Boa tarde. Na edição de hoje: o problema da Netflix que só o dinheiro não pode resolver, Musk gera burburinho com possível fusão Tesla-SpaceX e venda de humanoides, família bilionária da Alemanha compra fatia do Bayern de Munique. |
Antes de começar, a curiosidade do dia. Muitas gigantes globais têm origens inacreditáveis que nem parecem reais, e o negócio de bilhões que você conhece hoje já foi algo completamente diferente no passado. |
Será que você consegue descobrir qual das histórias abaixo é FALSA? |
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CASE DO DIA |
A Netflix tem um problema que o dinheiro, por si só, não resolve |
Terça-feira, 20/08. Os CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, apresentaram os resultados do último trimestre. A receita cresceu 12%, para US$ 12,87 bilhões; o lucro líquido avançou ainda mais (44%), para US$ 3,66 bilhões. No entanto, as ações da empresa caíram 5% após a divulgação dos balanços. |
Acontece que a Netflix está diante de um paradoxo: mesmo continuando lucrativa, tem enfrentado dificuldades para manter o público grudado na tela, especialmente nos Estados Unidos e no Canadá, seu principal mercado, que representou cerca de 44% de sua receita no último trimestre. |
 | (Imagem: Nate Rattner | The Wall Street Journal) |
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| Só que a concorrência não parou de crescer. O YouTube já representa mais de 14% do tempo de TV nos EUA, contra 7,8% da Netflix, segundo a Nielsen. TikTok e outras plataformas também disputam a atenção que antes era dedicada às séries e aos filmes. | No primeiro semestre de 2026, o engajamento global da empresa do Tudum cresceu apenas 2%, apesar do investimento anual de US$ 20 bilhões em conteúdo. |
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Parte da dificuldade está em encontrar novos fenômenos globais. O sucesso de produções originais como Round 6, Stranger Things e Wandinha ajudou a consolidar a plataforma, mas a empresa ainda não conseguiu manter uma sequência consistente de grandes hits, sobretudo quando se trata de filmes. Na semana passada, por exemplo, apenas 3 Netflix Originals estavam no Top-10. |
 | (Imagem: Netflix) |
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A solução para esse problema começou a ser anunciada antes mesmo dos resultados trimestrais. |
Em 14/10, cortou cerca de 1.000 funcionários (cerca de 6% da equipe); Em 15/10, foi a vez da chefona de conteúdo, Bela Bajaria. No mesmo dia, Peter Rice, veterano da Disney e da Fox, foi anunciado como seu substituto; Em 19/10, foi oficializada a saída do chefe da divisão de filmes, Dan Lin.
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A mudança de liderança, porém, não resolve necessariamente os problemas estruturais |
Segundo o jornalista Matthew Belloni, da Puck, a Netflix ainda aposta em lançar temporadas inteiras de uma vez, o que favorece maratonas, mas pode encurtar a conversa em torno de uma série e a espera pela próxima temporada. |
Outro desafio é o cinema. Ao priorizar lançamentos direto no streaming, a empresa reduz a chance de seus filmes virarem eventos culturais. Agora, começa a testar estreias globais nas telonas com uma janela de pelo menos 45 dias antes da chegada à plataforma. |
Há rumores de que a vaga de Dan Lin possa ser preenchida por Pamela Abdy e Michael De Luca (imagem abaixo), que recentemente deixaram a liderança da divisão de filmes da Warner Bros. Mas um fator decisivo para isso seria se a Netflix se comprometerá a realizar mais lançamentos nos cinemas. |
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 | (Imagem: Christina House | Los Angeles Times) |
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A diversificação, assim como os filmes de M. Night Shyamalan, também tem suas reviravoltas (plot twists) |
Após anos promovendo videogames e podcasts como novas avenidas de crescimento, a Netflix deixou de destacá-los no balanço mais recente. No caso dos games, apenas 3,5% dos assinantes jogam mensalmente, e a divisão está abaixo das metas de engajamento. |
Em contrapartida, eventos ao vivo, incluindo esportes, são vistos com bons olhos para ampliar o tempo de tela. Segundo a Puck, há fontes que dizem que a empresa está tentando fechar um acordo com a Fox One, o que poderia levar os jogos da NFL de domingo para a plataforma. |
A publicidade é outra aposta. A Netflix espera faturar cerca de US$ 2,7 bilhões com anúncios em 2026, abaixo dos US$ 3 bilhões previstos anteriormente. Ainda assim, fechou uma parceria com o Mercado Livre na América Latina e planeja expandir o plano com anúncios para novos países em 2027. |
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The Big Picture. A companhia enfrenta dúvidas sobre seu crescimento futuro desde a tentativa frustrada de comprar os ativos da Warner Bros. Discovery — e, cerca de um ano desde que essa negociação se iniciou, as ações da gigante do streaming caíram mais de 40%. |
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Para investidores, uma das grandes questões segue sendo: quais caminhos a Netflix ainda tem para crescer sem depender apenas de mais assinantes e mais conteúdo? |
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TOGETHER WITH NIELSENIQ |
Por que a grama o resultado do seu vizinho está mais verde que o seu? |
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Não é questão de sorte, e sim de como uma marca consegue ganhar participação de mercado enquanto outra perde. Afinal, o que separa quem cresce de quem fica para trás? |
Olhar o quintal do vizinho de forma individual não vai trazer a resposta, mas a análise DNA do Share, da NielsenIQ, sim: ao estudar mais de 18 mil combinações entre fabricantes e subcategorias de FMCG, identificou os fatores que mais influenciam o ganho e a perda de market share. |
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👉 Como leitor do the news, você tem acesso gratuito à análise aqui e condições especiais para adquirir as soluções da NielsenIQ até o fim deste ano. |
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TOUR DE HEADLINES |
 | (Imagem: Chris Boland | Unsplash) |
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🤖 Elon Musk decidiu “gerar burburinho” nos últimos dias: Disse que a SpaceX e a Tesla estão explorando uma fusão, afirmou que a empresa pretende começar a vender seus robôs humanoides Optimus para clientes externos até o fim de 2027 e anunciou que Tesla registrou uma receita estável de US$ 28 bilhões no 3º tri e um fluxo de caixa livre positivo de US$ 1,5 bilhão. (The Wall Street Journal) |
🛍️ Nova ofensiva chinesa no e-commerce brasileiro. Com o fim da chamada “taxa das blusinhas”, delegações de empresários da terra de Xi Jinping têm visitado o país em busca de parceiros para vender em marketplaces como Shopee, Temu e TikTok Shop. A estratégia é testar o mercado antes de investir em operações locais, ampliando a concorrência com o varejo nacional.(NeoFeed) |
🚗 Beyern de Munique recebe novo aporte. Uma fatia de 5% do time alemão acabou de ser negociada com o Viessmann Generations Group, empresa de uma família bilionária da Alemanha. O grupo se junta aos outros três sócios privados do clube: Adidas, Allianz e Volkswagen (Audi). Os números não foram divulgados, mas rumores apontam que o deal avalia o Bayern em US$ 4 bilhões. (Bloomberg Línea) |
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PARA VOCÊ NÃO FICAR POR FORA |
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TOGETHER WITH TOTALPASS |
Os mais fitness do the news este mês foram… |
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Tudo começou quando a Teca, do RH, leu um estudo sobre bem-estar como sistema de gestão que mostrava o seguinte: os benefícios não geram impacto real na empresa se ninguém usar de fato. |
Então ela lançou um desafio: quem tirasse mais proveito das +40 mil academias que temos com a TotalPass venceria — e a ideia era ver como isso se reflete no dia a dia de trabalho. |
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O resultado? A adesão aos benefícios subiu e, de quebra, o engajamento da galera com a cultura da empresa também aumentou. 👉 Quer ver o estudo que inspirou a Teca? É só clicar aqui. |
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AROUND THE WEB |
As dívidas dos clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro somaram R$ 19,99 bilhões no fim de 2025, segundo dados da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol (Anresf). |
Na elite, o Atlético-MG lidera o ranking dos maiores devedores, com R$ 2,21 bilhões em dívidas. O critério do ranking da Anresf considerou apenas os valores que os times ainda terão que desembolsar. Clique abaixo para ver o Top-10. |
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QUICK TAKES |
📖 PARA LER: O raciocínio que está por trás dos 5 degraus que todo líder vai precisar subir — e o que é preciso fazer para passar de cada estágio. |
🔍️ PARA DESCOBRIR: Quais são as melhores invenções de 2026, segundo a revista Time. |
😯 PARA SE SURPREENDER (OU NÃO, RISOS): Isso é o que o Mark Zuckerberg, CEO da Meta, tem em sua mesa de trabalho. |
🖥️ PARA ASSISTIR: A apresentação que David Ogilvy, conhecido como "o pai da propaganda", fez para fechar um contrato com a Xerox — que é celebrada como uma verdadeira aula de extrema humildade e transparência |
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