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BOM DIA. |
a criatividade da IA fica genérica quando você só pede para ela te dar uma ideia criativa. porque, pensa só: ela nada mais é do que uma média do que todos nós pensamos. e médias podem acabar sendo genéricas. |
agora, se você já chega para ela com um jeito seu de enxergar aquilo... o jogo muda. porque ela te ajuda a construir em cima do seu olhar, e a potência passa a ser outra. |
IA se junta com humano para criar algo que talvez nenhum dos dois conseguiria criar sozinho. então, fica aqui o lembrete: vai viver um pouco, para as suas referências não acabarem sendo só a média. |
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RESUMO DA SEMANA |
Hot takes pelo 🌎 |
🎲 A Meta está desenvolvendo seu próprio app de prediction market. O nome da plataforma é Arena, e as pessoas vão poder apostar/prever resultados de eventos do mundo real. A diferença é que, pelo menos no começo, não terá dinheiro real. Os users receberão uma pequena quantidade diária de “dinheiro fictício” para apostar em perguntas de sim ou não. A ideia é usar o Llama, modelo de IA da Meta, para gerar perguntas automaticamente a partir de assuntos em alta, recomendar mercados personalizados para cada user e até ajudar a decidir quem acertou. Onde tem dinheiro, Mark não perde tempo né? A visão parece apontar para transformar o futuro em um novo produto social, usando IA para criar mercados, recomendar apostas e definir vencedores. Afinal, atenção não vem mais só de conteúdo, vem da participação. |
🛁 O que uma das empresas de IA mais lucrativas do mundo quer fazer investindo em spas? A Midjourney, famosa por transformar prompts em imagens hiper-realistas, anunciou uma virada inesperada: agora, quer entrar no mercado de saúde e bem-estar. A ideia é criar um “scan spa”: um espaço com cara de spa de luxo, com banheiras, saunas e cold plunges, onde a pessoa entra em uma piscina e passa por um scan corporal completo de ultrassom em cerca de 60s. Na prática, a promessa é criar uma espécie de ressonância magnética mais acessível, só que, em vez de ir a uma clínica, você faria isso enquanto relaxa. Se funcionar, isso pode transformar a empresa em algo muito maior do que uma ferramenta criativa: uma infraestrutura de saúde baseada em dados para ajudar na prevenção de doenças. Que pivot, amigos. De imagens geradas por IA para imagens geradas de dentro do seu corpo. |
📺 Empresas de varejo estão virando empresas de mídia. E o Walmart acabou de dar mais um passo grande nessa direção com a aquisição, especulada em US$ 1 bi, da Vibe.co, conhecida como o “Google Ads do streaming”. A ideia da plataforma é permitir que PMEs comprem mídia em CTV de forma fácil, self-service e performance-driven, como já fazem no Google e na Meta. Para o Walmart, isso é mais uma peça na estratégia do Walmart Connect. A empresa já tem dados de compra. Agora, com a Vibe, ganha uma ferramenta para levar esses dados para a TV conectada. Afinal, entreter > interromper. Isso mostra 3 movimentos: (1) Retail media está saindo do site do varejo e virando mídia de massa. (2) CTV se torna acessível para todas as marcas (3) A mídia sem prova de venda está perdendo espaço. No fim, estamos todos de olho em quem consegue conectar entretenimento, dado e venda no mesmo lugar. |
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DEEP DIVE |
Podemos confiar em você? |
Antes de continuar lendo, responda rápido. Instinto, sem pensar muito. |
1. Você combinou de encontrar um amigo às 19h. Ele não aparece e não avisa. Qual é o seu primeiro pensamento? | A) Aconteceu alguma coisa com ele. B) Ele me deixou na mão. | 2. Você esqueceu a carteira. Pede R$ 50 emprestado para um conhecido que não é seu amigo íntimo. Ele vai te dar? | A) Provavelmente sim. B) Provavelmente não. | 3. Complete a frase com o que você realmente acredita: "No fundo, a maioria das pessoas…" | A) age de boa-fé. B) cuida dos próprios interesses primeiro. |
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Maioria de A's: você ainda confia nas pessoas ao redor. Você é estatisticamente raro. |
Maioria de B's: você está com a maioria. E isso diz menos sobre as pessoas ao seu redor do que sobre o mundo em que estamos vivendo. |
🔗 Se quiser entender melhor o quanto você confia nas pessoas, tem um teste bacana aqui. |
A epidemia da desconfiança |
A verdade verdadeira é que passamos a confiar menos nas pessoas… enquanto enchemos nossas redes sociais de seguidores que provavelmente vimos uma vez na vida e temos menos amigos da vida inteira. |
|  | Em 30 anos, o número de pessoas com 10 ou mais amigos próximos caiu de 40% para 15% entre os homens. (Fonte: American Perspectives Survey, 2021) |
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Você pode nos perguntar: “por quê?” e why does this matter? |
Existe uma série de motivos…. |
🤺 O aumento da polarização política reforçou a lógica do “nós contra eles”. 🧑🏻❤️💋🧑🏼 A internet mudou a forma como nos relacionamos: mais distração, mais isolamento, mais comparação. 📱A fragmentação da informação fez cada pessoa consumir sua própria versão da realidade. Hellooo algorithm. 💨 E a IA acelerou ainda mais a produção de conteúdo, opinião e dúvida. |
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No meio disso tudo, a confiança nas pessoas, nas instituições e nas marcas vai ficando mais frágil. E no fim, confiança é o que faz uma sociedade funcionar. |
Como resume o Pew Research Center, ela é “o óleo que lubrifica as fricções da vida cotidiana. Sem ela, tudo range, tudo atrasa, tudo custa mais caro.” |
Tá, tá, tá… já sabemos que confiança importa. Mas por que estamos falando disso por aqui? |
Porque a crise de confiança também bate direto na sua marca, e na chance de alguém comprar dela. |
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Mas, afinal, o que é confiança? E como uma marca gera isso? |
Confiança não começa como um cálculo racional, é um sentimento que precede o raciocínio. |
Ela é gerada pela oxitocina, um neuropeptídeo. Quando alguém age de forma confiável com você, seu cérebro libera oxitocina, que por sua vez te deixa mais disposto a cooperar, compartilhar e retribuir.
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O que precisamos fazer, portanto, é provocar esse sentimento no consumidor, da mesma forma que despertamos felicidade, acolhimento e pertencimento… |
O ponto é que confiança não nasce de uma grande promessa. |
Nasce do acúmulo de pequenas provas. Brené Brown resume confiança em sete pilares (BRAVING): limites, confiabilidade, responsabilidade, confidencialidade, integridade, não julgamento e generosidade. |
Ela depende de quem você é, caráter (integridade + intenção), e do que você é capaz de fazer (capacidade + resultado). |
Há ainda outro fator crítico: a facilidade cognitiva. Coisas fáceis de processar parecem verdadeiras e seguras. |
Por isso repetição, branding consistente e rostos familiares constroem confiança mesmo sem novas evidências de confiabilidade. Se você ainda não tem isso, dá para começar roubando equity de alguém que já tem. |
E ela não precisa ser perfeita. Afinal, confiança não é a ausência de dúvida, mas a disposição de agir apesar da incerteza. |
Uma fórmula boa para se pensar: Confiança = credibilidade + confiabilidade + intimidade / interesse próprio. |
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Ou seja: quanto mais a marca parece falar só dela, menos confiança ela gera. |
Quando olhamos para o mercado, dá para ver dois tipos de marcas confiáveis (marcas que lideram brand trust). |
Existem as gigantes de utilidade: marcas em que confiamos porque elas nunca falham. Band-Aid, UPS, Tylenol. |
| E existem as gigantes de identidade: marcas em que confiamos porque refletem quem somos ou quem queremos ser. Apple, Nike, Rhode. |
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E existem aquelas que fazem os dois: Coca-Cola, Amazon, Pampers. |
What's the takeaway? Hoje, 2/3 dos consumidores já compram com base em crenças. Eles buscam nas marcas um tipo de estabilidade, pertencimento e resposta que antes vinha de instituições. E, enquanto a confiança deixa de ser só sobre propósito social e passa a ser sobre relevância pessoal, as marcas também deixam de ser julgadas apenas pelo que fazem. Agora, importam também quem usa, o que representam e o lugar que ocupam na identidade das pessoas. Na prática, temos métricas para quase tudo: CPM, CAC, ROAS, alcance, impressão. Mas quase nada mede se as pessoas realmente acreditam em alguma coisa. A pergunta que podemos nos fazer talvez seja: estamos olhando para o que é fácil de medir ou para o que faz o negócio girar? |
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No fim do dia, confiança é isso. O óleo invisível que reduz atrito, encurta decisão, sustenta reputação e faz alguém escolher você mesmo quando existem outras opções. E aí volta a pergunta inicial: Podemos confiar em você? |
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TRENDING THIS WEEK |
Se o LinkedIn tivesse um festival, ele seria o Cannes Lions |
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Cannes tem 72 anos. Inspirado no festival de cinema, nasceu quando a publicidade começou a contar histórias tão boas quanto filmes, e também queria esse reconhecimento. |
Mas, ao longo das últimas décadas, o festival foi se expandindo para além dos belos filmes: multimídia, ideias, propósito, dados, creators, IA… quase tudo rsrs. E talvez quase nada. |
Se esse assunto te interessa, reunimos AQUI algumas das principais discussões que vimos na edição deste ano e o que elas deixam de aprendizado. |
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BYTES TO BITE |
Um giro pelas últimas campanhas de destaque |
🥗 Turistas descobriram o molho ranch durante a Copa. Ele virou assunto nas redes, e a Kraft respondeu do melhor jeito: criando uma TSA-friendly ranch bag para as pessoas poderem viajar com o molho de volta pra casa. |
👝 Balenciaga está patrocinando creators no Substack. A marca é a primeira do setor de moda a entrar no novo programa de parcerias da plataforma. Leia mais. |
🍗 KFC está de cara nova. A marca chega com novo menu, restaurantes mais modernos e uma identidade visual repaginada. Gostaram? |
🥅 A estratégia da DoorDash na Copa do Mundo foi feita por ninguém menos que Zaria Parvez, a responsável por construir o império do Duolingo nas redes sociais. Check Out. |
🛒 Mais uma aposta em retail media: a P&G vai lançar dramas roteirizados dentro de supermercados. Branded entertainment chegando literalmente ao ponto de venda. |
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FROM SOCIAL |
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O que você achou da edição de hoje?Depois conta pra gente o motivo |
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até segunda-feira que vem, byeeeeee! 👋🏻 |
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