BIG STORY |
Você conhece o parasita que já infectou mais de 2,5 bilhões de pessoas? |
 | (Imagem: Pinterest) |
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Ele pode estar na caixa de areia do seu gato ou na carne mal passada que você comeu ontem. E, embora mais de 2,5 bilhões de pessoas já tiveram contato, a parcela de indivíduos que sabe da existência da toxoplasmose é mínima. |
Dito isso, um novo artigo científico publicado defende a ideia de que a doença, causada pelo parasita Toxoplasma gondii, seja oficialmente reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma “doença tropical negligenciada”. |
O tamanho do problema 🔍 |
O Toxoplasma gondii já infectou cerca de um terço da população mundial, na maioria das vezes sem causar nenhum sintoma perceptível. |
No Brasil, a situação é ainda mais expressiva, com estudos apontando taxas de soroprevalência entre 50% e 80% em algumas regiões, entre as mais altas do planeta.
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A transmissão acontece principalmente pelo consumo de carne crua ou mal-cozida e pelo contato com fezes de gato, seja direto, pela água, terra ou vegetais contaminados. |
Quando o parasita ataca os olhos, o resultado pode ser a toxoplasmose ocular, hoje considerada a infecção intraocular mais comum do mundo. Quando a transmissão ocorre durante a gravidez, o bebê pode nascer com toxoplasmose congênita, condição associada a lesões cerebrais, perda de visão e até aborto espontâneo. |
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Apesar da escala do problema, a doença ainda recebe pouquíssimo investimento em pesquisa e políticas públicas, tanto no Brasil quanto no resto do mundo. |
E por que o Brasil está no topo dessa lista? 🇧🇷 |
A incidência de toxoplasmose congênita no país saltou 50% em três anos, saindo de 4 para 6 casos a cada 100 mil habitantes entre 2019 e 2022 — e a tendência segue de alta.
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Pesquisas recentes também apontam que as cepas do parasita mais comuns na América do Sul costumam ser geneticamente mais diversas e mais agressivas que as europeias. Some a isso o hábito de consumir carnes ainda mal passadas, fica claro porque o país concentra alguns dos piores números do mundo. |
E agora? |
Os pesquisadores propõem um roteiro nos moldes do que a OMS já faz com outras doenças negligenciadas: |
Melhorar triagem e diagnóstico de infecções congênitas e oculares; Ampliar acesso a pré-natal; Investir em segurança alimentar e educação; Preparar melhor profissionais de saúde, da oftalmologia à veterinária;
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Se o reconhecimento como “doença tropical negligenciada” sair do papel, a promessa é destravar ainda mais recursos públicos para o combate à condição. |
PS: Seu gato não tem culpa de nada. A caixa de areia, entretanto, sim. Então, capriche na limpeza diária. |
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APRESENTADO POR LITTLE BEAN |
Será que o seu café passa no teste da pureza? |
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O teste é simples, e talvez um dos mais honestos para saber se um café é realmente bom: teste tomar sem açúcar. |
Porque, quando o café é bom de verdade, ele não precisa de disfarces. |
E o Little Bean, café do the news, passa nesse teste com facilidade. Livre de impurezas, diferente de 95% dos cafés encontrados no mercado, ele é mais leve, não costuma causar azia e entrega o que um bom café deveria entregar: sabor de verdade. |
Uma escolha mais inteligente para começar o dia. |
E, nesta semana, a primeira compra ficou ainda melhor: com o cupom PRIMEIRACOMPRA, você compra 1 e leva 2. |
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RESEARCH |
Mais da metade das mulheres relata dor severa na colocação do DIU |
 | (Imagem: CEJAM) |
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Uma dor muito mais comum do que sugerem as diretrizes oficiais. Enquanto o Ministério da Saúde registra apenas 5% de casos de dor moderada a intensa, um estudo conduzido pela Unicamp identificou que 81% das mulheres relataram desconforto durante a inserção. |
Os pesquisadores analisaram mais de 7 mil inserções de DIU realizadas entre 2022 e 2024, com base em dados clínicos do hospital universitário. |
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O artigo, publicado no International Journal of Gynecology and Obstetrics, aborda a existência de opções para aliviar a dor durante o procedimento, como analgésicos, anti-inflamatórios e antiespasmódicos. |
No entanto, as abordagens nem sempre são adotadas de forma sistemática pelos profissionais de saúde. |
Um método eficaz, mas pouco usado |
No Brasil, apenas 4% das mulheres usam o método do DIU, contra cerca de 40% que recorrem à pílula anticoncepcional. |
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Para o médico Luis Bahamondes, professor da Unicamp e um dos orientadores do estudo, as queixas de dor na colocação do DIU não são novidade. |
Elas aparecem em registros médicos há décadas, mas nunca resultaram em diretrizes claras para reduzir o desconforto. |
Você conhece alguém que já deixou de usar DIU devido ao medo da dor? |
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BELIEVE IT OR NOT |
Qual é o grupo de indivíduos “imune” ao efeito das canetas emagrecedoras? |
 | (Imagem: Pinterest) |
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Nos últimos anos, medicamentos como a semaglutida (Ozempic) e a tirzepatida (Mounjaro) viraram sinônimo de emagrecimento rápido, com usuários relatando perdas de peso significativas. |
Mas, para uma parcela significativa de pacientes, conhecidos como “não respondentes”, esse efeito simplesmente não ocorre — perdem menos de 5% do peso corporal após cerca de seis meses de tratamento, mesmo na dose máxima tolerada. |
Pesquisas estimam que esse grupo represente entre 10% e 30% de todos os usuários de medicamentos à base de GLP-1. |
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Por que isso ocorre? |
Na prática, a semaglutida imita um hormônio intestinal natural liberado após as refeições. Ela estimula a liberação de insulina, retarda o esvaziamento do estômago (gerando saciedade) e sinaliza o sistema nervoso central para suprimir o apetite. |
No entanto, certas pessoas possuem resistência à insulina, que pode bloquear parte da ação do medicamento. Outras causas incluem: |
Distúrbios do sono, que atrasam a liberação natural do GLP-1 no próprio corpo; Uso incorreto ou abandono precoce do tratamento.
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Em alguns casos, o problema não está nem no comportamento em si, mas na genética do paciente. Cientistas identificaram uma variante no gene da enzima PAM, presente em cerca de 10% da população. |
🩺 Ela está associada a uma forma de resistência ao GLP-1, em que a pessoa tem níveis elevados do hormônio circulando no sangue, mas sem o efeito biológico esperado. |
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Um estudo com quase 28 mil pacientes identificou ainda variações nos genes GLP-1R e GIPR, ligadas tanto a uma menor perda de peso quanto a uma maior incidência de efeitos colaterais. |
No fim, “não responder” ao medicamento pode ter menos a ver com força de vontade e mais com a biologia única de cada corpo. |
Por isso, não se compare com amigos ou conhecidos que usam os medicamentos. Não somos iguais, e nessas horas é fundamental ter acompanhamento médico especializado. |
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