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Linguista forense da UCL revela padrões verbais de quem omite a verdade

A pesquisa aponta que mentirosos usam termos de distanciamento e evitam descrições sensoriais para diluir a culpa.

Por Redação

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A análise baseia-se em pesquisas como um estudo do Psychological Bulletin (2003) sobre repetição verbal e uma pesquisa da Discourse Processes (2012) sobre o "efeito Pinóquio" — o uso excessivo de detalhes irrelevantes no início da fala para atrasar o ponto principal.

A pesquisa da UCL também destaca que mentirosos usam termos de distanciamento, como trocar o nome da pessoa por "isso", trocam o "eu" pelo "nós" para diluir a culpa e evitam descrições sensoriais. Um estudo no Journal of Communication Disorders (2004) apoia a ideia de que o esforço mental para sustentar uma farsa altera a fluência verbal.

Afinal, construir detalhes falsos sobre cheiros, sons e sensações em uma memória inexistente exige uma carga cognitiva que dificilmente passa despercebida por ouvidos atentos.

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