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👻 O impacto econômico do Halloween. 🔥 As notícias que estão em alta no mundo dos negócios 🗣 Show Your Bizness #90: Liv Up 🤝 As empresas que mais compraram startups desde 2000.
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INSIGHT |
Halloween: a festa que movimenta bilhões de dólares |
 | (Imagem: USA Today) |
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Com outubro chegando ao fim, muitas pessoas enfrentaram o mesmo dilema: o que usar no Halloween? Brincadeiras à parte, o famoso “Dia das Bruxas” 🎃 é uma das festividades mais populares e lucrativas dos Estados Unidos. |
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Uma das empresas que está feliz com isso é a Spirit Halloween, varejista sazonal estadunidense que fornece acessórios, enfeites e fantasias para o “Dia das Bruxas” nos EUA e Canadá. |
São mais de 1.500 lojas – todas temporárias (pop-up stores), operando desde a metade de julho até a metade de novembro; Mais de 50 mil trabalhadores temporários.
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O modelo de negócios, que depende majoritariamente em convencer os proprietários dos imóveis a concordarem com arrendamentos de curto prazo, se mostrou lucrativo para o varejista. |
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Outro tipo de negócio que se tornou muito popular nos últimos anos durante o Halloween foram as “casas mal-assombradas”, atraindo cerca de 46,5 milhões de americanos (18% da população do país) somente no ano passado. |
 | (Imagem: Orlando Informer) |
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Quem se aproveitou disso foi a Universal. A empresa investe mais de US$ 100 milhões por ano para organizar a sua “Halloween Horror Nights” (HHN) em seus parques temáticos espalhados pelo mundo. |
Muitas das atrações estão conectadas a propriedades intelectuais de sucesso como Os Caça-Fantasmas, Stranger Things e Sobrenatural. |
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Só na Flórida, o público estimado é de 30.000 a 35.000 visitantes diários. Isso sem contar que o parque localizado na cidade de Orlando viu o HHN arrecadar cerca de US$ 575 milhões em vendas em 2022. |
Por último, estima-se que os americanos gastem cerca de US$ 3,5 bilhões em doces neste Halloween — e, ao que parece, uma marca já se tornou a queridinha de todos. |
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🦉 E o que uma marca precisa ter pra ser indicada ao troféu da coruja? |
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TRENDING |
 | (Imagem: Shopify) |
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📉 Não agradou. Receita da Microsoft aumenta 16% no 3º trimestre, mas ações caem após projeções de um crescimento mais lento em sua vertical de computação em nuvem |
🍫 De sungas a barrinhas. Speedo, conhecida por seus produtos de natação, se aventura no mercado de alimentos e lança barra de proteína |
🏎 É no domingo. Como as marcas estão aproveitando o impacto da Fórmula 1 no Brasil para engajar com seus fãs |
⚡️ US$ 28 bilhões. Pela primeira vez na história, montadora chinesa BYD supera Tesla em receita |
🍷 Rumo ao bilhão. Maior cooperativa vinícola do Brasil projeta crescimento de 10% este ano e aposta no aumento de exportações e produtos inovadores para 2025 |
🇸🇦 De olho no Oriente Médio. BRF, dona da Sadia e da Perdigão, investe US$ 84 milhões para expandir suas operações na Arábia Saudita |
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GRÁFICO DO DIA |
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Desde 2000, a Alphabet foi a empresa que mais adquiriu startups. Contudo, a dona do Google pagou “apenas” US$ 16,6 bilhões por todas essas transações, cifra muito abaixo se comparado ao total investido por Microsoft e Cisco, ambas superando os US$ 50 bi. |
Segundo a Mind the Bridge, cerca de 46% das startups são normalmente adquiridas 6 anos após a sua fundação, enquanto outros 35% das empresas-alvo têm entre 6 e 10 anos. Clique aqui para ver o ranking completo. |
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Ajustando a receita para construir um negócio de mais de R$ 160 milhões |
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Tudo começou em 2008. Victor Santos e Henrique Castellani se conheceram no “trote” da faculdade e, ao longo de sua trajetória universitária, discutiram sobre inúmeras ideias de negócio. |
Corta para 2014, um ano após graduar-se, Santos passou a procurar uma solução para poder conciliar uma rotina saudável — sobretudo na alimentação — com a sua rotina intensa de trabalho. |
“Nisso veio o clique,” disse Santos. “Não sou só eu que quero comer bem, não sou só eu que estou com pouco tempo e que posso me beneficiar de uma alimentação prática, gostosa e saudável no meu dia a dia.” |
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Ele então comentou sobre a ideia com Castellani e os dois começaram a estudar diferentes formas e criar um produto que trouxesse não só qualidade como também custo benefício. |
O que observaram foi que poderiam fazer um planejamento de toda a matéria-prima necessária e comprar diretamente com pequenos agricultores — passando a trabalhar com ingredientes orgânicos. |
Hoje, a empresa consome mais de 700 toneladas por ano desses produtos provenientes dessas parcerias. |
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Foi aí que eles encontraram a oportunidade de ressignificar a comida congelada como algo natural, saudável e prático. Mas ainda faltava definir um modelo que fosse escalável. |
“A gente percebeu que se tivéssemos um cozinha central, conseguiríamos ter escala e mais padrão,” relembra Castellani. “Consequentemente, conseguiríamos garantir um custo mais acessível do produto para o consumidor.” |
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Na metade de 2015, os 2 deixaram seus respectivos trabalhos e se lançaram de cabeça no empreendimento. No final desse ano, com ajuda amigos e familiares, eles alugaram sua primeira cozinha — que tinha uns 50 m². |
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Algum tempo depois, em março de 2016, foi lançada a Liv Up, uma plataforma online que vendia refeições congeladas. |
🏃 Os primeiros passos |
Além de colocar a cozinha de pé, boa parte dos recursos captados foram direcionados ao marketing, desde panfletos e participação de feiras de saudabilidade, passando por campanhas com nutricionistas ao bom tráfego pago online. |
“Nos primeiros meses, foi aquilo: confiar nos amigos e na família para ajudar na divulgação,” comentou Santos. “Me lembro até hoje de quando teve a 1ª venda feita por alguém que nem eu nem o Henrique conhecia, que não era amigo de amigo. Demorou uns 3 meses para isso acontecer.” |
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No entanto, no momento que eles encaixaram o marketing online, junto a um trabalho com influenciadores, o negócio começou a escalar. Após 6 meses de vida, o faturamento da Liv Up passou a dobrar a cada 4 meses. |
Esse crescimento acelerado também fez com a que empresa adotasse uma “posição de defesa operacional”, para não baixar a qualidade do produto e, especialmente, não prejudicar a experiência de compra do consumidor. |
“É super legal falar que a empresa tava dobrando de tamanho,” disse Santos. “Mas só a gente sabe o quanto de comida nós mesmos fazíamos no 3º turno. Era trabalhar no marketing pela manhã, separar pedidos pela tarde e, às vezes, cozinhar e selar pedidos para fazer a empresa escalar.” |
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Apesar disso, os fundadores ressaltaram a importância de ter criado um modelo que fosse sustentável — no qual sobrasse dinheiro a cada pedido — pensando na rentabilidade no futuro. |
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📈 Expansão para outros estados e adaptação ao paladar dos clientes |
Em fevereiro de 2017, a Liv Up inaugurou o seu centro de distribuição (CD) no Rio de Janeiro. Mais do que a expansão, o movimento foi para provar que o seu modelo, de ter uma única cozinha central e vários CDs, poderia funcionar… E funcionou. |
“O consumidor do Rio foi comprando, foi tendo uma boa aceitação,” relembra Castellani. “E depois permitiu que, ao longo dos próximos anos, a gente fosse abrindo outros CDs e expandindo geograficamente.” |
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Já em 2018, eles abriram a operação em Belo Horizonte e, no ano seguinte, com o modelo mais aperfeiçoado, a Liv Up abriu mais 8 CDs, permitindo à marca ter uma abrangência muito maior pelo Brasil. |
Para decidir sobre qual seria o próximo local, a empresa se baseou muito em dados, sabendo exatamente quais eram as cidades que mais acessavam seu site, mas que ainda não tinham CDs em sua região. |
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No entanto, eles logo perceberam que cada região teria suas particularidades. No caso do RJ, a Liv Up chegou com o feijão carioca e, quase que de imediato, teve que trocar pelo feijão preto. |
Um outro caso interessante foi o de uma de suas refeições mais vendidas tanto em São Paulo quanto no Rio: o Saint Peter grelhado, que vinha um pouco mais “sequinho”, por ser a maneira como Santos prefere comê-lo. |
“Nós vimos uma diminuição da taxa de recompra do Saint Peter ao longo do tempo,” comentou Santos. “Quando analisamos, vimos que a minha preferência estava atrapalhando as vendas. Nós mudamos o preparo para deixá-lo molhadinho e, após 1-2 meses, a recompra subiu.” |
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Essa análise com o público continua até hoje, inclusive, para determinar se um prato sai ou não do cardápio. Nas palavras dos fundadores, “é trazer os consumidores para construir o cardápio com a gente.” |
Ao longo do tempo, eles foram vendo como seria possível trazer um cardápio que abarcasse esses pequenos ajustes, mas que tivesse uma linha principal sólida e comum para poder ter escalabilidade. |
Esse é só o começo. Você pode continuar lendo essa história, sabendo: |
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*dica de uma marca parceira |
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Será que você consegue adivinhar quem foi? |
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