BIG STORY |
EUA autorizam ZYN a se vender como "mais seguro" que o cigarro |
 | (Imagem: Axios) |
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Uma epidemia silenciosa e uma polêmica das grandes. Se você convive com jovens, é bem provável que já tenha presenciado o uso dos famosos "sachês de nicotina". |
A tendência é internacional, mas ela é ainda mais forte nos Estados Unidos, onde a substância atende pelo nome comercial de Zyn. |
Sobre a substância |
Trata-se de um sachê de nicotina sintética, sem tabaco e sem fumaça, posicionado entre a gengiva e o lábio para liberação gradual na corrente sanguínea. |
Cientificamente, ele elimina a combustão, processo responsável pela maioria dos compostos cancerígenos presentes no cigarro tradicional. |
🩺 No entanto, a ausência de fumaça não significa ausência de riscos: a absorção direta pela mucosa bucal pode elevar rapidamente os níveis de nicotina no sangue. |
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Além disso, os sachês costumam vir em diversos sabores, um fator que facilita a adesão, mas também levanta suspeitas sobre o apelo do produto entre públicos mais jovens. |
E é aí que começa a polêmica 👀 |
A FDA, órgão responsável por proteger e promover a saúde pública nos EUA, anunciou que permitirá que os sachês de nicotina sejam comercializados com a alegação de que representam menor risco à saúde do que os cigarros tradicionais. |
Na prática, 20 produtos da marca poderão estampar embalagens afirmando que usar ZYN, em vez de cigarros, reduz o risco de câncer de boca, doenças cardíacas, câncer de pulmão, AVC, enfisema e bronquite crônica |
Segundo o diretor interino do Centro de Produtos de Tabaco da FDA, a avaliação da agência tem um objetivo claro: "garantir que adultos fumantes tenham acesso a informações científicas claras sobre os riscos relativos entre diferentes produtos de tabaco e nicotina." |
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Maas… uma história sempre tem dois lados |
Boa parte dos críticos da decisão aponta que a maioria dos consumidores de ZYN não é formada por ex-fumantes, mas por pessoas que nunca fumaram, muitas delas jovens, atraídas pelos sabores e pela praticidade dos sachês. |
Em outras palavras: vive-se o dilema de informar fumantes sobre riscos relativos sem transformar isso em porta de entrada para uma nova geração de dependentes de nicotina. |
E você, é a favor da decisão tomada pelo FDA? |
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RESEARCH |
Vacina contra VSR em idosos reduz internações em 75% |
 | (Imagem: Nature) |
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Talvez muitos não saibam, mas, apesar do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) ser associado com mais frequência aos bebês, o seu impacto na saúde dos idosos é bem maior do que se imagina. |
Para se ter uma ideia, dados da Fiocruz revelam que, no primeiro semestre de 2026, o VSR foi responsável por 38% dos casos e 11% das mortes entre idosos com Síndrome Respiratória Aguda Grave de origem viral. |
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A pesquisa comparou dados de saúde de 520 mil pessoas vacinadas com o imunizante Arexvy e outros 2 milhões de não vacinados nos Estados Unidos. Abaixo, outros destaques: |
Entre os vacinados que precisaram ser internados, os casos de complicações cardiovasculares graves, como infarto e AVC, caíram 63,1%; O grupo também registrou 79,1% menos hospitalizações com gravidade e 66,8% menos mortes no período analisado.
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O perigo do vírus 🦠 |
Com o envelhecimento, o sistema imunológico perde eficiência em um processo chamado imunosenescência, o que dificulta o combate a infecções respiratórias como o VSR. |
Além disso, o vírus provoca uma inflamação generalizada no organismo, capaz de descompensar doenças crônicas já existentes, como diabetes e problemas cardíacos. |
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Atualmente, o SUS oferece a vacina apenas para gestantes, com foco em proteger recém-nascidos. Os idosos, por enquanto, precisam recorrer à rede privada, onde dois imunizantes estão aprovados pela Anvisa. |
Esse descompasso é comum em saúde pública: recomendações médicas podem vir antes da incorporação ao SUS, que depende de avaliações de custo-benefício e orçamento. |
Para a Sociedade Brasileira de Imunizações, todos os idosos acima de 70 anos — e aqueles entre 60 e 70 com fatores de risco — devem se vacinar. |
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BELIEVE IT OR NOT |
Afinal, crianças podem fazer skincare? |
 | (Imagem: Bloomberg) |
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O que você fazia com 8 anos de idade? Se o estagiário voltasse no tempo, provavelmente se depararia com uma cena de sua mãe dando bronca por ele comer terra. risos. |
Brincadeiras à parte, a realidade agora parece ser outra. Sua filha, sobrinha, prima, afilhada ou neta de 8 anos já pediu ácido hialurônico? Por incrível que pareça, essa é uma pergunta feita por milhões de crianças ao redor do mundo. |
Impulsionada pelas redes sociais, a febre do skincare infantil tem levado crianças cada vez mais novas a adotarem rotinas de beleza pensadas para a pele adulta. |
Segundo dados atuais, 69% das meninas já se interessam por cosméticos antes dos 10 anos de idade. |
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Acontece que isso pode ser um problema |
A questão não está em ensinar cuidados básicos, e sim em como esse cuidado tem sido feito. Diferente da pele adulta, a pele infantil ainda está em desenvolvimento, o que a torna mais fina, sensível e vulnerável a irritações e alergias. |
🩺 Por esse motivo, o uso de ácidos, retinoides e fórmulas anti-idade pode comprometer sua barreira de proteção natural. |
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Para especialistas, os cuidados essenciais são simples: higienização suave com produtos formulados especificamente para o público infantil, além de hidratação e proteção solar diárias. |
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Agora, cabe aos pais — e não aos algoritmos — decidir o que realmente pode entrar na rotina de cuidado dos filhos. |
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