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BOA TARDE |
No dia 6 de julho de 2009, em um momento em que o resto do Vale do Silício ainda se recuperava da crise financeira de 2008 e não estava captando novos investimentos, Marc Andreessen e Ben Horowitz lançaram a a16z — que hoje é uma das maiores empresas de capital de risco do mundo. |
Poucos meses depois, eles mostraram que realmente não tinham medo de contrariar o mercado ao investir US$ 50 milhões em uma empresa que, naquele momento, enfrentava disputas sobre propriedade intelectual. |
Corta para 2011: essa investida, considerada imprudente, rendeu US$ 153 milhões à firma, ou seja, um retorno superior a três vezes o valor investido. |
E você, consegue adivinhar de qual empresa estamos falando? |
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Para hoje… A corrida pelos medicamentos ganhou um novo líder; Investidores voltam às startups latino-americanas; A energia solar perde fôlego no Brasil; e mais. | | | | ⏱️ Tempo de leitura: 5 minutos e 58 segundos |
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QUICK TAKES |
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A corrida pelos medicamentos está esquentando… |
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Durante décadas, a inovação em medicamentos seguia um roteiro previsível: a pesquisa nascia nos 🇺🇸Estados Unidos ou na 🌍Europa, atraía capital de risco, passava por anos de testes clínicos e, só depois, chegava ao mercado. Agora, esse mapa está sendo redesenhado, e a 🇨🇳China é a grande responsável por essa mudança. |
 | (Imagem: The Wall Street Journal | DealForma) |
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| O país deixou de ser conhecido por copiar medicamentos para se tornar uma potência no desenvolvimento de novas versões de tratamentos existentes. O impacto já aparece no fluxo de investimentos. | → Em 2025, as principais empresas farmacêuticas fecharam 19 acordos com empresas chinesas com pagamento inicial de pelo menos US$ 50 milhões; até junho deste ano, já foram 10. | → Ao todo, as grandes farmacêuticas globais fecharam US$ 68,7 bilhões em acordos com empresas da terra liderada por Xi Jinping no ano passado, mais que o triplo de 2024. |
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E não para por aí. No primeiro semestre deste ano, as biotechs chinesas responderam por 15% de todo o capital de risco global destinado ao setor, ante 9% em 2025. Enquanto isso, a participação das empresas americanas caiu de 64% para 58%. |
A combinação de uma população muito maior, hospitais altamente integrados, cientistas qualificados e um ambiente regulatório mais ágil permite que ensaios clínicos sejam concluídos em menos tempo e com menor investimento. Em um setor em que cada mês faz diferença, velocidade virou vantagem competitiva. |
Isso já está mudando o comportamento do mercado |
Fundos americanos passaram a buscar moléculas desenvolvidas na China, startups passaram a fazer ensaios clínicos no país e até farmacêuticas tradicionais estão licenciando medicamentos chineses em vez de desenvolver tudo internamente. |
Diversas biotechs americanas, inclusive, estão ficando mais discretas, evitando divulgar pesquisas cedo demais para não serem copiadas por concorrentes chineses. |
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Essa nova competição também está acelerando mudanças regulatórias e investimentos em ferramentas capazes de encurtar o tempo de desenvolvimento. |
É nesse contexto que a inteligência artificial entra na conversa |
Hoje, ela já ajuda pesquisadores a identificar proteínas, selecionar moléculas promissoras e reduzir meses de trabalho de laboratório para poucos dias. |
O problema é que eficiência no laboratório não significa, necessariamente, sucesso no mercado. A maior barreira continua sendo provar que um medicamento funciona em seres humanos. E essa etapa permanece lenta, cara e altamente imprevisível. |
É por isso que Wall Street ainda trata o tema com cautela. |
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Embora farmacêuticas estejam investindo bilhões em plataformas de AI, o indicador que realmente importa — quantos medicamentos aprovados surgem para cada dólar investido — praticamente não mudou. Para os investidores, produtividade não basta se ela não aumentar o número de tratamentos que chegam ao mercado. |
No fim das contas, a corrida global da biotecnologia deixou de ser apenas uma competição científica. Hoje, ela é uma disputa por velocidade, capital e execução. E, pela primeira vez em décadas, os Estados Unidos já não correm sozinhos na liderança. |
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Investimentos em startups voltam a acelerar no 2º trimestre |
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O dinheiro voltou a circular com mais força no ecossistema de startups da América Latina. Entre abril e junho, as empresas da região captaram US$ 3 bilhões, um avanço de 31% em relação ao trimestre anterior. Abaixo, alguns destaques: |
Fintechs continuam dominando, respondendo por mais de 80% dos recursos captados; Startups que usam inteligência artificial atraíram US$ 1,58 bilhão, mais que dobrando o volume registrado um ano antes; O 🇧🇷Brasil concentrou mais da metade de todos os investimentos.
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Um dos pontos que chamou a atenção, especialmente em rodadas mais recentes, foi uma mudança no perfil dos investidores: muito além do capital, os parceiros passaram a oferecer infraestrutura, tecnologia e acesso a clientes para acelerar o crescimento de negócios promissores. |
Um exemplo foi a brasileira Bondy. A startup, com foco em RH, levantou recursos da Gupy para integrar sua tecnologia de agentes de IA à infraestrutura e à base de dados da Gupy — que tem 4 mil clientes ativos. |
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E uma lógica similar começa a aparecer também no mercado de consumo. Gigantes globais disputam as próximas marcas bilionárias de saúde e bem-estar, um segmento que cresce impulsionado pela demanda por alimentos funcionais e proteínas. |
No Brasil, movimentos como a compra da Bold pela Ferrero e a estratégia da BAT, que oferece sua rede de distribuição e operação para acelerar startups como a Mais Mu, mostram que o cheque já não é suficiente. Cada vez mais, o diferencial competitivo está em conectar inovação com capacidade de escalar rapidamente. |
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O Brasil ficou bom demais em energia solar? |
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Por anos, o desafio era atrair investimentos para o setor fotovoltaico brasileiro. O problema de agora é que o país instalou tanta capacidade que parte dessa energia simplesmente não consegue chegar ao consumidor — e o resultado, infelizmente, começou a aparecer nos investimentos. |
Nos últimos meses, empresas como Atlas Renewable Energy, Shell, Engie, Casa dos Ventos e Serena Energia reduziram ou suspenderam novos projetos no Brasil. Só a Atlas afirma ter deixado de investir cerca de US$ 1 bilhão em novas usinas por causa dos cortes obrigatórios de geração, conhecidos como curtailment.
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Na prática, funciona assim: quando há excesso de oferta e a rede elétrica não consegue absorver toda a energia produzida, o Operador Nacional do Sistema (ONS) manda algumas usinas desligarem parte da produção. |
Em alguns casos, cerca de um quarto da energia gerada acaba sendo desperdiçada, comprometendo a rentabilidade dos projetos e afastando novos investimentos. |
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Mas a crise também está mudando o destino do dinheiro. Em vez de financiar apenas novas usinas, empresas e investidores passaram a olhar para outros gargalos do setor, como baterias para armazenamento, softwares de gestão da rede elétrica, inteligência de dados e plataformas voltadas à geração distribuída. (Aprofunde) |
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TOGETHER WITH REMESSA ONLINE |
Você tá apostando que Murphy tá de folga? |
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A Lei de Murphy diz que se algo pode dar errado, vai dar errado. Aplicada ao câmbio, a lógica é simples: se o real pode desvalorizar, em algum momento vai. E já deu — em 1999, em 2002, em 2015, em 2020... |
Quem tem todo o patrimônio concentrado em real tá essencialmente fazendo essa aposta. E essa não é uma que a história recomenda. |
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GIRO POR OUTROS HIGHLIGHTS |
→ Remessas de smartphones em todo o mundo caíram 11% no segundo trimestre, atingindo o nível mais baixo para o período em 13 anos |
→ Seattle Seahawks é vendido para um dos maiores investidores de risco do Vale do Silício por US$ 9,6 bilhões, em uma das maiores vendas da história da NFL |
→ Startup alemã de defesa alcança US$ 18 bilhões em valor de mercado e se torna a maior da Europa |
→ Grandes editoras preparam boicote ao Google diante da queda no tráfego e do uso de conteúdo para treinar modelos de AI |
→ Varejo brasileiro fecha o 2º trimestre com alta de 4,2% nas vendas, impulsionado pela renda e pelo mercado de trabalho aquecido |
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EVENTO |
Um dos maiores nomes do marketing brasileiro acaba de entrar na sua agenda |
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João Branco, ex-VP de Marketing do Méqui, sobe ao palco do seis&seis para compartilhar os bastidores de uma das transformações de marca mais marcantes do país. |
O lote vira esta semana. |
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GRÁFICO DO DIA |
| E os vencedores do 1º semestre são… as empresas de chips de memória. Com a febre da AI, boa parte dessas empresas disparou como fornecedora de infraestrutura para a inteligência artificial. | O melhor exemplo disso é a Sandisk. A empresa, que valorizou 857% apenas nos seis primeiros meses do ano, já acumula um crescimento de 4.017% no último ano. | Vale relembrar que essa disparada não é novidade. Em 2025, a Sandisk liderou os maiores ganhos do ano, seguida por Micron e Western Digital. |
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Por um lado analistas defendem a valorização das empresas de chips afirmando que desta vez é diferente devido à infraestrutura necessária para a AI, que exige chips de memória rápidos e em escala monumental. |
Por outro lado, boa parte do mercado segue reticente, acreditando que a bolha está prestes a estourar, e com ela, a demanda por chips de memória. Leia mais aqui. |
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