Boa tarde. Na edição de hoje, temos a explosão de marcas que está redesenhando o mercado de beleza no Brasil, o sinal verde para a maior fusão da história de Hollywood e o Vale do Silício criando uma alternativa à faculdade. |
Antes de começar, a curiosidade do dia: Uma das queridinhas do início dos anos 2000 recentemente voltou a ver seu nome circulando pelas notícias porque, após muitos anos de dificuldade, abandonou o que a tornou conhecida e virou uma plataforma que cria planos de aula gamificados e agentes de AI para salas de aula. |
E você, consegue adivinhar de qual empresa estamos falando? |
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QUICK TAKES |
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🤔 PARA DESCOBRIR: Quanto da internet é escrito com inteligência artificial |
😨 PARA SE SURPREENDER: As pessoas estão inundando o Twitter/X com anúncios de demissão em tom de brincadeira, imitando o alerta viral sobre a “extinção” causada pela AI |
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CASE DO DIA |
A beleza brasileira deixou de ser território dos gigantes |
Natura e O Boticário. Quando falamos sobre mercado de beleza e cuidados pessoais no Brasil, é impossível não mencionar essas duas gigantes — que, inclusive, são reconhecidas mundo afora. Juntas, foram quase R$ 25 bilhões em receita no país em 2025. |
Mas, nos últimos anos, tanto essas duas marcas quanto outros nomes bem conhecidos por aqui, como Avon, observaram que o segmento tem ficado bem mais fragmentado. Para se ter uma ideia, surgiram cerca de 5,7 mil novas marcas e submarcas entre 2021 e 2024. |
E o movimento não é por acaso. |
O Brasil é o terceiro maior consumidor mundial de produtos de beleza e higiene pessoal, atrás apenas dos EUA e da China; Em 2025, o faturamento do setor foi de quase R$ 187 bilhões, alta de 6,8%, segundo a Euromonitor.
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 | (Imagem: Cosmetic Innovation) |
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Outro fator passa também pelo comportamento do consumidor… que está mudando. |
Beleza deixou de ser apenas aparência. Produtos passaram a ser associados a autocuidado e bem-estar, enquanto ingredientes, tecnologia, sustentabilidade e resultados ganharam importância. |
A terceirização também permite que marcas menores lancem produtos sem construir fábrica, laboratório e operação logística próprios, concentrando dinheiro e energia em produto, marca, marketing e distribuição. Não é à toa que, em outubro de 2025, havia 3.675 empresas fabris e industriais registradas no segmento. |
 | (Imagem: Elle Brasil | Divulgação) |
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| Ao mesmo tempo, redes sociais criaram comunidades nas quais marcas insurgentes, como Sallve, WePink e Boca Rosa, são capazes de testar produtos, observar a reação dos consumidores e ajustar rapidamente seus portfólios. Grandes companhias levam cerca de 24 meses para lançar um produto; as insurgentes levam, em média, seis. | O resultado disso é ver o Brasil na quarta posição no ranking global de número de novos produtos lançados anualmente, atrás de Estados Unidos, China e Índia. |
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Fundos de capital de risco e private equity passaram a olhar para marcas menores, enquanto grandes grupos compram empresas que demonstram capacidade de crescimento. A Zavii Venture Builder, por exemplo, investiu R$ 3 milhões na Niul, de cosméticos sustentáveis. |
O capital também acompanha uma mudança nas fronteiras do mercado. Em 2025, as exportações brasileiras de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos ultrapassaram US$ 1 bilhão pela primeira vez. A América Latina é o principal destino, com Argentina, Colômbia, Paraguai e Equador entre os mercados relevantes. |
Mas, enquanto viralizar é um jogo que algumas marcas — sobretudo as que têm influenciadores por trás — parecem dominar, entregar milhares de pedidos é um campeonato à parte. A escala logística virou parte da disputa: uma marca pode nascer no Instagram, mas precisa construir uma operação para sobreviver fora dele. |
Mas existe outra invasão acontecendo no país: a asiática. |
Em 2025, as exportações 🇰🇷sul-coreanas de cosméticos para o Brasil cresceram 951%, enquanto as importações 🇨🇳chinesas de itens de beleza e higiene avançaram de US$ 157,7 milhões para US$ 220,3 milhões. | No caso da Coreia do Sul, séruns, máscaras, adesivos para acne e ampolas ganharam espaço, impulsionados por preços acessíveis, tecnologia, ingredientes e também pela popularização de K-pop e doramas (praticamente as novelas do país). |
|  | (Imagem: Elle Brasil | @celimax.korea via Instagram |
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O Klasmē Group passou a reunir marcas da China, Japão, Coreia do Sul e Taiwan para ampliar sua distribuição no Brasil. A estratégia combina curadoria de produtos asiáticos com adaptação às preferências da consumidora brasileira. |
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No geral, a estratégia para consolidar as marcas asiáticas por aqui apoia-se no fortalecimento da presença física. Alguns nomes, como Anua, Beauty of Joseon, COSRX e SKIN1004, já figuram e desaparecem rápido das gôndolas de farmácias brasileiras. |
Enquanto isso… O segmento premium mostra que o consumidor não está simplesmente trocando marcas caras por opções baratas. No primeiro semestre de 2026, o mercado de beleza de prestígio cresceu 6% no Brasil. Fragrâncias de nicho cresceram 35%, e as árabes, 64%. |
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TOUR DE HEADLINES |
 | (Imagem: Investing) |
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🎬 Sinal verde para a maior fusão da história de Hollywood. A Paramount fechou um acordo com 12 procuradores-gerais dos EUA para concluir a compra da Warner Bros. Discovery, após uma disputa antitruste. Como parte do acordo, a Paramount terá de investir US$ 300 milhões por ano em cinema e TV nos EUA, lançar ao menos 30 filmes anuais e manter seus estúdios na Califórnia. (Variety) |
🎓 O Vale do Silício está criando uma alternativa à faculdade. A Andreessen Horowitz, uma das maiores empresas de capital de risco do mundo, investirá US$ 35 milhões em uma instituição de ensino de dois anos, com apoio da Anthropic, Google, Meta, Nvidia e OpenAI. O modelo terá até 80% do tempo dedicado a projetos práticos, como criar produtos e modelos de AI. (a16z) |
💾 O Alibaba acaba de colocar um novo chip na corrida contra a Nvidia. A empresa lançou um novo chip de inteligência artificial que, segundo ela, é 3x mais potente que o seu antecessor — e o mais potente da China — e pode ajudar a abastecer grandes centros de dados. A companhia planeja investir mais de US$ 53 bilhões em AI nos próximos três anos. (InvestNews) |
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AROUND THE WEB |
Nesta segunda-feira, as ações da gigante de chips Advanced Micro Devices, a AMD, dispararam 10%, levando os papéis a uma máxima histórica e ultrapassando, pela primeira vez, a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado. |
Uma das grandes responsáveis por essa ascensão foi Lisa Su, que se tornou CEO da empresa em 2014, à época avaliada em US$ 2 bilhões. |
Em 2017, seu discurso no renomado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) foi considerado um dos melhores dos últimos anos, no qual falou sobre a importância de aceitar grandes riscos e não ter medo de cometer erros, pois não existe um caminho linear para o sucesso. Clique abaixo para assistir. |
 | [한/영 자막] 리사수 MIT 박사학위 수여식 연설 |
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PARA VOCÊ NÃO FICAR POR FORA |
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