| | | | AROUND & OUT | O pão que literalmente salvou uma vida |  | (Imagem: acervo the news around) |
| Durante o genocídio armênio, no início do século XX, um homem foi capturado pelo exército turco e, graças à sua habilidade de fazer pães, ele não foi mais uma das vítimas desse massacre — sim, você leu certo. | E o exército, que precisava dele, foi inclusive o mesmo que, paradoxalmente, o ajudou a escapar do campo de concentração.
| Ele veio para o Brasil com o seu filho Pedro e o restante da família e se instalou no bairro da Luz, em São Paulo, onde Pedro cresceu aprendendo com o pai o que havia salvado a família: a arte de fazer uma boa massa. | Foi dessa herança que nasceu, em outubro de 1973, a Esfiharia Effendi. Pedro e sua esposa Verônica fundaram a casa junto com o filho Armando. Pedro na massa, Verônica nos recheios e Armando na administração. |
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| Hoje, mais de 50 anos depois, os fundadores já não estão mais aqui, mas a Effendi continua nas mãos da mesma família. | A mulher do Seu Armando, Dona Daria, e o filho deles, xará do pai, comandam a casa com uma única obsessão: não deixar as origens armênias se perderem no caminho. A massa segue a mesma. Os recheios também. | O cardápio gira em torno das esfihas, abertas ou fechadas, com opções que vão da clássica de carne e de queijo (R$ 11) até a de queijo com bastermá, a tradicional carne seca armênia que poucos brasileiros conhecem (R$ 13). |
|  | Seu Pedro e Dona Verônica montando as primeiras esfihas no dia da inauguração. |
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| Tem também zaatar, espinafre, combinações de carne com queijo e, para quem quer caprichar, as versões grandes chegam a custar R$ 24. Fechando a lista, o kibe frito recheado com carne moída, por R$ 11 — ao qual é muito difícil resistir. | | 📌 Esfiharia Effendi Rua Dom Antônio de Melo, 77 — Luz | São Paulo, SP ⏰ Ter. a sáb.: 10:00 - 15:50 Dom.: 10:00 - 14:30 |
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