BIG STORY |
Novo medicamento gera lágrimas em congresso internacional de oncologia |
Imagine a seguinte cena: você está em um dos maiores eventos médicos do mundo, o apresentador passa o slide mostrando os resultados de um novo medicamento e toda a plateia se levanta, aplaude e se emociona.
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Foi exatamente isso que aconteceu no evento anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO), o maior e mais influente congresso de oncologia clínica do planeta. Veja o vídeo abaixo. |
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O motivo? Um comprimido chamado daraxonrasib, que praticamente dobrou o tempo de sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas avançado. |
Para os que nunca ouviram falar desse tipo de câncer… |
Ele é considerado um dos mais letais do mundo por uma razão muito específica: ele se desenvolve silenciosamente. Ao não gerar sintomas claros nas fases iniciais, ele raramente é detectado antes de começar a se espalhar para outros órgãos. |
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Na prática, mais da metade dos diagnosticados morre em até três meses, enquanto a taxa de sobrevida em cinco anos é de apenas 13%. |
Entre as várias figuras históricas de diversos campos que padeceram devido à condição, estão: Steve Jobs, Salvador Dalí, José Saramago e Aretha Franklin. |
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Falando sobre o novo medicamento… 💊 |
Mais de 90% dos tumores de pâncreas apresentam mutações no gene KRAS, responsável por regular o crescimento celular. Quando alterado, esse gene passa a enviar sinais contínuos para que as células se multipliquem de forma descontrolada. |
Por décadas, a proteína produzida pelo KRAS foi considerada inacessível para medicamentos devido à sua estrutura molecular. |
🩺 O daraxonrasib age bloqueando diretamente essa proteína em sua forma ativa, interrompendo a sinalização que sustenta o crescimento do tumor. |
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O estudo RASolute 302 acompanhou 500 pacientes com câncer de pâncreas metastático que já não respondiam à quimioterapia convencional. Até o momento, estes são os resultados: |
No grupo tratado com daraxonrasib, a sobrevida mediana foi de 13,2 meses — contra 6,6 meses no grupo que continuou com a quimioterapia. O risco de morte caiu 60%, e o tempo até a doença voltar a avançar também dobrou: 7,3 meses contra 3,5 meses. Mais de 31% dos pacientes apresentaram redução mensurável do tumor — e apenas 1,2% precisou interromper o tratamento por efeitos colaterais, contra 11,2% na quimioterapia.
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Por fim, ao contrário da quimioterapia intravenosa, o daraxonrasib é tomado em comprimido, uma vez ao dia, sem necessidade de idas frequentes ao hospital. |
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APRESENTADO POR ENSINO EINSTEIN |
O que você perguntaria para os maiores líderes da saúde? |
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GAME DO ESTAGIÁRIO |
Qual parte do corpo humano NÃO consegue sentir dor diretamente? |
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HEALTHCARE |
40 milhões de jovens de 13 a 15 anos consomem tabaco |
 | (Imagem: Time) |
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Se você achava que o problema do tabagismo já estava resolvido, aqui vem um balde de água fria: ao menos 40 milhões de jovens entre 13 e 15 anos consomem tabaco, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). |
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E foi justamente a chegada dos cigarros eletrônicos que fez com que jovens recorressem ao mesmo erro de 70 anos atrás — só que embalado de forma diferente. |
Vapes coloridos, com sabor de fruta e design moderno são, na prática, um rebranding do vício. A embalagem mudou, mas a raiz não. |
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O problema continua tendo nome: nicotina |
Ao ser inalada, ela chega ao cérebro e estimula a liberação de dopamina, criando uma sensação artificial de prazer, na qual o organismo passa a exigir cada vez mais. |
O cérebro adolescente, ainda em formação, é mais vulnerável à dependência, além de sofrer danos reais no desenvolvimento cognitivo e emocional. |
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Na prática, a indústria do vício se atualizou. E, se o “pod” que te oferecem nas festas parece inofensivo por ser colorido e cheiroso, saiba que, futuramente, o seu pulmão pode discordar. |
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APRESENTADO POR NOVOTEL |
Parar de beber ou se exercitar: o que garante mais longevidade? |
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O estudo HUNT revelou que pessoas fisicamente ativas que bebem com moderação têm mais longevidade do que sedentárias que não bebem nada. |
Zerar o álcool seria o ideal, mas sem isso, o que pesa é a atividade física. O maior desafio? A constância, especialmente em viagens.
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WORLD HEALTH |
Bebês negros foram usados como cobaias pelo governo americano? |
 | (Imagem: Undark Magazine) |
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🇺🇸 Um possível escândalo humanitário. Um processo judicial nos Estados Unidos acendeu o debate sobre o que pode ter sido uma das maiores violações éticas da medicina moderna. |
De acordo com a ação do advogado Ben Crump, dois bebês negros saudáveis foram usados secretamente como cobaias para uma vacina experimental do governo |
🚨 Disclaimer. A partir de agora, o que vamos falar se trata da versão descrita no processo judicial, que ainda será apurada pela Justiça. |
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Tudo começou em 1965 |
Ross Otto Hambrick e Victor Marcellus King, com dois e quatro meses de vida, respectivamente, receberam uma vacina experimental contra o vírus sincicial respiratório (VSR) dentro de um hospital em Washington, D.C. |
A vacina se chamava “Lot 100” e havia sido desenvolvida pelo NIH (Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos). |
🩺 O VSR, em adultos saudáveis, costuma se manifestar como um resfriado comum. Já em bebês, idosos ou imunocomprometidos, pode ser fatal. |
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E foi exatamente esse o desfecho trágico dos dois meninos. Ambos adoeceram gravemente ao longo do ano seguinte. |
Victor morreu em 1º de janeiro de 1967, com 16 meses de vida. Na manhã seguinte, Ross também veio a óbito, com 14 meses.
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Segundo o processo, os pulmões das crianças não foram destruídos pelo vírus em si, mas pela resposta imune provocada pela própria vacina do governo. |
Décadas depois, os pesquisadores do NIH resgataram esse material para entender por que a “Lot 100” havia sido tão letal. Em seguida, o conhecimento extraído das mortes dos bebês foi peça-chave no desenvolvimento da vacina contra o VSR hoje usada no mundo inteiro. |
Dito isso, é importante reforçar que tratam-se de alegações, e não de fatos comprovados. O governo americano ainda não se pronunciou oficialmente, e caberá à Justiça determinar o que de fato aconteceu naquele hospital em 1965. |
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