Boa tarde. Na edição de hoje, temos a nova estratégia da Nike para tentar reconquistar o mercado e o público, a DeepSeek visando dobrar sua maior rodada de investimentos e a Cruzeiro do Sul podendo ser o próximo alvo de uma fusão. |
Antes de começar, a curiosidade do dia: Recentemente, ladrões no estado de Nova Jersey, nos EUA, roubaram dois caminhões com logotipos da Nvidia, achando que estavam levando milhões de dólares em chips de AI, só para ter uma surpresa não tão gratificante ao ver a mercadoria. |
E você, consegue adivinhar o que tinha nesses 2 caminhões? |
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QUICK TAKES |
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CASE DO DIA |
A Nike quer (e precisa) voltar a ser desejada |
Durante muito tempo, muito mais do que descobrir como vender calçados para inúmeras modalidades, a Nike era tida como referência de inovação em materiais esportivos. |
Contudo, nos últimos anos, a gigante americana tem observado produtos clássicos perdendo força e quedas constantes nas vendas. Para se ter uma ideia, entre junho e agosto (que corresponde ao 1º trimestre fiscal de 2027), a receita caiu 4%, para US$ 11,2 bilhões. |
| Além disso, concorrentes como On, Hoka, New Balance e Adidas ganhando cada vez mais espaço na vida das pessoas, especialmente em categorias que a Nike revolucionou, como corrida. | A empresa da “vírgula”, por sua vez, demorou para apresentar produtos capazes de recuperar o entusiasmo. Não é à toa que, entre as maiores empresas do setor, foi a que teve a maior redução em valor de mercado desde 2021 (veja ao lado). |
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A situação é ainda pior na 🇨🇳 China. As vendas despencaram 22% no trimestre e já acumulam nove trimestres consecutivos de queda. A empresa perdeu espaço para marcas locais e admite que a recuperação ainda pode levar várias temporadas. |
 | (Imagem: Nike | Sportico | Lev Akabas) |
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Nos 🇺🇸 Estados Unidos, seu maior mercado, a situação é menos dramática, mas também não é confortável. As vendas cresceram apenas 2%. |
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Para piorar a situação, a Nike comunicou que prevê uma queda de 7% a 9% nas vendas para o ano fiscal inteiro de 2027. E é óbvio que o mercado reagiu imediatamente, fazendo com que suas ações caíssem cerca de 9% na manhã seguinte após a divulgação de seus resultados em 01/10. |
É nesse cenário que o CEO Elliott Hill está tentando redesenhar a companhia… |
 | (Imagem: Nike | Divulgação) |
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… e, também no primeiro dia de outubro, anunciou o Pace, uma série de ações que prevê uma Nike mais enxuta, uma cadeia de suprimentos mais flexível e uma estrutura global reorganizada. |
A companhia pretende economizar cerca de US$ 2,5 bilhões até 2031, mas gastará aproximadamente US$ 1 bilhão para executar a reestruturação, principalmente com custos relacionados a funcionários. |
E isso significa menos empregos. A Nike já eliminou quase 800 vagas em janeiro e cerca de 1.400 posições corporativas em abril. Agora, novos cortes começarão em 2027, embora a empresa ainda não saiba quantos cargos serão afetados.
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A estrutura também muda. A Nike passará de quatro para três regiões globais: Américas; Ásia-Pacífico e Grande China; e Europa, Oriente Médio e África. A ideia é colocar decisões e recursos mais perto dos mercados. |
A companhia também está reforçando a 🇮🇳 Índia, com um novo campus no país. O local deverá reunir talentos e capacidades para apoiar globalmente a Nike, Jordan Brand e Converse, um sinal de que a reorganização não significa simplesmente cortar, mas também redistribuir investimentos. |
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E talvez nenhum negócio represente melhor o desafio da Nike do que a Jordan |
A marca icônica do ex-astro do basquete Michael Jordan ainda responde por 13% do negócio global, mas sua receita caiu na casa dos dois dígitos no último trimestre. |
O problema, segundo Hill, é que a Nike transformou o que deveria ser escasso em algo disponível demais. A empresa lançou tantos modelos “clássicos” que o consumidor deixou de perseguir os produtos — e alguns acabaram até em prateleiras de desconto. |
 | (Imagem: GQ | Gabe Conte | Reprodução) |
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Agora, a Nike quer fazer o movimento contrário: menos lançamentos, menos oferta e mais exclusividade. A ideia é recuperar o “pull market”, em que o consumidor procura o produto em vez de a marca precisar empurrá-lo. |
É uma estratégia que a Nike já usou antes. Quando a Jordan perdeu parte de sua aura de exclusividade, a empresa reduziu a produção. Agora, Hill aposta novamente que tornar o Jumpman mais difícil de encontrar pode fazer com que ele volte a parecer especial. |
🔮 Looking forward. Hill reforçou que a Nike quer ficar mais perto de atletas e consumidores. A reorganização pretende dar mais autonomia às equipes locais para entender preferências, lançar produtos e tomar decisões mais rapidamente visando recuperar a conexão com públicos que a marca perdeu. |
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Toda tarefa parada na coluna do meio é um gargalo |
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Se você já usou Kanban, sabe: ninguém trava no "a fazer" ou no "concluído". O problema sempre vive no meio. É exatamente onde a transferência internacional em banco tradicional passa os dias: em verificação, em análise, com taxas que aparecem no caminho. |
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TOUR DE HEADLINES |
 | (Imagem: Rachel Mendelson | The Wall Street Journal | Reprodução |
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🤖 A DeepSeek pode dobrar sua maior rodada de investimentos. A startup de AI chinesa avalia levantar até US$ 15 bilhões, o dobro da meta inicial, em uma rodada que pode levar seu valor de mercado a cerca de US$ 75 bilhões. Fundos ligados ao governo e grandes empresas chinesas estão entre os interessados, enquanto a companhia também prepara o terreno para um possível IPO em 2027. (CNBC) |
🎓 A Cruzeiro do Sul pode ser o próximo alvo de uma fusão. O GIC, fundo soberano de Cingapura que detém cerca de 37% da companhia, busca alternativas para reduzir ou sair do investimento, avaliado em R$ 2,2 bilhões. Entre os possíveis interessados estão Vitru, Cogna e Ser Educacional, em meio a uma nova onda de consolidação no ensino superior. (Exame) |
💰 As eleições parecem não assustar tanto o mercado de M&As. Entre outubro de 2025 e setembro de 2026, operações de fusões e aquisições e mercado de capitais movimentaram R$ 1 trilhão, alta de 20% sobre o período pré-eleitoral de 2022. Em eleições anteriores, os negócios costumavam desacelerar antes da votação. (Mercado&Consumo) |
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TOGETHER WITH INTELI |
Você pode se especializar como se estivesse em Harvard ou no MIT, mas no 🇧🇷 |
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Isso porque existe um nome brasileiro no mesmo ranking global de inovação que essas instituições estrangeiras, e é com essa régua alta que o AI for Business do Inteli foi desenhado: |
As trilhas duram de 6 a 16 horas. Você ganha densidade teórica e o desafio final amarra tudo na prática: você mesmo constrói, do zero, uma solução estruturada e pronta para rodar na sua empresa, pode ser um assistente, um agente ou um plano de transformação. |
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AROUND THE WEB |
O financiamento global de venture capital totalizou US$ 159 bilhões no 3º trimestre de 2026, com cerca de 6 mil startups recebendo investimentos, segundo dados da Crunchbase. |
Entre o 1º e o 3º tri deste ano, o financiamento para empresas de capital fechado totalizou US$ 679 bi em venture capital globalmente, o maior montante já registrado nos três primeiros trimestres de um ano. Aprofunde aqui. |
 | (Imagem: Crunchbase) |
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PARA VOCÊ NÃO FICAR POR FORA |
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RECADO DO TIME |
Semana passada, a gente falou de um anel de US$ 349… |
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…que está no centro de uma empresa que pode valer mais de US$ 15 bilhões. |
O Oura Ring foi assunto por aqui por causa dos números da Oura, da expectativa pelo seu IPO e da aposta da empresa em transformar dados de saúde em um negócio cada vez maior. |
Mas, se na semana passada a conversa era sobre quanto vale a Oura, hoje a pergunta é outra: quanto vai custar para você ter um Oura Ring? |
Se depender do the news, nada. |
Estamos sorteando um Oura Ring para um dos nossos leitores. Para participar, é simples: 1 amigo indicado pelo seu link pessoal = 1 chance de ganhar. |
Quanto mais amigos indicar, mais chances você tem. Pegue seu link pessoal aqui e participe. |
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