BIG STORY |
A obesidade infantil virou um problema maior do que a desnutrição |
 | (Imagem: The Times) |
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Preocupante. Segundo dados divulgados no Atlas Mundial da Obesidade 2026, a obesidade se tornou a forma mais prevalente de má nutrição em 2025, afetando 1 em cada 10 crianças e adolescentes. |
A prevalência de desnutrição entre crianças de 5 a 19 anos caiu de 13% para 9,2% entre 2000 e 2025. Já as taxas de obesidade aumentaram de 3% para 9,4% na mesma faixa etária.
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Sobre a condição 🩺 |
A obesidade infantil é o acúmulo excessivo de gordura corporal diagnosticado quando o Índice de Massa Corporal (IMC) está acima do percentil 95 para a idade e o sexo da criança. |
O que torna a condição particularmente grave é que ocorre durante o período de desenvolvimento, quando as células de gordura se multiplicam e se fixam no organismo, dificultando a reversão na vida adulta. |
Esse excesso de gordura desencadeia inflamação crônica e desregula hormônios como insulina e leptina, aumentando o risco de diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares. |
🩺 Além disso, a condição eleva o risco de desenvolver certos tipos de câncer, doenças hepáticas e pode afetar negativamente o desenvolvimento psicológico da criança. |
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Atualmente, uma em cada cinco crianças ou adolescentes no mundo está acima do peso, o que representa cerca de 391 milhões de indivíduos, com quase metade deles apresentando obesidade. |
Países das Ilhas do Pacífico apresentam as maiores taxas de obesidade do mundo: 38% dos jovens de 5 a 19 anos em 🇳🇺 Niue, 37% nas 🇨🇰 Ilhas Cook e 33% em 🇳🇷 Nauru. Países de alta renda também não são imunes. No 🇨🇱 Chile, 27% dos habitantes na mesma faixa etária vivem com obesidade; tanto nos 🇺🇸 Estados Unidos quanto nos 🇦🇪 Emirados Árabes Unidos, a proporção é de 21%. No 🇧🇷 Brasil, o índice de obesidade triplicou desde 2000, saltando de 5% para 15% em 2022, enquanto o sobrepeso dobrou de 18% para 36%.
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A obesidade só não superou a desnutrição em duas regiões do mundo: África Subsaariana e Sul da Ásia. |
Por que isso está acontecendo? |
A principal razão é a substituição da alimentação tradicional por alimentos ultraprocessados — baratos, altamente calóricos e amplamente disponíveis. |
A mudança não se deve apenas a escolhas pessoais, mas também a ambientes alimentares prejudiciais, que moldam a dieta das crianças para privilegiar fast foods e produtos industrializados. |
Outros fatores incluem sedentarismo crescente, tempo excessivo de tela, marketing agressivo direcionado ao público infantil e falta de espaços seguros para atividade física. |
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A UNICEF calcula que, até 2035, o impacto econômico global do sobrepeso e da obesidade deve ultrapassar US$ 4 trilhões anuais em custos com saúde e perda de produtividade |
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RESEARCH |
Por que a dor dura mais tempo para as mulheres? |
 | (Imagem: Harvard Health) |
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Um novo estudo aponta que o sistema imunológico pode desempenhar um papel crucial no motivo pelo qual a recuperação da dor difere entre homens e mulheres. |
Pesquisadores combinaram experimentos em camundongos com dados de pessoas que se envolveram em acidentes de trânsito, um gatilho comum para dor de longo prazo. |
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A razão parece estar em como os monócitos — células imunes que circulam no sangue e migram para tecidos lesionados — se comportam após a lesão. |
Nos machos, essas células eram mais propensas a produzir IL-10, molécula que ajuda a resolver processos inflamatórios e a reduzir a dor; nas fêmeas, essa resposta era menos pronunciada. |
🩺 A testosterona influencia a quantidade de IL-10 que essas células produzem. Ou seja, níveis mais altos de testosterona em machos promovem maior produção de IL-10. |
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Os resultados apontam para uma mudança na forma como a ciência entende a dor. Em vez de vê-la apenas como algo a ser bloqueado, o foco pode estar em estimular o próprio sistema natural de resolução da dor do corpo. |
Compreender essas vias biológicas pode levar a novos tratamentos que ajudem células imunes a modular neurônios com mais eficácia, restaurando o conforto mais rapidamente após lesões. |
Isso é especialmente relevante para mulheres, que sofrem desproporcionalmente com condições de dor crônica como fibromialgia, enxaqueca e artrite reumatoide. |
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CASE DE SUCESSO |
Marcapasso cerebral reduz pela metade os sintomas do Parkinson |
 | (Imagem: Time Magazine) |
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Prazer, BrainSense aDBS. Nomeado pela revista Time como uma das “Melhores Invenções de 2025”, o dispositivo detecta a atividade cerebral em tempo real e ajusta os pulsos elétricos, funcionando como um “marcapasso para o cérebro” que dispara quando necessário. |
Contextualizando 🩺 A doença de Parkinson é um distúrbio neurodegenerativo causado pela perda de neurônios produtores de dopamina na substância negra, região cerebral responsável pelo controle dos movimentos voluntários. Essa redução de dopamina provoca lentidão, tremor em repouso, rigidez muscular e alterações do equilíbrio. |
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Tá, mas como funciona o BrainSense aDBS? O procedimento se chama estimulação cerebral profunda e consiste na implantação de eletrodos em regiões cerebrais chamadas núcleos da base, responsáveis por regular o movimento. |
Ao todo, dezenas de milhares de pacientes com Parkinson receberam a estimulação cerebral profunda tradicional nas últimas décadas. |
A novidade é que o novo modelo utiliza inteligência artificial para ajustar a estimulação em tempo real, com base nos sinais cerebrais do paciente. |
A nova técnica adaptativa melhorou o sintoma mais incômodo de cada participante em aproximadamente 50%, em comparação com o modelo convencional. |
Para se ter uma ideia, o primeiro paciente do teste clínico usa o dispositivo desde 2020. Nos últimos anos, seu tremor nas mãos desapareceu quase completamente e ele reduziu drasticamente o uso de medicamentos. Em alguns casos, os sintomas motores podem ter redução de até 70%, de acordo com os pesquisadores envolvidos no estudo.
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PS: Para quem quiser se aprofundar no assunto, aqui está o artigo científico original. |
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