BIG STORY |
O outubro rosa começou — e temos boas notícias |
 | (Imagem: Pinterest) |
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Infelizmente, boa parte da mídia fala sobre câncer através do medo… Mas nós decidimos falar através da esperança. Segundo a Sociedade Americana de Câncer: |
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Mas, antes de explicar o porquê, vamos dar um passo atrás |
O câncer de mama surge quando células mamárias sofrem mutações genéticas e passam a se multiplicar sem controle. |
Na maioria dos casos, ele começa nos ductos, canais que levam o leite ao mamilo, ou nos lóbulos, glândulas que o produzem. |
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Se alcançarem vasos sanguíneos ou linfáticos, elas podem se espalhar para órgãos distantes, como ossos, pulmões e fígado, processo chamado de metástase. |
Como a mortalidade caiu tanto? |
Segundo a Sociedade Americana do Câncer, a mortalidade caiu 44% desde 1989 graças a dois avanços: diagnóstico precoce e tratamentos mais eficazes. |
A mamografia, um raio-x das mamas, permite encontrar tumores pequenos, antes mesmo de causarem sintomas ou se espalharem. |
🩺 Hoje, cerca de 64% dos casos são descobertos ainda restritos à mama, quando as chances de cura são muito maiores. |
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Além disso, sabemos hoje que o câncer de mama tem subtipos, cada um com seu próprio "ponto fraco". Isso permitiu criar terapias-alvo, medicamentos que atacam especificamente as células tumorais. |
E, se você acha que essa é uma realidade tão distante, aqui estão alguns nomes nacionais e internacionais que passaram pelo diagnóstico: |
Angelina Jolie: não foi diagnosticada, mas retirou as mamas preventivamente quando soube que tinha uma mutação genética no gene BRCA1; Ana Furtado: a apresentadora foi diagnosticada em 2018 e superou a doença após cirurgia e quimioterapia; Linda McCartney: a fotógrafa e esposa de Paul McCartney foi diagnosticada em 1995, mas o câncer chegou ao fígado. Ela faleceu em 1998; Betty Ford: a ex-primeira-dama dos EUA revelou o diagnóstico em 1974, quando o assunto ainda era tabu.
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Enquanto isso, no Brasil… 🇧🇷 |
O Ministério da Saúde recomenda mamografia a cada dois anos dos 50 aos 74 anos, mesmo sem sintomas. |
Entre 40 e 49 anos, o exame também é oferecido pelo SUS, em decisão conjunta com o médico sobre riscos e benefícios. |
Em qualquer idade, nódulos, alterações na pele ou secreção no mamilo merecem avaliação médica. |
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O que você deveria ficar por dentro… |
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🇧🇷 Excelente notícia. Anvisa aprova medicamento para tratar esquistossomose — popularmente conhecida como barriga d’água ou xistose — em crianças |
💉 Até a embalagem virou negócio. Site chinês Alibaba vende caixas e canetas vazias que podem imitar Ozempic e Mounjaro |
🫀 O futuro do coração chegou. Japão realiza primeira cirurgia cardíaca com células-tronco |
🏥 Uma tragédia. Paciente morre por suicídio após "problema com o plano de saúde" atrasar medicação para crises de doença pulmonar |
💪 O que diz a ciência. Creatina ajuda a ganhar músculos mesmo sem exercícios? |
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GAME DO ESTAGIÁRIO |
Um adulto tem, em média, 206 ossos. E um bebê recém-nascido? |
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RESEARCH |
E se transplantássemos um coração antigo em uma pessoa nova? |
 | (Imagem: Axios) |
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Pesquisadores da Harvard Medical School chegaram a uma análise surpreendente: corações transplantados tendem a assumir a idade biológica do receptor. |
Em outras palavras: um coração mais velho em um corpo jovem passa a se comportar como um órgão mais novo — e vice-versa. |
Contextualizando Existem dois tipos de idade: a cronológica, que é aquela que está no seu documento, e biológica, que indica o quanto suas células realmente envelheceram. Uma das formas de medi-la é pela metilação do DNA, que são pequenas marcas químicas que ligam e desligam genes. Como esse padrão muda ao longo do tempo, ele funciona como um verdadeiro “relógio epigenético”. |
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O experimento 🧬 |
Primeiro, a equipe observou esse fenômeno em camundongos e decidiu investigar se ele também acontecia em humanos. Para isso, analisou amostras do tecido cardíaco de 11 transplantados com diferenças de idade de até 50 anos em relação ao doador. |
Os testes de metilação confirmaram o padrão: corações mais velhos ficaram biologicamente mais jovens, e os mais jovens envelheceram. |
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E agora? As maiores mudanças apareceram em genes ligados às mitocôndrias, as "usinas de energia" das células, possíveis peças-chave do próprio envelhecimento. |
Portanto, o próximo passo é investigar o papel delas em estudos maiores e submeter o trabalho à avaliação de outros cientistas. Se confirmados, os resultados podem ampliar o uso de corações mais velhos e ajudar a encurtar a fila. |
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APRESENTADO POR AFYA |
Você consegue diagnosticar esse caso em 2 min? |
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Essa é uma amostra do The Quiz, desafio lançado pelo Afya Whitebook para médicos e estudantes do último ano de Medicina: basta analisar e resolver um caso como esse em um vídeo de até 2 minutos. |
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🎬️ Raciocínio clínico, câmera e ação: a última resposta pode ser enviada até 21 de outubro. 👉️ Envie seu vídeo por aqui e participe. |
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BELIEVE IT OR NOT |
O novo “marcador de sucesso” das canetas emagrecedoras não é o peso |
 | (Imagem: Pinterest) |
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Se há algo que, ao longo dos últimos anos, é indiscutível, é que medicamentos como Ozempic e Mounjaro revolucionaram o tratamento da obesidade. |
A indústria, entretanto, já tem na mira outro objetivo: garantir que o peso perdido seja gordura, e não músculo. |
Na última semana, por exemplo, a farmacêutica Regeneron anunciou que seu anticorpo experimental, o trevogrumabe, preservou cerca de 70% do músculo que seria perdido com a semaglutida. |
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A fisiopatologia do problema |
Quando alguém emagrece, perde também um pouco de massa magra: músculos, ossos e outros tecidos que não são gordura. |
Para se ter uma ideia, uma revisão de 36 ensaios clínicos apresentada no congresso do Colégio Americano de Médicos concluiu que, em 68% dos usuários de canetas, a perda de massa magra passou de 25% do peso perdido, limite considerado “esperado”. |
🩺 A preocupação é maior em idosos, que muitas vezes já convivem com sarcopenia, que é perda progressiva de massa e força muscular — que aumenta o risco de quedas e de perda de autonomia. |
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Como funciona o medicamento? |
O trevogrumabe é um anticorpo monoclonal, uma proteína criada em laboratório para se ligar a um alvo específico no organismo. |
Seu alvo é a miostatina, substância produzida pelos músculos que funciona como um "freio" natural do seu próprio crescimento. |
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Agora, a Regeneron planeja um novo estudo com idosos que tenham obesidade e perda de massa ou força muscular. |
Enquanto isso, a receita para proteger os músculos segue a mesma: treino de força e boa ingestão de proteína, com acompanhamento médico. |
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