicas. |
🩺 Nos pacientes que responderam ao tratamento, os pesquisadores encontraram aumento de células T reguladoras, responsáveis por conter respostas imunes exageradas. |
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Ou seja, o estudo não só observou o efeito, como também começou a mapear o caminho biológico por trás dele. |
Segundo Rima Rachid, médica e pesquisadora do Boston Children's, este foi o primeiro trabalho a mostrar que uma terapia baseada no microbioma pode melhorar alergias. |
Ela afirma que estudos maiores são agora essenciais para confirmar os achados, identificar quem tem mais chance de se beneficiar e isolar as bactérias úteis, que poderiam virar probióticos direcionados. |
Uma fase 2 já está em andamento com adolescentes de 12 a 17 anos, usando uma versão purificada e concentrada da terapia, com menos de 1% de material fecal nas cápsulas. |
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