Boa tarde. Na edição de hoje, temos a estratégia de varejo que fez a Mixue passar o McDonald’s, a nova parceria entre a dona do Ozempic e a gigante de AI Anthropic e o novo investimento de R$ 24 bilhões do iFood para ir além do delivery. |
Antes de começar, a curiosidade do dia: entre os dias 12/09 e 16/09, o Burger King transformou um de seus produtos mais populares em um acessório de moda em edição limitada, que ainda vinha com um “brinde” comestível — veja aqui. |
Qual foi o preço desse acessório? |
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MENSAGEM DO TIME |
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QUICK TAKES |
📖 PARA LER: Os principais erros que fazem você ser “o chato do networking” — e como evitar cair neles |
🔎 PARA DESCOBRIR: O novo app gratuito que alerta quando alguém por perto estiver usando óculos inteligentes — e que tem um nome bem provocador |
🤔 PARA DEBATER: Seriam esses os 10 vilões de inteligência artificial mais assustadores da história do cinema? |
🖥️ PARA ASSISTIR: Marca brasileira resgata slogan icônico em nova campanha para recuperar seu espaço como item de desejo entre o público infantil. |
#️⃣ STAT: Huawei prevê que agentes autônomos representem mais de 90% do tráfego global de tokens de AI até 2035 |
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CASE DO DIA |
45分(分幣)的背棄: A aposta de 45 centavos que criou um gigante chinês |
 | (Imagem: Fortune | Getty Images) |
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O McDonald’s pode ser o nome mais conhecido do fast-food, mas não é mais o maior em número de lojas. A chinesa Mixue já ultrapassou a rede americana com mais de 47 mil unidades, e um dos principais segredos pode ser resumido a três palavras: barato, simples e pequeno. |
No quesito preço, a Mixue vende uma casquinha de sorvete por apenas 45 centavos de dólar na China e em alguns países asiáticos. As bebidas também seguem a mesma lógica de preço baixo, transformando pequenos gastos recorrentes em uma poderosa máquina de volume. |
Quando o assunto é simplicidade, basta olhar para as bebidas da rede, que usam 5 ingredientes básicos: água, açúcar, chá, leite e coberturas. Além disso, o cardápio é enxuto. Na prática, isso significa compras mais simples, treinamento mais rápido e uma operação que pode ser replicada milhares de vezes. |
E, quando falamos em replicar, é aí que entra o “pequeno”, pois a Mixue conseguiu encontrar um modelo em que suas lojas podem ocupar espaços de cerca de 4,2 m², aproximadamente o tamanho de um closet. |
Para se ter ideia, uma das primeiras unidades da rede custou US$ 950 para ser aberta, sendo US$ 740 desses para uma máquina de sorvete usada, US$ 120 de aluguel e US$ 90 para instalações elétricas e decoração. |
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A equação: preços baixos atraem clientes, produtos baratos aumentam a frequência de compra e lojas pequenas reduzem os custos. Em vez de ganhar muito em cada venda, a Mixue aposta em vender muito. |
Mas ainda falta o outro pulo do gato |
Em vez de competir pelos endereços mais disputados, a Mixue se inspirou na rede americana Dollar General e foi atrás de regiões onde os grandes varejistas tinham menos presença, abrindo pontos em dormitórios de trabalhadores, mercados e universidades, onde o aluguel é menor e há grande circulação. |
Hoje, cerca de 75% das lojas chinesas estão em cidades de “segunda e terceira linha”, longe dos grandes centros como os de Xangai ou Pequim. |
 | (Imagem: The Wall Street Journal) |
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Agora, a Mixue precisa provar que essa fórmula funciona fora de seu território original. A empresa já avançou pela 🌏 Ásia e 🇦🇺 Austrália e, desde dezembro do ano passado, se “infiltrou” nos 🇺🇸 Estados Unidos. |
O desafio, porém, é maior fora da China, com aluguéis, salários, logística e diferenças culturais podendo pressionar justamente a estrutura de custos que permite cobrar tão pouco. |
No Brasil, a aposta é ambiciosa 🇧🇷 |
A Mixue planeja investir R$ 3,2 bilhões, abrir cerca de 2 mil lojas e criar aproximadamente 25 mil empregos nos próximos anos. São números que colocariam a marca entre as grandes redes de alimentação do país em pouco tempo. |
A expansão começou por São Paulo, com unidades em locais de perfis diferentes, como a região da Rua 25 de Março e shoppings. A companhia também planeja avançar para outras áreas da capital e chegar ao Rio de Janeiro, testando como sua estratégia de preço funciona por aqui. |
E há espaço para adaptação. A Mixue já utiliza ingredientes brasileiros, como limão, laranja, leite e açaí, enquanto parte dos insumos e equipamentos ainda vem da China. Se a rede atingir a escala planejada, a empresa espera nacionalizar sua produção para reduzir custos logísticos. |
✍️ Takeaway. O caso da Mixue mostra que preço baixo não precisa significar necessariamente um negócio pequeno. Quando produto, loja, localização, operação e franquia são desenhados para escala, alguns centavos de margem podem se transformar em milhares de pontos de venda. |
PS: A estratégia da rede chegou a ser testada no sentido contrário. Em 2009, a abriu uma loja mais sofisticada para conquistar consumidores de maior renda. O experimento durou dois anos e meio e terminou com apenas US$ 900 de lucro. |
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TOGETHER WITH SKYONE |
AI Shame: a vergonha de admitir que usa IA no trabalho |
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Segundo a WalkMe, nos EUA, 48% dos funcionários admitem esconder o uso de IA pra evitar julgamento, enquanto 53% dos executivos C-level escondem o próprio uso de IA, justamente o grupo que mais usa. |
Bom, aqui não tem julgamento nenhum. Muita gente já resolve as próprias pendências no trabalho com IA, sem passar pelo TI, e a gente quer entender melhor como isso acontece no dia a dia das empresas brasileiras. Topa contar sua experiência? |
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TOUR DE HEADLINES |
 | (Imagem: SQ Magazine) |
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💊 E se a próxima grande descoberta da dona do Ozempic vier de uma IA? A Novo, antiga Novo Nordisk, fechou uma parceria com a Anthropic para usar o Claude em pesquisas científicas, análise de dados e desenvolvimento de software. A farmacêutica quer testar a tecnologia para acelerar a descoberta e o desenvolvimento de novos medicamentos. (Exame) |
🍔 O iFood está colocando R$ 24 bilhões na mesa para ir além do delivery. A empresa aumentará em 41% seus investimentos no próximo ano fiscal, com R$ 2 bilhões destinados à AI e expansão para pet shops, bebidas e lojas de presentes. A estratégia busca fazer com que negócios além dos restaurantes respondam por metade do faturamento do iFood até 2030. (NeoFeed) |
🚁 Startup de drones pode ganhar US$ 12 bilhões em menos de um ano. A americana Zipline negocia uma rodada de US$ 1 bilhão que pode elevar seu valor de mercado de US$ 7,6 bilhões para cerca de US$ 20 bilhões, segundo a Bloomberg. A empresa começou entregando sangue e vacinas em áreas rurais e agora aposta em comida, varejo e entregas autônomas. (Tech Funding News) |
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TOGETHER WITH ABRADEE |
Quanto da margem da sua empresa vai para a conta de luz? |
Para pequenos negócios, os custos de energia elétrica pesa mais ainda: a conta de luz pode representar até 10% do faturamento, segundo o Sebrae. |
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Só encargos e tributos representam mais de 30% do valor pago na conta de luz. Por isso, entender a composição da conta é importante para saber o que está por trás de um dos custos recorrentes da operação. |
👉 Entenda, com a ABRADEE, o que está por trás de um dos custos essenciais da sua empresa. |
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AROUND THE WEB |
Oito das maiores empresas de materiais esportivos do mundo viram seu valor de mercado sofrer uma redução de 50% ou mais nos últimos cinco anos. |
Entre as gigantes, uma das poucas exceções à regra foi a Asics, que viu seu valuation saltar de US$ 5 bilhões para US$ 20 bi à medida que a empresa expandia e globalizava seus negócios. Aprofunde aqui. |
 | (Imagem: The Business of Fashion) |
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PARA VOCÊ NÃO FICAR POR FORA |
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