BIG STORY |
A vacina que mira o "calcanhar de Aquiles" do HIV |
 | (Imagem: Axios) |
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🩺 Cada vez mais perto da cura. Um estudo publicado na revista Nature — e apresentado na Conferência Internacional de Aids, no Rio de Janeiro — demonstrou uma nova estratégia de vacina que induziu anticorpos capazes de neutralizar múltiplas cepas do HIV em macacos. |
O trabalho foi feito com 24 macacos-rhesus, que receberam de cinco a sete doses ao longo de mais de dois anos. |
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Sobre a estratégia 🔍 |
O obstáculo histórico é a altíssima variabilidade genética do HIV. O vírus muda tanto que a defesa treinada contra uma versão dele simplesmente não reconhece as outras. |
A saída testada se chama germline-targeting, que, na prática, significa ensinar o sistema imunológico por etapas. |
A primeira dose recruta as raríssimas células de defesa capazes de gerar os anticorpos certos; Os reforços seguintes vão ficando cada vez mais parecidos com cepas reais do vírus, guiando essas células até a maturidade; Ao final, nanopartículas com múltiplas cópias do antígeno convertem a resposta de memória em anticorpos circulantes.
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O alvo é o supersítio V3-glycan, uma região do envelope viral que o HIV não consegue modificar com facilidade. É como se fosse o “ponto cego” dele. |
O que os resultados mostraram |
Em mais da metade dos animais, a vacina gerou anticorpos que bloquearam até 67% das variantes do HIV testadas em laboratório. |
Em 44% deles, esses anticorpos apareceram circulando no sangue, que é onde precisam estar para barrar o vírus de verdade. O animal com melhor resposta bloqueou 84% das variantes, nível que os autores estimam equivaler a uma proteção de 75% a 90%.
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É o mesmo patamar dos neutralizadores de elite, as raras pessoas que já produzem esses anticorpos naturalmente. |
Mas, embora os resultados sejam animadores, existem ressalvas. Os próprios pesquisadores reconhecem que sete doses ao longo de dois anos é um cronograma inviável para uma vacina de uso amplo. Isso sem contar que a durabilidade da proteção ainda não foi avaliada. |
Até o momento, o primeiro componente do esquema, batizado N332-GT5, já está sendo testado isoladamente em um ensaio com humanos. |
Desde que as evidências se confirmem, a International AIDS Vaccine Initiative pretende iniciar um estudo de eficácia de fase 3 dentro da próxima década. |
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APRESENTADO POR MSD |
Você sabia que pode opinar sobre a incorporação de um novo tratamento para HAP no SUS? |
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A Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) é uma doença grave que impacta a vida de pacientes e familiares.¹ Por isso, a Consulta Pública nº 64/2026 da CONITEC está aberta e avalia a incorporação de um novo tratamento para a doença no SUS. Não é preciso ser médico ou especialista: qualquer pessoa pode incluir opiniões, experiências reais ou informações técnico-científicas relacionadas ao tema.²,³. |
Sua participação leva menos de 5 minutos! Acesse a consulta pública e deixe a sua contribuição aqui. |
Confira todas as referências aqui. |
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HEALTHCARE |
Médicos x dentistas: quem pode sedar? |
 | (Imagem: O Globo) |
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Uma “guerra entre conselhos”. Na semana passada, o Conselho Federal de Medicina (CFM) foi à Justiça para suspender uma resolução que autoriza dentistas a aplicar sedação por via venosa. |
A norma libera o procedimento em consultórios, clínicas e até em atendimento domiciliar. Já a anestesia geral segue proibida. |
O CFM, junto à Associação Médica Brasileira (AMB) e à Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), também vai denunciar o Conselho Federal de Odontologia (CFO) ao Ministério Público Federal. |
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O que o CFO defende? | A resolução organiza a sedação em níveis. No mais leve, o paciente fica relaxado, mas consciente e respondendo a comandos. | Nos níveis mais profundos, ele perde parte da capacidade de reagir a estímulos e de manter a respiração sozinho. Para chegar até aí, o dentista precisa de treinamento avançado em suporte de vida. | A norma também exige avaliação prévia do paciente, protocolo de emergência e monitoramento com oxímetro e eletrocardiograma. |
| O que o CFM responde? | O argumento central é que a sedação não funciona como degraus, e sim como uma escala contínua. A mesma dose pode deixar um paciente sonolento e derrubar outro por completo. | É aí que entra a via aérea, o caminho que leva o ar até os pulmões. Quando a sedação se aprofunda, a musculatura da garganta relaxa e pode bloquear a passagem do ar. | Nesse cenário, alguém precisa assumir a respiração do paciente em segundos. As entidades alegam que isso exige formação médica, algo que o currículo odontológico não cobre. |
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Quem está certo? |
A disputa gira em torno da Lei do Ato Médico, que torna a sedação profunda uma atividade privativa do médico. |
No entanto, a mesma lei abre determinadas exceções para a odontologia dentro da sua área de atuação. Enquanto a Justiça não decide, a resolução segue valendo. |
E você, se identifica mais com os argumentos de qual entidade? |
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APRESENTADO POR JUNGLE |
Sinais de que você está desidratado (mesmo batendo a meta de água do dia) |
Dor de cabeça no meio da tarde, tontura, urina escura e boca seca. |
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Gabaritou aí? Isso acontece porque, quando você sua ou faz xixi, o corpo elimina água e eletrólitos ao mesmo tempo. Se você repõe só com água pura, entra líquido, mas não os eletrólitos que saíram junto… |
É por isso que existe Jungle Electrolytes: eletrólitos balanceados + água de coco, zero açúcar, em sachê fácil de levar pra qualquer rotina: viagem, trabalho ou treino. Descubra como a hidratação pode ir além da água aqui. |
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BELIEVE IT OR NOT |
25 anos depois… chegou a verdade |
 | (Imagem: BBC) |
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Essa é para os não tão jovens. risos. Lembra do mercurocromo, aquele líquido vermelho que ardia e era aplicado com espátula de plástico no joelho ralado? Você sabia que ele sumiu das farmácias brasileiras há 25 anos? |
Um dos principais motivos foi que nunca foi comprovado que o produto prevenisse infecções. |
O princípio ativo era a merbromina, um composto organomercurial. O mercúrio não estava solto como nos termômetros antigos, mas estava encaixado na própria estrutura da molécula. |
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Eis que, em 1998, a agência reguladora americana (FDA) classificou a merbromina como "não reconhecida como segura e eficaz". Ou seja, ninguém nunca provou que funcionava. |
🩺 Some a isso a espátula levando bactérias de volta para o frasco e a mancha vermelha escondendo os sinais de infecção que você deveria estar vigiando. |
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Hoje em dia, o simples funciona. A recomendação atual é água corrente e sabão — e qualquer sabão serve, sem precisar ser antibacteriano. |
Ainda assim, se você levou mercurocromo no joelho a vida inteira durante a infância, pode ficar tranquilo, pois o contato, por si só, não significa intoxicação. |
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