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BOA TARDE |
Jatinhos, casas com vista para a Baía de São Francisco, carros de luxo… A verdade é que existem muitas coisas que representam status no Vale do Silício. Companhias, inclusive, estão criando peças exclusivas para funcionários e executivos, em uma tentativa de transformar suas marcas em verdadeiros estilos de vida. |
Mas o mais novo símbolo de status do Vale é um item personalizado com a marca da OpenAI, com detalhes que parecem saídos de um easter egg para programadores, como “COMPUTE IS DESTINY” e uma referência a código Python no verso. Apenas sete unidades foram encomendadas, uma delas para o CEO, Sam Altman. |
E você, consegue adivinhar que item é esse? |
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Para hoje… A Meta está aprendendo que AI não é sinônimo de produtividade; o mercado de data centers pode dobrar de tamanho no Brasil; startups estão usando seus aportes para comprar outras startups; e mais. | | | | ⏱️ Tempo de leitura: 5 minutos e 53 segundos |
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QUICK TAKES |
👀 PARA LER: O texto da semana, no qual Bill Gates alerta, em quase 6 mil palavras, que não há um plano para a “ruptura” que a inteligência artificial causará |
🔍 PARA DESCOBRIR: A cidade favorita dos nômades digitais na América Latina |
😲 PARA SE IMPRESSIONAR: O conselho do cofundador do PayPal que fez a OpenAI apostar tudo no ChatGPT |
💻 PARA VER: Um raro vídeo de 1995 do cineasta Pete Docter, da Pixar, mostrando um pouco de como ele e a equipe da Pixar criaram Toy Story |
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Meta vê grande aposta ir por água abaixo… pelo menos por enquanto ❌💼 |
Não, essa aposta não é o metaverso. Estamos falando de outro plano ambicioso que Mark Zuckerberg tinha: transformar a Meta em uma empresa “nativa de AI”, na qual agentes de inteligência artificial fariam parte do trabalho hoje realizado por milhares de funcionários. |
A ideia surgiu em janeiro, durante um encontro entre os principais executivos da companhia no Havaí. O plano teria colaboradores com novas funções em outros departamentos e previa a redução de algumas equipes em até 60%. Segundo algumas pessoas, o layoff seria maior que os 25% realizados pela BIG TECH há três anos. |
A grande reestruturação ocorreria em duas ondas: uma em maio e outra em novembro. Mas, logo após demitir 10% da força de trabalho no dia 20/05, Zuckerberg cancelou a segunda rodada de cortes planejada para o segundo semestre. |
Não se sabe o que exatamente levou o executivo a mudar de ideia… |
 | (Imagem: Reuters) |
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Outro fator que pode ter contribuído é que a própria inteligência artificial ainda não entregava os ganhos esperados. |
Em abril, por exemplo, uma postagem interna disse que agentes de AI sem supervisão estavam realizando “ações disruptivas em larga escala que dificilmente seriam executadas por humanos”. |
O resultado: incidentes técnicos e de segurança aumentaram 40%, enquanto o tempo gasto pelos funcionários para resolvê-los subiu 70%. |
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Já em junho, o chefão de tecnologia da Meta disse que o volume de código produzido pelos funcionários aumentou 220% na comparação anual, mas as mudanças que efetivamente viraram novos recursos para os usuários cresceram apenas 36%. Ou seja: produzir mais não significou necessariamente produzir melhor. |
A aposta também envolvia os chamados agentes de AI: sistemas capazes de executar tarefas de forma autônoma, em vez de apenas responder perguntas. Mas Zuckerberg admitiu em julho que essa tecnologia estava evoluindo mais lentamente do que ele esperava. |
Enquanto isso, a Meta tentou recuperar a confiança dos funcionários |
Após observar que a satisfação caiu de 74% para 55%, a empresa suspendeu um sistema que monitorava teclas e movimentos do mouse, permitiu que alguns profissionais voltassem para suas equipes anteriores e passou a reforçar benefícios e ações para melhorar o ambiente interno. |
Zuckerberg também mudou o discurso. Em vez de apresentar a AI principalmente como uma forma de automatizar o trabalho, passou a dizer que a Meta quer usar a tecnologia para dar mais poder às pessoas. A empresa chegou a lançar uma campanha publicitária declarando que está “apostando nas pessoas”. Clique na imagem abaixo. |
 | (Imagem: Meta) |
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Isso não significa, porém, que a pressão por eficiência tenha desaparecido. A Meta pretende investir pelo menos US$ 130 bilhões em infraestrutura de AI em 2026, aumentando a necessidade de encontrar maneiras de reduzir custos e elevar a produtividade. |
O caso mostra um dos dilemas da AI no mercado de trabalho: é mais fácil imaginar que uma tecnologia pode substituir uma pessoa do que provar que ela consegue substituir o trabalho daquela pessoa com qualidade. Na Meta, a distância entre essas duas coisas ficou evidente. |
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TOGETHER WITH LITTLE BEAN |
Um presentinho para quem não foi ao seis&seis |
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Sem muita enrolação: Se você não foi ao evento e, INFELIZMENTE, não experimentou o Little Bean, temos uma surpresa para você. |
A mesma oferta que rolou por lá continua valendo: compre 2 cafés e leve 3. Mas corre, porque essa condição especial só fica disponível até o dia 31/08. |
É a sua chance de experimentar o café que virou queridinho de praticamente todo mundo que provou. ☕ Clique aqui e aproveite. |
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Tem uma corrida de data centers acontecendo no Brasil ⚡ |
O mercado brasileiro de data centers deve dobrar de tamanho até 2030, segundo um novo relatório da consultoria JLL. O país já soma 706 megawatts (MW) de capacidade instalada e tem outros 660 MW em construção, com mais da metade desse novo espaço já reservada por clientes. |
São Paulo, junto a Barueri, e Campinas concentram 585 MW, mais da metade da capacidade brasileira; A ocupação chegou a 96%, deixando apenas 4% dos espaços disponíveis.
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Por trás dessa corrida está a inteligência artificial. Modelos de AI precisam de uma enorme quantidade de computadores para serem treinados e funcionar. É como se a tecnologia estivesse aumentando a demanda por novas “fábricas” digitais — e as empresas estão correndo para construí-las. |
Não é à toa que cidades como Porto Alegre e Fortaleza despontam como novos polos. É no Ceará, inclusive, que será construído o maior complexo de data centers do Brasil e da América Latina, da ByteDance, voltado às operações globais do TikTok fora da China. |
A disputa também deve ficar mais acirrada entre os operadores. Ascenty, Odata e Scala concentram 70% do mercado atual, mas novos projetos prometem mudar esse equilíbrio. |
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O desafio é que esses “galpões digitais” precisam de muita energia, dinheiro e regras claras. Com o fim do Regime Especial para Serviços de Data Center (Redata), empresas buscam alternativas tributárias enquanto novos projetos avançam. |
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A próxima grande startup pode ser comprada antes de crescer? |
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Talvez sim, talvez não. Mas uma coisa é certa: adquirir startups deixou de ser apenas uma estratégia de empresas antigas e consolidadas. Em 2026, mais de 500 startups financiadas por investidores foram adquiridas por outras startups no mundo, segundo dados da Crunchbase. |
O destaque é a OpenAI, que comprou 8 startups só neste ano e já soma pelo menos 19 aquisições ao longo dos anos; Sua grande rival, a Anthropic, comprou 5 empresas, incluindo a Coefficient Bio por US$ 400 milhões; Já a fintech MoonPay surpreendeu ao também adquirir 5 startups, porém todas entre abril e julho.
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Por que comprar em vez de construir? Tempo. Na corrida pela inteligência artificial, adquirir uma empresa pode ser mais rápido do que desenvolver uma tecnologia do zero. E a compra também pode trazer equipes experientes — o chamado acquihire, quando o principal ativo adquirido são os talentos. |
Há ainda uma divisão cada vez maior no ecossistema. Enquanto algumas startups estão cheias de capital, outras enfrentam dificuldades para levantar dinheiro. Isso cria uma combinação perfeita para aquisições: compradores com caixa de sobra e empresas que precisam encontrar uma saída. |
E, com a competição por tecnologia, talentos e espaço no mercado cada vez maior, comprar pode ser a maneira mais rápida de crescer. (Aprofunde) |
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TOGETHER WITH REMESSA ONLINE |
O Brasil está entre os cinco principais países compradores de imóveis em Miami |
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Em 2025, compradores internacionais movimentaram US$ 4,4 bilhões em imóveis em Miami, alta de 42% em um ano, segundo a Associação de Corretores de Imóveis de Miami. |
O movimento é claro: o brasileiro quer construir patrimônio fora do Brasil. Seja em imóveis, ações ou qualquer outro investimento nos Estados Unidos, o primeiro passo é o mesmo: fazer o dinheiro chegar lá com eficiência.
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Com a Remessa Online, maior plataforma brasileira de câmbio e transferências internacionais, você envia dólares com taxas transparentes e sem intermediário no caminho. 👉 Use o cupom THENEWS15 na sua próxima transferência. |
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GIRO POR OUTROS HIGHLIGHTS |
→ Nvidia registra alta de 106% na receita, para US$ 96,2 bilhões, e projeta novo ano de forte crescimento impulsionado pela demanda por AI |
→ E, por falar na Nvidia… A empresa concorda em comprar startup por US$ 12,9 bilhões, mirando o ecossistema de modelos de AI abertos |
→ SoftBank negocia participação majoritária na 1X Technologies, startup de robôs humanoides apoiada pela OpenAI e avaliada em US$ 6 bilhões |
→ Dono das redes Habib’s, Ragazzo e Tendall entra com pedido de recuperação judicial, declarando uma dívida de R$ 265 milhões |
→ Ações da Nike caminham para o pior ano desde a aposentadoria de Jordan, em 1993 |
→ Votorantim vende o controle da mineradora Nexa à sueca Boliden por US$ 1,3 bilhão e se torna a maior acionista da compradora |
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GRÁFICO DO DIA |
| US$ 11,3 bilhões indo pro espaço (literalmente). Só entre janeiro e junho de 2026, os investimentos de venture capital em startups espaciais ultrapassaram o total investido em todo o ano de 2025. | Esse impulso tem alguns motivos: | → A redução de custos do setor com o avanço das tecnologias de foguetes reutilizáveis; | → E o próprio amadurecimento da indústria aeroespacial, com diversas empresas privadas se estabelecendo. |
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Outro grande motivo é a própria líder absoluta desse mercado: a SpaceX. A empresa de Musk, que abriu capital há 2 meses, foi pioneira em mostrar o potencial de lucro escondido no espaço, abriu caminho para a redução de custos e praticamente criou uma revolução de empresas privadas. Leia mais aqui. |
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