BIG STORY |
Brasil publica primeira diretriz para lidar com dependência de zolpidem |
 | (Imagem: CareCard) |
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Por anos, o zolpidem foi considerado um passe mágico para o sono: rápido, eficaz e sem efeitos colaterais relevantes. Contudo, o uso prolongado e crescente do medicamento mostrou que a promessa não resistiu à realidade clínica. |
Baseada em evidências recentes — e diante de um cenário preocupante de abuso —, a Academia Brasileira de Neurologia (ABN) acaba de lançar a primeira diretriz nacional sobre dependência e desmame das chamadas drogas Z. |
O que está por trás do alerta ⚠️ |
As drogas Z — zolpidem, zopiclona e eszopiclona — surgiram como uma alternativa mais “segura” aos benzodiazepínicos, mas acabaram se tornando um novo problema de saúde pública. Entre os riscos já bem documentados estão: |
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O uso contínuo, mesmo em doses consideradas seguras, pode levar o organismo a se adaptar, exigindo quantidades cada vez maiores para induzir o sono. |
O contexto brasileiro 🇧🇷 |
Por aqui, as vendas de zolpidem saltaram de 338 mil caixas em 2014 para mais de 800 mil em 2021, com uso irregular e até mesmo falsificação de receitas. |
Mas, antes de julgar a população brasileira por esse tipo de comportamento, é importante dar um passo atrás e se perguntar: por que estamos fazendo isso? |
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 | (Imagem: Waffle Studios) |
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Outro ponto de atenção é o fato de que, frequentemente, a comunidade médica trata a insônia como um sintoma, e não como uma doença que exige uma abordagem multidisciplinar. |
É aí que entram as diretrizes |
O documento, publicado na revista Arquivos de Neuro-Psiquiatria, contou com 15 especialistas de universidades como USP, Unifesp e UFMG, e oferece orientações clínicas para diagnóstico, prevenção e descontinuação segura do uso desses fármacos. Entre os principais pontos, estão: |
Desmame gradual, nunca de forma abrupta. Avaliação prévia de histórico psiquiátrico e uso de outras substâncias; Preferência por terapias não medicamentosas, como a cognitivo-comportamental; Medicamentos de apoio para casos específicos.
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Ainda assim, a maior mudança de abordagem é a “prescrição com data de saída” — ou seja, o plano de retirada deve ser estabelecido já na primeira receita. |
Um novo olhar para o sono 😴 |
Para os autores, a publicação deve servir de referência nacional para todos os médicos, gestores e instituições de ensino. |
Afinal, dormir bem não depende só de comprimidos, mas de uma nova cultura sobre o que é sono saudável. |
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 | (Imagem: Reprodução/GIPHY) |
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RESEARCH |
Obesidade na juventude pode ser prejudicial à saúde neurológica |
 | (Imagem: Harry Potter Wiki) |
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Um estudo da Universidade Estadual do Arizona revelou que adultos entre 20 e 30 anos com obesidade já apresentam alterações biológicas associadas ao envelhecimento cerebral precoce. |
Foram identificados níveis elevados de proteínas inflamatórias e marcadores de lesão neuronal em jovens com sobrepeso. O destaque vai para o neurofilamento de cadeia leve (NfL), proteína associada à morte de neurônios e presente em condições como o Alzheimer. Esses participantes também apresentaram níveis significativamente mais baixos de colina — nutriente vital para o fígado, a função cerebral e o controle da inflamação.
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Esse desequilíbrio bioquímico sugere que processos ligados à neurodegeneração podem iniciar-se antes mesmo dos primeiros sinais cognitivos. |
Entre as mulheres, os níveis de colina foram ainda menores, indicando possível vulnerabilidade aumentada ao longo da vida. |
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Como me proteger disso? |
Vale lembrar que, por ser um estudo observacional, a pesquisa estabelece associações, mas não permite afirmar com certeza que uma coisa causa a outra. |
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Não adianta pensar que somos imunes a qualquer tipo de doença durante essa fase da vida — mais cedo ou mais tarde, as consequências surgem. |
Praticar exercícios físicos regularmente, ter uma alimentação equilibrada e manter um bom sono são os principais pilares para sustentar um perfil metabólico saudável. |
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WORLD HEALTH |
Sífilis dispara entre jovens na Argentina |
 | (Imagem: Pinterest) |
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A Argentina enfrenta um aumento histórico nos casos de sífilis: crescimento de 20,5% em relação ao ano passado. |
Segundo o boletim epidemiológico nacional, já foram registradas 36.702 infecções nas primeiras 44 semanas de 2025 — número que praticamente iguala todos os casos do ano anterior e supera, com folga, os 30.445 de 2023. |
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Sobre a condição 🩺 |
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. |
Ela evolui em estágios — primário, secundário, latente e terciário — e pode afetar diversos órgãos, se não for tratada adequadamente. No início, surgem feridas indolores, seguidas por manchas na pele, febre e, em casos graves, danos neurológicos ou cardiovasculares.
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A transmissão ocorre principalmente por contato sexual sem preservativo, mas também pode ocorrer da mãe para o bebê durante a gestação, causando sífilis congênita. |
O cenário argentino 🇦🇷 |
O avanço é generalizado e atinge principalmente os jovens, com quase 8 em cada 10 diagnósticos envolvendo pessoas entre 15 e 39 anos — com maior concentração na faixa de 20 a 29 anos. |
Segundo o Ministério da Saúde, o aumento está relacionado à maior circulação da bactéria. Contudo, também houve avanços no sistema de vigilância e de testagem da população sexualmente ativa. |
De modo geral, o problema não é exclusividade do país dos hermanos. Na verdade, o contexto reflete uma tendência regional. |
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O que está sendo feito? |
Estima-se que as Américas registrem mais de 3,3 milhões de novas infecções por sífilis por ano, com aumento de quase 30% desde 2020. |
Diante da escalada, representantes de 23 países reuniram-se em São Paulo, em julho, para criar uma estratégia conjunta. |
Entre os principais pontos estão a ampliação do acesso a testes e tratamentos, o reforço à vigilância e um maior comprometimento político para conter a doença. |
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