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Na edição de hoje: | 📈 Buffett. São poucos os que gostam da Apple mais que o velhinho. | 🔥 Hot topics. Lucro do Nu, mercado de smartphones em baixa e aumento de milionários no Brasil. | 🇩🇪 Show your bizness. A nova temporada começa na Alemanha. |
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Mais da metade do dinheiro de Buffett está na Apple? 🍎 |
INFOGRÁFICO #195 |
Warren Buffett. Quem acompanha o mercado financeiro, gosta de investimentos ou pelo menos lê dêbiz já deve ter ouvido falar bastante nesse nome — uma das maiores referências da história do mundo dos investimentos. |
Nascido em 1930, seu pai era corretor de ações, o que fez com que, desde cedo, ele se interessasse pelo assunto. Com apenas 11 anos, começou a investir na bolsa de valores e não parou mais. |
Volta no tempo… ⏳ |
 | (Imagem: Business Insider | Reprodução) |
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1955. A fusão de dois negócios resultou na Berkshire Hathaway, uma empresa do ramo têxtil. O negócio faturava US$ 120 milhões por ano, até que começou a decair e precisou vender diversas plantas industriais e demitir bastante gente. |
A relação Buffett-Berkshire começou em 1962, quando ele, de olho nessa queda, começou a comprar ações da empresa. Foi aí que, em 1964, o presidente da companhia lhe ofereceu comprar o negócio todo. |
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Sabe o que ele fez? Simplesmente, comprou ainda mais ativos da companhia para assumir totalmente seu controle e... Demitiu o ex-presidente. |
No final da década de 1960, Buffett passou a diversificar a atuação. O que, antes, era um negócio do ramo têxtil, tornou-se uma empresa que adquiria participações em companhias de outras áreas. Um verdadeiro conglomerado de investimentos. |
📈 Long story short: Desde então, com Buffett no comando, a empresa teve um crescimento astronômico e, hoje, é avaliada em quase US$ 800 bilhões, sendo uma das dez maiores companhias listadas em bolsa do mundo. |
Agora que você já sabe a história… |
Recentemente, a Berkshire divulgou o relatório do segundo trimestre deste ano, onde informou seus movimentos de investimento do período. |
Como quem está por trás é um dos maiores investidores do mundo, o mercado todo fica de olho nas compras e vendas do bom velhinho. |
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Aqui vão os principais destaques |
🎮 Activision Blizzard. O bilionário reduziu a participação na companhia, vendendo quase US$ 3 bilhões em ações — 70% do que tinha do negócio. |
🏗️ Construção. No 2T, a empresa investiu US$ 800 milhões em três construtoras dos EUA — o momento é de alta de juros, o que encarece o financiamento e faz da construção uma boa opção para suprir a alta demanda por casas novas. |
🍎 Apple. Das 49 ações que compõem sua carteira, a empresa da maçã, que já era a maior protagonista, valorizou e ganhou ainda mais espaço, tornando-se responsável por mais da metade do portfólio da Berkshire: |
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Apple no topo |
Buffett ama a maçã. Ele diz que a companhia é "diferente de todas as demais" e a "melhor ação de sua carteira". |
Isso explica a relevância do negócio em seus ativos. Inclusive, uma das características da filosofia de investimentos do bilionário é focar em poucas empresas, mas com forte potencial de crescimento a longo prazo. |
Tanto é que 80% do portfólio da Berkshire se concentra em cinco nomes: Apple, Bank of America, American Express, Coca-Cola e Chevron. |
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Se funciona? De 1965 até hoje, o investidor tem um retorno anualizado de 19,8%. Para você ter uma ideia, uma pessoa que tivesse investido 100 dólares na Berkshire naquele ano teria transformado esse valor em US$ 2,8 milhões. Look at him. |
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As notícias que quem faz bizness precisa ler |
BITS & BYTES |
💸 Superando as projeções… O Nubank lucrou US$ 225 milhões no 2T23 — revertendo um prejuízo de US$ 30 mi do mesmo período do ano anterior e superando o lucro de US$ 140 mi do 1T23. |
📱 Crise para alguns? O mercado global de smartphones atingirá o menor patamar da década neste ano. Ainda assim, a Apple pode se tornar o maior player em venda de smartphones pela primeira vez. |
🇮🇳 Falando na Apple... A Foxconn, uma de suas principais fornecedoras, já iniciou a produção do iPhone 15 na Índia, num momento em que a companhia busca diversificar sua fabricação da China. |
🤖 Conselho do Google. A BIG TECH está testando uma assistente de AI via chatbot para orientar as pessoas em diferentes áreas da vida — desde dar conselhos até ajudar no planejamento de refeições. |
🇨🇳 Cuidado com a China? A cidade de Nova York baniu o TikTok em dispositivos de propriedade do governo para evitar possíveis ameaças da China à segurança nacional. |
☕ Deu no dênius... O número de milionários brasileiros quase dobrou de 2021 para 2022, ultrapassando os 400 mil, enquanto a quantidade de milionários no mundo diminuiu. |
Multinacionais estão usando AI para gerenciar cadeia de suprimentos |
TECNOLOGIA |
 | (Imagem: Wired | Reprodução) |
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Ao mesmo tempo que a inteligência artificial coloca o papa vestindo uma jaqueta puffer e descobre traições por aí, ela também pode ser usada para fins maiores, como gerenciar cadeias de suprimentos. |
Contexto: Com várias empresas enfrentando o impacto de tensões geopolíticas e pressão para eliminar abusos ambientais e de direitos humanos, o uso da AI está despertando mais interesse. |
Isso porque, embora o suporte da tecnologia já seja usado há anos para gerenciar cadeias de suprimentos, o desenvolvimento da inteligência artificial consegue automatizar ainda mais o processo. |
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Como exemplo disso, Unilever, Walmart e Maersk estão entre as companhias que usam AI para negociar contratos, encontrar fornecedores ou ajudar a identificar aqueles ligados a questões controversas. |
Quais as outras vantagens? |
Previsão e gerenciamento de riscos: Os mecanismos de AI podem prever quase todas as variáveis que afetam a produção e transporte de uma empresa; Gerenciamento de estoque: Além de saber a localização exata de tudo, as ferramentas podem analisar profundamente os dados de estoque, transformando esse gerenciamento em um centro de lucro; Logística de transporte: Se baseando em padrões de tráfego em tempo real, condições climáticas e outras variáveis, os algoritmos de AI podem otimizar as opções de transporte e entrega; Desenvolvimento de produtos e processos: A tecnologia também pode propor soluções de design e aconselhar as empresas sobre como fabricar e distribuir um produto da maneira mais eficiente possível.
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Looking Forward: Embora apenas 14% dos profissionais de cadeia de suprimentos estejam usando AI, uma pesquisa recente mostrou que 96% planeja utilizar a tecnologia em breve. |
A nova temporada do SHOW YOUR BIZNESS |
RECADO DA EQUIPE |
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Chegou a nova temporada do nosso quadro queridinho, em que analisamos negócios legais de um jeito que você não costuma ver por aí. |
Ao todo, até hoje, já conversamos e apresentamos 59 diferentes bizness e founders, dos mais diversos setores, mas todos com um ponto em comum: estão tentando mudar ou já mudaram o status quo de seus setores. |
A ideia é trazer o que está acontecendo no cenário de startups no Brasil e no mundo e, mais do que isso, permitir que nossos leitores se conectem entre si. |
Agora, está aberta a nossa sexta temporada. Serão 10 negócios nas próximas 10 quintas-feiras. Sem mais delongas, vamos ao primeiro… |
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O fundo de investimento alemão que troca mídia por equity 📺 |
SHOW YOUR BIZNESS #60 |
 | (Imagem: the bizness) |
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🧐 Conheça o German Media Pool |
O German Media Pool (GMPVC) é um fundo de media for equity independente — não pertence a nenhum grupo de mídia —, da Alemanha. Dito isso, precisamos falar sobre media for equity em si, que é uma variedade de Venture Capital… |
💰 Modelo de negócios |
Tradicionalmente, os fundos de VC dão dinheiro para as startups investirem em seu crescimento e, em troca, ficam com equity. Com isso, ganham dinheiro quando — e se — a startup for vendida, seja para outra empresa ou através de um IPO. |
Já o GMPVC não investe dinheiro, mas, sim, espaços publicitários, que são cedidos por parceiros de mídia. O fundo, por sua vez, repassa esse espaço para startups em troca de um percentual delas. |
Então, quando a startup é vendida, o fundo alemão recebe o valor correspondente à sua participação — e repassa uma parte para os parceiros de mídia. Pra facilitar: |
 | (Imagem: the bizness) |
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Note que o único investidor das startups é o German Media Pool, que junta diversos espaços de mídia de diferentes parceiros e cria uma combinação ideal para cada negócio e suas necessidades. |
Para isso, o GMPVC conta com +50 parceiros que cobrem diferentes tipos de mídia — televisão, mídia impressa, rádio e out of home (veiculações em ambiente urbano, como outdoors). Só faltou newsletters. risos. |
Como resultado disso, os parceiros de mídia chegam a multiplicar em 6x o valor que deram em mídia. |
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Esse modelo traz skin in the game ao fundo e aos parceiros de mídia, pois eles só ganham dinheiro se a startup for vendida. Portanto, precisam que as startups deem certo. |
Outra característica desse formato é que, no geral, ele funciona apenas para investir em empresas voltadas aos consumidores finais, uma vez que negócios B2B não se beneficiam tanto desse tipo de anúncio. |
🛣 Como tudo começou… |
A inspiração do German Media Pool é um fundo da Suécia, chamado Aggregate Media, criado em 2002, que foi o primeiro a criar esse modelo de media for equity independente profissional. |
O Niko, um dos fundadores do GMPVC com quem conversamos, trabalhou na IBM por 8 anos, onde foi responsável por todos os clientes de mídia que a companhia tinha na Europa.
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Por conta disso, conhecia muitos grupos de mídia, principalmente da Alemanha. Foi de lá que ele tirou os primeiros parceiros. Hoje, que eles já são conhecidos, as empresas que vêm atrás deles. |
🧮 Let's talk numbers |
Para te dar uma dimensão do negócio, aqui vão alguns números do GMPVC: |
 | (Imagem: the bizness) |
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📈 Recebeu investimentos? |
O German Media Pool começou com investimento anjo de alguns amigos próximos dos fundadores, na casa dos US$ 500 mil, que foi tudo destinado para advogado e consultores fiscais — para estruturar o modelo, fazer contratos e financiar a operação. |
Pare pra pensar… O dinheiro só entra quando uma startup é vendida. Mas, até lá, você precisa de caixa para arcar com os custos da operação. Esse foi o objetivo da captação. |
Outra forma de fazer o negócio parar de pé é uma taxa operacional que algumas startups pagam pela mídia. Esse valor é bem pequeno, uma vez que, por ser um negócio enxuto, os custos são relativamente baixos. É só para a conta fechar. |
👫 Quem está por trás desse negócio? |
 | (Imagem: German Media Pool | Facebook) |
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A empresa foi fundada por Niko Waesche e Aljoscha Kaplan. Ao clicar, você vai para o LinkedIn deles. Contando com os dois, o time é composto por seis pessoas. |
⛰ Maiores desafios |
Existe um problema comum entre empresas europeias: Elas nunca terão um mercado tão grande como o dos EUA, ou outro que fale inglês. |
Um grupo de mídia alemão está limitado ao mercado do país, o que dificulta a expansão. Dessa forma, trazer parceiros de outros países é um desafio. Além da Alemanha, o GMPVC conta com alguns da Bélgica e Holanda. |
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Afinal, por ser algo novo, era difícil fazer as pessoas acreditarem. E, para o GMPVC ter sucesso, era preciso trazer as melhores pessoas e empresas para perto, pois são essas que conseguiriam ser vendidas no futuro. |
🔮 Visão do Niko |
Quando o German Media Pool começou, todo mundo dizia que a TV ia acabar. Hoje, mais de 10 anos depois, as pessoas continuam dizendo isso — mas a TV continua firme e forte. |
Claro que a indústria de mídia está mudando bastante, mas milhões de pessoas ainda assistem TV, ouvem rádio e leem jornais. A forma pode mudar, mas esses canais seguem relevantes. |
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Pense em um outdoor… Daqui a 50 anos, as pessoas vão continuar caminhando pelas cidades, andando de carro e vendo o que está na rua. |
Por conta disso, o que Niko vê para os próximos anos é “nada mais” do que continuar fazendo bons deals. Simple as that. |
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Isso não quer dizer que eles não planejam se adaptar e atacar oportunidades… Tanto que, recentemente, a empresa lançou um fundo de VC tradicional para investir dinheiro em startups em estágios mais avançados, que eles já fizeram media for equity. |
Dessa forma, o fundo consegue ajudar ainda mais esses negócios que já são parceiros, aumentando o retorno que ele teria com eles. |
📚 Para aprofundar |
🎙️ Podcast. Com os dois fundadores do GMPVC falando mais do negócio e seu mercado de atuação. |
🇧🇷 Coluna the biz. Já trouxemos um artigo exclusivo com Renato Mendes e Felipe Hatab — CEO e CIO da 4Equity, fundo brasileiro de media for equity inspirado no German Media Pool. |
🦄 E o meu bizness? |
Se você quer seu bizness analisado por nós, clique aqui. |
Na próxima quinta... |
🔜 A marca verde e rosa que viralizou no Brasil com um produto que ainda nem existia no país. |
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Uma dica do Niko para quem está começando um negócio… |
INSIGHT |
 | (Imagem: the bizness) |
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Para te trazer esse conteúdo, o dêbiz foi até a Alemanha — literalmente — para falar diretamente com o Niko, um dos fundadores, e entender melhor sobre o GMPVC. |
Uma das conversas que tivemos, muito útil para quem está criando uma empresa, foi sobre as diferentes formas que um negócio pode inovar. |
Existe várias maneiras. Seu produto e sua ideia não precisam ser totalmente inovadores. |
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Trazendo para o universo VC… A forma como você capta dinheiro também pode ser um jeito de inovar. Modelos como o media for equity são uma opção diferente que pode ser o diferencial de um negócio. |
Pense em uma empresa que está começando e precisa restringir as despesas. É um caso em que o media for equity pode ser uma forma de reduzir os gastos com marketing e, ainda assim, fazer publicidade. |
Até porque, com cada vez mais pessoas anunciando nas plataformas digitais, os custos sobem. Dessa forma, startups que focarem apenas nos canais digitais podem estar perdendo a oportunidade de impactar clientes em outros momentos do seu dia. |
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Curiosidade para quem leu até aqui: A waffle, holding dona do the news, já possui dois investimentos ativos nessa modalidade. Gostaria que fosse o seu negócio? Clique aqui. |
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