BIG STORY |
Congo vive situação caótica por conta do Ebola |
 | (Imagem: G1 | Reprodução) |
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Poderia ser ficção, mas infelizmente não é. Na semana passada, uma multidão enfurecida atacou o Hospital de Nyakunde, no leste da 🇨🇩 República Democrática do Congo, fazendo com que pacientes com Ebola e toda a equipe médica fugissem do local por temer pela própria vida. |
O surto atual é o 17º da história do país. Até agora, são 2.073 casos confirmados e 796 mortes, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o número real pode ser pelo menos o dobro. |
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O que desencadeou o ataque? |
Uma mulher procurou o hospital para dar à luz e desenvolveu anemia grave. A família se ofereceu para doar sangue, mas o hospital recusou, pois transfusões são proibidas durante surtos de ebola. Logo em seguida, a gestante veio a óbito. |
Segundo François Berocan Uderos, médico do hospital, o ataque começou pouco depois, com parentes e uma multidão atirando pedras e derrubando parte da cerca. |
🩺 Dos até 10 pacientes com ebola internados, 7 escaparam. A equipe médica saiu, e o gerador que alimentava o hospital parou de funcionar. |
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E isso é extremamente grave |
O Ebola é um vírus que ataca o revestimento interno dos vasos sanguíneos, provocando hemorragias, queda de pressão e falência de múltiplos órgãos. |
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Logo, quando 7 pacientes fogem sem qualquer isolamento, cada um deles vira uma possível fonte de contágio dentro da comunidade. |
🩺 E, sem hospital, rastreamento e controle dos casos, o surto pode se espalhar de forma descontrolada por toda a região. |
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A desconfiança contra as equipes de saúde é antiga na região. Entre 2018 e 2020, um surto no leste do Congo terminou com mais de 25 profissionais de saúde mortos em ataques semelhantes. |
Desde o anúncio do surto atual, em maio, já foram vários os episódios de violência contra unidades de saúde. Os trabalhadores agora ameaçam entrar em greve, alegando que o salário não compensa o risco e a carga de trabalho. |
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RESEARCH |
Redes sociais podem aumentar bruxismo em jovens |
 | (Imagem: Pinterest) |
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Um novo estudo publicado no International Journal of Paediatric Dentistry com adolescentes sugere que o uso de redes sociais à noite está ligado ao agravamento do bruxismo. |
🩺 Contextualizando O bruxismo é uma atividade repetitiva dos músculos da mastigação, caracterizada por apertar ou ranger os dentes, de forma involuntária durante o sono ou a vigília. Está associado a fatores como estresse, ansiedade e alterações nos neurotransmissores, mais do que a problemas na mordida em si. Suas consequências incluem desgaste dentário, dor orofacial, dores de cabeça e disfunção na articulação da mandíbula. |
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O estudo em questão contou com a participação de 213 adolescentes espanhóis de 11 a 17 anos, no contexto do lockdown da Covid-19. |
O uso noturno de redes sociais saltou de uma média de 7,9% das ocorrências para 20,7%, enquanto o nível de ansiedade de estado subiu de 18 para 32,7. Ao mesmo tempo, o índice de bruxismo autorrelatado aumentou de 10,4% para 15,4%.
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Como o bruxismo nasce no sistema nervoso e não na mordida, os autores propõem que a tela à noite atue como fator moderador. |
Uma ressalva |
Na prática, os dados apontam uma associação entre os hábitos e não uma relação direta de causa e efeito. Afinal, trata-se de um estudo observacional. |
Ainda assim, os autores sugerem que reduzir as telas antes de dormir pode ser uma medida simples, cujos benefícios são difíceis de ignorar. |
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APRESENTADO POR MSD |
ATS: Como a ciência garante o perfil de segurança e eficácia dos tratamentos |
Nem toda inovação em saúde chega automaticamente aos pacientes. Antes disso, ela passa pela Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS), um processo que analisa evidências científicas, perfil de eficácia e segurança da tecnologia e custos para entender o valor real de um tratamento.¹'² |
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A ATS ajuda a responder uma pergunta essencial: essa tecnologia gera benefícios relevantes para os pacientes e para o sistema de saúde? Ao reunir dados clínicos, econômicos e experiências do mundo real, ela apoia decisões mais transparentes, sustentáveis e baseadas em evidências.¹˒² |
👉 Saiba mais sobre os tipos de evidências que são utilizados durante a ATS. |
*Consulte as referências aqui |
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BELIEVE IT OR NOT |
A dieta cetogênica pode acelerar câncer intestinal? |
 | (Imagem: MIT News) |
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A resposta é: depende. Recentemente, pesquisadores do MIT descobriram que a dieta cetogênica, a famosa keto, acelerou tumores no intestino delgado de camundongos. Mas, no mesmo estudo, ela protegeu contra tumores no cólon. |
A dieta cetogênica é um padrão alimentar com consumo muito baixo de carboidratos, alto teor de gorduras e proteína moderada, com o objetivo de fazer o corpo queimar gordura em vez de açúcar. Sem glicose disponível, o fígado passa a produzir corpos cetônicos, em um estado metabólico chamado cetose. Criada em 1920, hoje é usada para emagrecimento e controle glicêmico. |
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Voltando ao estudo recente… A equipe alimentou camundongos geneticamente predispostos a tumores intestinais com três dietas: a cetogênica, uma dieta controle e uma hipercalórica. |
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A surpresa foi que os corpos cetônicos não tinham papel nenhum. Segundo o autor sênior do estudo, o motor era a oxidação de ácidos graxos, ou seja, o jeito como as células do intestino queimam a gordura da comida. |
Isso ativa proteínas chamadas PPARs, que mandam as células-tronco se multiplicarem mais rápido, e mais divisão celular significa mais chance de alguma delas virar tumor. |
Por outro lado… |
No cólon, a mesma dieta freou o desenvolvimento de tumores, confirmando um estudo de 2022, publicado na revista Nature. |
A diferença é que a proteção também não vem dos corpos cetônicos, mas sim da forma como as células queimam a gordura. |
Na prática, suplementos de cetona não reproduzem nada disso, e a lição maior é que nenhuma dieta age da mesma forma no corpo inteiro. |
Em outras palavras… O estudo nos trás mais perguntas do que respostas. Aos que quiserem se aprofundar no assunto, aqui vai o artigo completo. |
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