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BOA TARDE |
Ao que parece, existe um público que não quer esperar tanto por uma nova temporada de Drive to Survive para conferir mais bastidores da Fórmula 1. Pelo menos é o que mostra o caso da Cadillac. |
No final do ano passado, a sua dona, General Motors, anunciou uma série documental no YouTube oferecendo aos fãs um acesso inédito à engenharia e à inovação por trás da entrada da Cadillac no grid da F1 este ano. |
Até agora, são mais de 10 milhões de visualizações ao longo de 11 episódios — veja todos aqui. Ah, e eles já estão lançando episódios da segunda temporada. |
Fora da F1, você sabe qual foi a montadora que popularizou a ideia de transformar campanhas publicitárias em praticamente cinema, contratando até diretores de Hollywood? |
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Para hoje… A aposta que salvou a BlackBerry; Big Techs “abandonam” o discurso de "AI vai substituir empregos"; As varejistas brasileiras estão perdendo a tela do consumidor; e mais. | | | | ⏱️ Tempo de leitura: 6 minutos e 17 segundos |
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QUICK TAKES |
👀 PARA LER: Uma análise detalhada dos 15 anos de Tim Cook como CEO da Apple, período em que levou a empresa de US$ 350 bilhões a US$ 4 trilhões em valor de mercado |
😮 PARA SE SURPREENDER: Dez marcas famosas — 9 brasileiras e 1 gigante internacional — da época em que o Brasil conquistou o pentacampeonato na Copa do Mundo e que hoje não existem mais |
🔍 PARA DESCOBRIR: A arte de vender um produto para vender outro — que é uma das estratégias mais queridinhas do momento, se não a mais queridinha |
✍️ PARA CONHECER: A brasileira de 100 anos que mudou a inclusão de pessoas com deficiência intelectual |
🖥️ PARA ASSISTIR: Os bastidores da gestão de uma das maiores e mais tradicionais redes de fast-food do mundo |
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A BlackBerry voltou, mas não do jeito que você imagina |
 | (Imagem: The Wall Street Journal | Getty Images) |
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Nada de um retorno aos smartphones ou uma nova disparada de ações por conta de uma viralização no Reddit. O negócio agora é software para empresas e, nas últimas semanas, os papeis da BlackBerry dispararam após resultados acima do esperado e reforçaram uma transformação que poucos imaginaram. |
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A virada começou depois da derrota para iPhone e Android |
Para você que não se lembra — ou nem era nascido —, no auge, a BlackBerry dominava mais da metade do mercado americano de smartphones e chegou a valer US$ 80 bilhões. |
Junto do MSN, o BlackBerry Messenger (BBM), tornou-se um dos primeiros serviços de mensagens instantâneas do mundo a alcançar ampla adoção, com mais de 85 milhões de usuários.
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Mas, com a chegada dos smartphones da Apple e de outros que levavam o sistema operacional do Google, a empresa viu seu valor de mercado despencar entre 2008 e 2016 e, aos poucos, abandonou o negócio que a tornou famosa. |
Só que a reviravolta viria com um ativo pouco chamativo dentro da companhia. Em 2010, a BlackBerry comprou a QNX, um sistema operacional de tempo real (RTOS), projetado para gerenciar tarefas sensíveis ao tempo, como o sistema de freagem de um carro autônomo, que precisa responder rapidamente, sem falhar, quando detecta um pedestre. |
E foi justamente ao perceber que grandes empresas de tecnologia passariam a investir mais em entretenimento automotivo que a BlackBerry decidiu que, em vez de disputar a tela do painel dos carros, controlaria o software que fica por baixo dele. |
Hoje, o QNX está presente em mais de 275 milhões de veículos e é utilizado por mais de 45 montadoras, incluindo praticamente todas as líderes globais. Ele controla funções críticas, como sistemas de freios ABS, airbags e sistemas de prevenção de colisões. |
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 | (Imagem: Huddle Up | BlackBerry Earnings) |
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Só que a maior aposta já não está nos carros |
Cerca de 20% da receita da QNX já vem de robótica, equipamentos médicos, drones e automação industrial. A empresa também firmou parceria com a NVIDIA para integrar seu software de segurança às plataformas de inteligência artificial física da fabricante de chips. |
A lógica aqui é que, enquanto modelos de AI tomam decisões, alguém precisa garantir que freios, robôs cirúrgicos ou máquinas industriais executem essas decisões sem margem para erro. É exatamente esse papel que a BlackBerry quer ocupar. |
O mercado parece começar a enxergar essa mudança. Após anos sendo vista como a empresa que perdeu a guerra dos celulares, a BlackBerry tenta provar que pode se tornar a camada invisível de segurança da inteligência artificial no mundo físico. |
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TOGETHER WITH NIELSENIQ |
A queda no volume de vendas de bens não-duráveis (FMCG) já atinge 70% das categorias |
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Essa retração não vem de uma causa só. No estudo Full View 2026, a NielsenIQ, empresa global líder em inteligência sobre o consumidor, mapeou as cinco forças que estão redefinindo o consumo e a dinâmica competitiva em FMCG. |
O estudo aponta: inflação de alimentos, endividamento e renda pressionada, novas estratégias de economia, aumento do e-commerce e novos gastos disputando o orçamento. |
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Isso resulta em menor frequência, queda de penetração e um consumidor muito mais criterioso. |
👉 Clique aqui para baixar gratuitamente a análise Full View 2026 e entender quais são as oportunidades de crescimento nesse cenário. |
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Seria esse o maior pivô de narrativa sobre AI vs. empregos? |
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Nesta segunda-feira, a Microsoft anunciou a demissão de 4.800 funcionários — incluindo 1.600 na divisão Xbox —, a última de uma série de layoffs que tem alimentado a pauta de que a inteligência artificial substituirá os humanos dentro das empresas. |
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Só que, oficialmente, a Microsoft disse que esses cargos que estão sendo eliminados “não estão sendo substituídos por inteligência artificial”, mesmo admitindo que a AI está mudando a forma como o trabalho é feito. |
O curioso é que o discurso dos CEOs também mudou |
Há um ano, executivos como Sam Altman (CEO da OpenAI) e Dario Amodei (CEO da Anthropic) alertavam que a inteligência artificial poderia, sim, eliminar milhões de empregos. |
Agora, em vez de falar em substituição, passaram a defender que a tecnologia servirá para aumentar a produtividade — mantendo as pessoas no centro do trabalho. |
Por um lado, essa mudança de tom pode ser vista da seguinte maneira: antes, o medo de que a inteligência artificial acabe com empregos gerava manchetes na mídia; agora, está atrapalhando as vendas. Por outro lado, o mercado de trabalho continua longe do cenário de colapso previsto; as empresas ainda enfrentam dificuldades para implementar AI em larga escala e pesquisas mostram que quem mais investe na tecnologia também está entre os que mais contratam.
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Enquanto isso, a desconfiança tem aumentado, com um levantamento que mostra que 20% dos executivos americanos acreditam que os relatórios internos sobre a implementação de inteligência artificial retratam um cenário mais otimista do que a realidade. |
Ou seja, para muitos, entre a promessa e a prática, a revolução da AI parece estar acontecendo em um ritmo bem diferente do que muitos imaginaram. |
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As varejistas brasileiras perderam a corrida dos apps? |
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Segundo um novo relatório do BTG Pactual, a disputa pelo consumidor brasileiro está ficando cada vez mais desigual, especialmente com o avanço da concorrência asiática. |
A 🇨🇳Shein saiu de 87,7 milhões de usuários ativos mensais (MAUs) no segundo trimestre de 2025 para 113,1 milhões ao final do segundo trimestre deste ano; No mesmo período, o 🇨🇳AliExpress cresceu 28%, chegando a 42,3 milhões de usuários ativos mensais.
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A situação foi ainda mais dura para as varejistas nacionais. A Magalu fechou o 2º tri de 2026 com queda de 9% em MAUs na comparação anual (38,8 milhões), a Casas Bahia perdeu 27% (14,4 milhões) e a Americanas registrou uma retração de 33% (5,5 milhões). |
No topo do mercado, o 🇦🇷🇧🇷Mercado Livre atingiu 134 milhões de usuários ativos mensais, seguido pelo 🇸🇬Shopee, que chegou a 130 milhões, e pela 🇨🇳Shein, consolidando a força das plataformas internacionais no Brasil. |
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O retrato vai além dos downloads. Em um momento em que Magalu, Casas Bahia e Americanas ainda lidam com prejuízos e reestruturações, conquistar atenção no celular virou uma das principais batalhas do varejo. Afinal, quem perde espaço na tela do consumidor dificilmente ganha espaço no carrinho de compras. (Aprofunde) |
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GIRO POR OUTROS HIGHLIGHTS |
→ Samsung tem salto de 1.800% em lucro operacional preliminar no 2º trimestre de 2026, mas vê suas ações despencarem 7% |
→ Publicidade cresce mais rápido que o consumo e deve alcançar US$ 1,4 trilhão em receitas até 2030 |
→ De olho na competição com o Instagram, YouTube reforça posts de fotos com trilhas licenciadas |
→ Após reestruturação, Azul mira listagem na principal bolsa de Nova York para atrair mais investidores internacionais |
→ Novartis compra a biotech britânica Myricx Bio por até US$ 1,5 bilhão para reforçar sua aposta em oncologia |
→ Novo tarifaço dos EUA pode colocar US$ 14,9 bilhões em exportações brasileiras em risco |
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GRÁFICO DO DIA |
| | | Nos últimos 25 anos, o Brasil viu o número de shopping centers mais que dobrar, avançando na contramão do crescimento do e-commerce. | Esse movimento é o oposto do observado nos EUA, onde o setor sofre com a concorrência da internet. Por aqui, a estratégia certeira foi aumentar o tempo de permanência do público, transformando os shoppings em grandes polos de serviços, que vão de clínicas de saúde e supermercados a academias. |
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Outro forte motor de crescimento é o mercado de luxo, que vive uma aceleração global pós-pandemia. Essa dinâmica eleva consideravelmente o tíquete médio das vendas e, consequentemente, valoriza o metro quadrado das áreas dos shoppings. |
O ponto mais curioso é que o complexo ambiente de negócios brasileiro evitou o maior erro do mercado americano: a superconstrução. Enquanto o capital fácil nos EUA inflou o número de shoppings além da conta, a escassez de recursos por aqui forçou as redes nacionais a serem eficientes, estratégicas e muito mais resilientes. Aprofunde aqui. |
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