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BOA TARDE |
Nos últimos meses, grandes nomes do setor de tecnologia, como OpenAI, Anthropic e Figma, passaram a lançar coleções limitadas de roupas e acessórios, trocando as tradicionais camisetas de conferência por peças premium e colaborações com marcas de moda — esta jaqueta da Palantir deu o que falar. |
O objetivo vai além de vender moletons ou bonés. A ideia é transformar funcionários e fãs em embaixadores da marca, reforçar uma identidade cultural e mostrar que, na era da AI, bom gosto também pode ser uma vantagem competitiva. Confira mais alguns exemplos aqui. |
E você, além do the news (risos), compraria alguma roupa ou acessório de uma empresa que você admira, seja do setor de tecnologia ou de qualquer outro que não trabalhe com moda e vestuário? |
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Para hoje… As faculdades desistiram de combater a AI; Mercado brasileiro de fusões e aquisições movimenta mais de US$ 30 bilhões no primeiro semestre; O próximo vendedor de carros no Brasil pode ser um robô; e mais. | | | | ⏱️ Tempo de leitura: 6 minutos e 14 segundos |
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QUICK TAKES |
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🔍 PARA DESCOBRIR: A tendência entre pais que não é especificamente de tecnologia, mas faz muito uso dela. Será que alguém vai identificar? |
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A faculdade já aceitou que a AI veio para ficar |
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Se há algo que todos observamos nos últimos anos foi o avanço da inteligência artificial — e, com isso, o aumento do uso da tecnologia. No ambiente de trabalho foi assim e, dentro das instituições de ensino, sobretudo nas faculdades, não seria diferente. Os números não mentem. |
No Brasil, 7 em cada 10 alunos do ensino médio confirmaram que utilizavam a tecnologia para fazer trabalhos escolares em 2025; Nos EUA, mais de 80% dos universitários americanos usaram AI em atividades acadêmicas nos últimos seis meses, segundo a Kogod School of Business; Quase 1 em cada 3 já utiliza ferramentas como ChatGPT 11 vezes ou mais por semana para estudar ou trabalhar.
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 | (Imagem: Kogod School of Business) |
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Há casos, inclusive, em que o uso da AI causou espanto. Um professor universitário americano, por exemplo, viralizou após reprovar 32 de 35 alunos usando um comando oculto para identificar trabalhos feitos por inteligência artificial. |
Para muitos, entretanto, a preocupação já não é mais proibir, mas ensinar a usar, com muitas instituições abandonando a ideia de criar atividades "à prova de ChatGPT" e passando a ensinar como utilizá-lo de forma crítica e responsável. |
A mudança acontece porque o mercado já esperava esse aumento no uso da tecnologia. Não é à toa que, nas entrevistas de emprego, perguntas sobre inteligência artificial saltaram de 11,6% para 42,6% em apenas três anos nos EUA, segundo a Kogod School of Business. |
 | (Imagem: Kogod School of Business) |
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Agora, em vez de perguntar se um candidato usa AI, os recrutadores avaliam como ele a utiliza para trabalhar melhor. |
Em paralelo, em vez de tentar impedir o uso da tecnologia, professores universitários passaram a pedir que os estudantes revisem, critiquem e aprimorem as respostas produzidas pela tecnologia — tratando o chatbot como um ponto de partida, e não como a resposta final. |
Mas a adaptação ainda está longe de ser simples |
Nas escolas brasileiras, por exemplo, o uso de inteligência artificial é liberado em apenas 37% delas. Já nos EUA, pesquisas mostram que quase metade dos estudantes teme que a AI prejudique a integridade acadêmica, enquanto outros demonstram receio de perder a capacidade de pensar de forma independente. |
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Enquanto isso, alguns grupos vão ainda mais longe. Também na terra do Tio Sam, instituições como a Alpha Schools já substituíram parte das aulas tradicionais por tutores de inteligência artificial, reduzindo o tempo de ensino convencional para priorizar projetos, comunicação e desenvolvimento de habilidades humanas. |
No fim das contas, a discussão deixou de ser se a AI terá espaço na educação. A questão agora é quais competências continuarão sendo exclusivamente humanas quando qualquer aluno puder consultar uma AI em poucos segundos. |
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Uma empresa de serviços financeiros descobriu, via IA, que fornecedores descumpriam cláusulas de SLA há tempos. Resultado: mais de US$ 500 mil em créditos recuperados. |
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O mercado brasileiro ficou mais seletivo… mas os cheques aumentaram |
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No primeiro semestre de 2026, o mercado brasileiro de fusões e aquisições registrou 593 transações, uma queda de 35% em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, o capital movimentado cresceu 15%, alcançando US$ 32,6 bilhões. |
Na prática, os investidores passaram a concentrar recursos em operações maiores e ativos considerados estratégicos, em vez de espalhar capital por um número maior de negócios. |
Entre as maiores operações estão a venda da mineradora Serra Verde para a americana USA Rare Earth, por US$ 2,8 bilhões, e a aquisição de ativos da Raízen na Argentina, avaliada em US$ 1,4 bilhão. Já falando sobre venture capital, a startup Enter teve a maior captação do semestre, levantando US$ 100 milhões em uma rodada liderada por Sequoia e Kaszek.
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A seletividade também aparece nos setores mais disputados. Tecnologia liderou em número de transações, seguida pelo mercado imobiliário, enquanto áreas ligadas à transição energética, infraestrutura e minerais estratégicos concentraram algumas das maiores negociações dos primeiros seis meses de 2026. |
Mas, apesar do apetite por grandes ativos, o cenário eleitoral brasileiro segue no radar dos investidores. Ao que tudo indica, o país continua atraindo interesse, mas a incerteza política tende a aumentar a cautela, especialmente entre compradores internacionais. |
🔍 Zoom out. Na América Latina como um todo, também prevaleceu a seletividade no primeiro semestre, com uma queda de 30% no número total de transações em relação ao mesmo período de 2025. Mas, diferentemente do Brasil, o valor agregado caiu 6%. (Aprofunde) |
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Os robôs humanoides vão virar CLT? |
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Após conquistar espaço no mercado automobilístico brasileiro com seus SUVs, a chinesa Chery anunciou que sua divisão de robótica começará a vender robôs no Brasil ainda neste ano, incluindo: |
A humanoide Mornine, desenhada para concessionárias, interage por voz com clientes, apresentando as funcionalidades dos veículos e, quando necessário, encaminhando o atendimento a um consultor; O cachorro-robô Argos, que executa comandos como correr, sentar e dar a pata.
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A novidade chega em meio à corrida global pelos robôs humanoides, impulsionada pelos avanços da inteligência artificial. Segundo o Morgan Stanley, esse mercado pode movimentar até US$ 5 trilhões até 2050, enquanto as entregas globais devem saltar de cerca de 15 mil unidades em 2025 para mais de 50 mil em 2026. |
Quem lidera essa disputa é a 🇨🇳China. O país concentra cerca de 85% das implantações de robôs humanoides e abriga mais de 150 fabricantes. Enquanto isso, o 🇧🇷Brasil ainda não possui uma fabricante nacional do segmento e opera com uma densidade de robôs industriais quase três vezes menor do que a média mundial. |
O movimento também acontece em meio a uma disputa geopolítica. No fim de julho, os EUA passaram a restringir a entrada de robôs humanoides estrangeiros por razões de segurança nacional. Já no Brasil, os equipamentos da Chery receberam autorização da Anatel e desembarcam no país ainda neste ano. |
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GIRO POR OUTROS HIGHLIGHTS |
→ Mais de 911 milhões de ações da SpaceX ficam disponíveis para venda e podem aumentar a volatilidade dos papéis |
→ Uber planeja investir US$ 10 bilhões para acelerar a expansão de sua frota de veículos autônomos |
→ Marcas chinesas já representam quase 15% do mercado de carros premium no Brasil |
→ A corretora Robinhood lança fundo que permitirá a qualquer investidor apostar em startups da aceleradora Y Combinator |
→ Fila de IPOs na Europa encolhe quase pela metade, mas empresas de IA despontam como nova aposta do mercado |
→ Receita do streaming da Disney cresce 11%, impulsionada por assinaturas, enquanto a publicidade perde força na divisão |
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GRÁFICO DO DIA |
| Você ainda dá um Google? Aparentemente, o Google não morreu após o lançamento do ChatGPT. Isso porque a receita de busca subiu em todos os 14 trimestres desde que a OpenAI lançou seu chatbot, com alta acumulada de 48,5% — de US$ 42,6 bi para US$ 63,3 bi por trimestre.
O mais curioso é que esse crescimento está acelerando. A alta anual foi de +13,4% em 2025 e já soma +17,9% no primeiro semestre de 2026. Passados quase quatro anos do "fim do Google" anunciado, a busca nunca cresceu tão rápido. |
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O que está por trás disso? Segundo o próprio Google, a AI ajuda a busca em duas pontas. Recursos como o AI Mode fazem as pessoas pesquisarem mais, enquanto o Gemini melhora a monetização de buscas longas e detalhadas, historicamente difíceis de converter em anúncios. Leia mais nessa thread. |
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