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BOA TARDE |
Lembra do Sam Bankman-Fried, aquele fundador da FTX que saiu de bilionário para condenado por fraude e preso em 2022? Ao que parece, além de muita lábia para convencer investidores, ele reconheceu desde cedo o potencial de várias empresas atualmente muito poderosas. |
E, segundo ele, se a FTX não tivesse sido forçada à falência, seus principais investimentos — vendidos durante o processo —, hoje valeriam dezenas de bilhões de dólares. |
E você, quanto acha que os 6 principais investimentos valeriam?Mais detalhes ao final da edição. |
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Para hoje… A marca que fez o casual virar padrão; Após seis anos, a Riachuelo volta a sorrir no 1º trimestre; Escrever corretamente virou um problema; O livro que mudou tudo para o cofundador e CEO do Airbnb; e mais! | | | | ⏱️ Tempo de leitura: 6 minutos e 28 segundos |
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QUICK TAKES |
👀 PARA LER: Como a Adidas criou o “supertênis” de 97 gramas que ajudou Sabastian Sawe a correr uma maratona em menos de duas horas |
😲 PARA SE SURPREENDER: A nova obsessão dos CEOs da Faria Lima |
🔍 PARA DESCOBRIR: Seria este o emprego dos sonhos de muitos brasileiros? |
🖥️ PARA ASSISTIR: Os bastidores da farmácia que mais fatura no Brasil |
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A marca que fez o casual virar padrão |
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Nos últimos dias, foi anunciada a morte de Doris Fisher, cofundadora da Gap, aos 94 anos. Ao lado do marido, Don Fisher, ela ajudou a criar uma das empresas mais influentes da história do varejo americano, redefinindo o jeito como o mundo passou a consumir moda casual. |
A história começou em 1969. Don não conseguia encontrar um jeans da Levi’s que lhe servisse corretamente. A solução foi abrir uma pequena loja em São Francisco especializada justamente nisso, com foco em tamanhos difíceis de encontrar, além de vender discos de vinil. |
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No entanto, os próprios fundadores perceberam rapidamente qual era o verdadeiro motor do negócio. Como Don resumiu anos depois: “as calças estavam vendendo os discos, não o contrário.” |
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A empresa cresceu surfando a cultura jovem dos anos 70. A publicidade falava a linguagem da contracultura, enquanto as lojas ofereciam variedade, preços acessíveis e uma estética ligada ao universo rebelde da época. |
 | Doris e Don Fischer (Imagem: The New York Times | The Gap) |
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| Foi Doris quem criou o nome “Gap”, inspirado no “generation gap”, o choque cultural entre pais e filhos que marcava aquela geração. Enquanto Don cuidava da expansão financeira, ela liderava produto, merchandising, design das lojas e identidade criativa da marca. | → Em 1974, a Gap deixou de ser apenas uma revendedora de Levi’s para lançar roupas próprias. | → Em 1976, veio o IPO, abrindo caminho para uma expansão agressiva no varejo americano. |
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Mas a transformação decisiva aconteceu nos anos 80 |
Com a chegada do executivo Mickey Drexler, a companhia abandonou parte da imagem hippie e passou a apostar em um novo conceito: roupas casuais simples, estilosas e relativamente acessíveis. |
Foi aí que nasceram os famosos khakis, moletons, camisetas básicas e suéteres coloridos que praticamente definiram o “uniforme casual” dos Estados Unidos nas décadas seguintes. |
A Gap também passou a dominar culturalmente a publicidade da moda. Artistas renomados como Ernest Hemingway, Salvador Dalì, Andy Warhol e Marilyn Monroe apareceram em anúncios, aproximando a marca de arte, criatividade e lifestyle — algo pouco comum para varejistas de massa naquele momento. |
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 | (Imagem: nss magazine | Gap) |
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Ao mesmo tempo, a empresa expandia seu ecossistema. A aquisição da Banana Republic (1983), a criação da Gap Kids (1986) e o lançamento da Old Navy (1994) ajudaram a transformar a companhia em um conglomerado global de vestuário. |
No auge, a Gap virou praticamente sinônimo de shopping center americano. A marca vestia desde adolescentes até profissionais de Wall Street, ajudando a consolidar a informalidade no ambiente de trabalho e no cotidiano. |
Existe, porém, uma ironia nessa trajetória |
Ao popularizar o básico casual em escala global, a Gap acabou tornando sua própria proposta menos única. O estilo que parecia moderno e aspiracional virou commodity — copiado por fast fashions, varejistas digitais e marcas minimalistas no mundo inteiro. |
Ainda assim, poucas empresas deixaram uma marca tão profunda no comportamento de consumo. Hoje, o grupo — que ainda conta com a Athleta — opera cerca de 3.570 lojas globalmente e movimenta aproximadamente US$ 15 bilhões por ano. |
No fim, Doris Fisher foi muito além de apenas vender roupas; ela participou da construção de uma estética inteira. |
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Você realmente sabe usar IA ou só acha que sabe? |
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Contratações para funções com IA cresceram 88% em 2025, mas a maioria dos profissionais ainda não sabe usar no dia a dia. O problema não é a ferramenta, é que ninguém ensina como aplicar IA no trabalho que você já faz. |
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Riachuelo volta ao lucro no 1º trimestre |
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A Riachuelo registrou lucro nos três primeiros meses do ano pela primeira vez desde antes da pandemia, encerrando um ciclo de seis anos de prejuízos no período e reforçando a recuperação da operação de moda da companhia. |
Para se ter uma ideia, a empresa vem apostando pesado em eficiência operacional, renovação das lojas físicas, reforço no time criativo — incluindo novos estilistas —, mudanças na experiência de compra e um modelo de loja mais imersivo, já testado em Curitiba e São Paulo. |
By the numbers: |
A receita líquida da varejista somou R$ 2,3 bilhões no trimestre, crescimento de 6,7% na comparação anual. A margem bruta do segmento de vestuário chegou a 54,9% — o 10º trimestre seguido de avanço.
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Outro destaque veio da vertical financeira, com a Midway, que registrou EBITDA de R$ 133 milhões, impulsionado por novos produtos de crédito e modelos mais sofisticados de concessão, reforçando uma tendência cada vez mais comum no varejo: empresas de moda se tornando também plataformas financeiras. (Aprofunde) |
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Escrever bem virou um problema |
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Com a popularização de ferramentas como ChatGPT e Claude, conteúdos escritos quase 100% por inteligência artificial inundaram a internet. Com isso, para muitos, se um texto está “polido demais”, ele possivelmente foi escrito por AI. |
Acontece que isso está forçando profissionais que realmente produzem seus artigos, posts ou newsletters — e que usam AI apenas como apoio — a fazer algo inesperado: adicionar imperfeições a seus conteúdos para mostrar ao grande público que foram realmente escritos por uma pessoa. |
Esse movimento já mudou o estilo de escrita. Gírias exageradas, linguagem casual demais, erros intencionais e até referências aleatórias (como frases de séries como The Office) viraram ferramentas para “soar humano”.
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Ao mesmo tempo, cresce uma espécie de paranoia coletiva, com “detetives” nas redes sociais passando a buscar padrões como uso frequente de travessões ou estruturas muito organizadas. Esses sinais, entretanto, são frágeis e frequentemente erram o alvo. |
O resultado é um cenário curioso: textos genuinamente escritos por humanos sendo acusados de serem feitos por AI, enquanto textos produzidos majoritariamente por inteligência artificial passam despercebidos. (Aprofunde) |
E tem quem foi muito além nessa jornada de soar mais humano. Esse empresário e investidor criou um plugin que faz o oposto dos corretores gramaticais: adiciona erros de propósito para deixar e-mails mais “autênticos”. Veja o teste que ele fez aqui. |
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TOGETHER WITH SANTANDER SELECT |
Você manteria um parceiro de negócios que parou de entregar valor? |
Se a resposta é não, por que você mantém relacionamento com um banco que não te traz vantagens reais? Nesse caso, a solução é simples: compare o que você tem hoje, comprove a diferença e mude para onde a conta fecha. |
No Santander Select, ao concentrar seus movimentos financeiros, você acessa os cartões que mais pontuam no mercado, se beneficiando de verdade. Conheça aqui todas as vantagens. |
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GIRO POR OUTROS HIGHLIGHTS |
→ Pesquisa aponta que o Dia das Mães movimentará em torno de R$ 17 bilhões no Brasil em 2026 |
→ Investimentos da China no Brasil atingem US$ 6,1 bilhões em 2025, maior nível em sete anos |
→ Sony está perto de fechar um acordo pela compra de um catálogo musical bilionário, que conta com hits de artistas como Justin Bieber e Neil Young |
→ Samsung alcança um valor de mercado de US$ 1 trilhão com boom da demanda por chips de inteligência artificial |
→ Brasil recebe primeira fábrica fora da Ásia de empresa líder mundial em meios de pagamento |
→ Kalshi levanta US$ 1 bilhão e alcança valuation de US$ 22 bilhões com boom dos mercados de previsão |
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GRÁFICO DO DIA |
| O que acontece quando uma marca une luxo com esporte e popularidade? A resposta é Ferrari. | Diferentemente de montadoras de carros populares que apostam em escala e de marcas de luxo que só investem em exclusividade, a estratégia ferrarista se baseia em dois pontos, segundo o podcast Acquired: | → Exclusividade extrema, com apenas 330 mil carros vendidos em 80 anos de história. | → A Scuderia no automobilismo, que popularizou a marca, aumentou sua base de fãs e a consolidou como gigante do lifestyle. |
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O resultado é que ela não concorre com marcas de carros, mas sim com empresas de luxo, onde a disputa é pela exclusividade e pela atenção — com margens muito maiores. Para ouvir o episódio do Acquired sobre a Ferrari, clique aqui. |
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BREAKING NEWS DO TIME |
Consegue adivinhar o que tem aqui? |
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2 reais ou uma caixa misteriosa? Na verdade o the news vai soltar uma novidade (em breve) e você pode ser um dos primeiros a saber do que estamos falando. É só entrar nessa comunidade e sentir como se estivesse trabalhando com a gente. Juramos que vai compensar. 👀 |
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ASPAS DO DIA |
| ❝ | | | Eu estava vivendo uma vida normal, seguindo um caminho previsível, e então li esta biografia. Isso teve um impacto enorme em mim. |
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 | (Imagem: Yoshiyuki Matsumura | WSJ. Magazine) |
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| Isso foi o que disse Brian Chesky, cofundador e CEO do Airbnb, sobre o livro Walt Disney: O Triunfo da Imaginação Americana, autobiografia do fundador da Disney. | No verão americano de 2007, Chesky estava desempregado, morando em Los Angeles e tentando descobrir o que fazer da vida. Segundo ele, ler o livro “mudou tudo” e o fez tomar a decisão de se mudar para São Francisco — que, consequentemente, resultou na fundação do Airbnb no ano seguinte. |
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Curiosidade: após ler a biografia pela 2ª vez em 2011, ele contratou um artista da Pixar para desenhar storyboards retratando a experiência de um cliente do Airbnb, desde o momento em que o cliente sai de casa. |
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CURIOSIDADES DA ENQUETE |
Hoje, a Anthropic seria o maior investimento de Sam Bankman-Fried. Ele aportou cerca de US$ 500 milhões na criadora do Claude, em abril de 2022, uma fatia que atualmente valeria mais de US$ 82 bilhões. Além disso, seu portfólio contava com Robinhood, Cursor e Solana. |
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FEEDBACK |
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